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sexta-feira, 17 de abril de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
MOISÉS
Prezados(as) Senhores(as)
Um estudo muito interessante sobre Moisés
MOISÉS
Quem era esse homem?
Colocado num cesto ao rio,
É salvo pela filha do faraó, tem proeminência na corte egípcia…
E é ele quem vai receber os 10 Mandamentos ditados por YAWEH e o Livro da Aliança, no Monte Horebe.Com ele ocorre o episódio da “Sarça Ardente”, e qdo o povo espantado pergunta o q era aquele “maná” q caía dos céus, Moisés é quem esclarece q era o “pão que o Senhor vos dá para vosso alimento”. ÊX 16:31
Moisés veio 600 anos depois de Abrãao…
Outro personagem q tem uma ligação intrigante com o Egito é José, filho de IsraEL (Jacó) e de Raquel. Vendido como escravo no Egito, acaba ocupando o posto de Vizir. (!)
E suas estórias estão intimamente entrelaçadas.
*comentei anteriormente q José era o caçula de IsraEL/Jacó, mas não.
Seu irmão Benjamim q era;
Sua mãe Raquel morreu nesse parto.
Da linhagem de Benjamim veio Saul, q se tornou rei dos Judeus ungido por SamuEL (q mais tarde ungiu Davi);
Isso depois de um longo tempo em q o governo era feito pelos Juízes, representando as Tribos de IsraEL.
Muitos historiadores relutam com essa teoria dos israelitas-egípcios serem o povo de Hicsos…
Com relação aos deuses anunnaki,
O Egito era território Enkiita, ele tinha ficado com os domínios africanos e EnKi/Ptah e seu filho Amon/Rá/Marduk e Thot/Ninghizida estiveram ali por muito tempo.
Vamos então ver como Moisés surge nesse contexto.
Serão expostos excertos de livros de alguns autores q terão os devidos créditos ao final de cada exposição.
“Uma Nova Dinastia”
“O enredo que temos até agora é que, há cerca de 2600 a.C. e desde a 4° dinastia egípcia de Sneferu, o Templo de Serâbït el Khâdim estava operativo no Monte Horebe, no Sinai.
Era a dinastia de Khufu (Quéops), Khafre (Quéfrem) e Miquerinos, aos quais as três pirâmides de Gize são atribuídas.
Em Serâbit, os Grandes manufaturavam, a partir do ouro, um misterioso pó branco de projeção chamado mfkzt, que os israelitas perguntavam se era maná (o que é isto?).
O mfkzt era enformado como bolos cónicos (chamados de “pães brancos”) e alimentava os reis da Casa Real do Ouro.
Ele aparentemente acentuava suas qualidades de reinado e estava também ligado a um “campo” enigmático da Vida após a Morte para o qual os reis mortos eram transportados — o Campo de Mfkzt.
O Templo de Serâbit deixou de funcionar como local de trabalho alquímico na era ramessida (c. 1330 a.C.), quando o Senhor da Montanha passou os segredos da Casa do Ouro a uma nova ordem de sacerdotes aaronitas. “
*aaronitasEram sacerdotes da linhagem de Aarão, irmão de Moisés.
“Os dias das dinastias legítimas do Egito haviam acabado e novas influências externas pressionavam.
Ramsés I (de c. 1335 a.C.) não vinha de descendência real e, embora sua esposa Sitre fosse de uma linhagem de um primo do faraó, era demasiado afastada para ser considerada herdeira hereditária.
Em seguida à prematura morte do rei-menino Tutankhamon e à decadência da 18a dinastia, era tempo de a linhagem real partir.
Nesse ínterim, a irmã de Tutankhamon se casara em uma linha israelita da família.
Como a realeza egípcia era estritamente ligada à herança materna, ela era a verdadeira herdeira das antigas dinastias e estava presente no Sinai com seu marido e Moisés.
Os tesouros da Casa do Ouro (o Urim-Schamir e o Tumim-Schethiyâ) foram entregues aos cuidados de Moisés e dos novos sacerdotes israelitas que foram encarregados, no Sinai, de estabelecer uma dinastia real na Terra Prometida.
No devido momento, esse reis (descendentes da 18a dinastia do Egito) se tornariam a Casa Real de Judá, a linhagem de Davi, Salomão e, por fim, Jesus.
Antes, porém, tinham de entrar na terra de Canaã (mais tarde, Palestina), atravessá-la e conquistá-la antes que a nova monarquia pudesse ser estabelecida em Jerusalém.”
Laurence Gardner
A Sarça Ardente
“A Egiptiaca, de Maneto (conselheiro do faraó Ptolomeu por volta de 300 a.C.), registra que Moisés foi um sacerdote egípcio em Heliópolis.
O historiador judeu do século I, Flávio Josefo, não concorda com essa declaração de Maneto; mas, em seu Antiguidades Judaicas, ele próprio diz que Moisés era comandante do exército egípcio na guerra contra a Etiópia.
A rota para a descoberta da identidade de Moisés reside em seu nome que embora convertido para Mosheh, em hebreu, não tem origem israelita ou hebraica.
Esse fato, além da indicação em Êxodo 11:3: “Moisés era mui famoso na terra do Egito”, leva a perceber que o nome Moisés tem uma raiz egípcia.
Como citaram Sigmund Freud, James Henry Breasted, Ahmed Osman e outros que pesquisaram a etimologia, o nome Moisés, na verdade, deriva da palavra egípcia mose (grego: mosis), relacionada a um “rebento” “herdeiro”, como em Tutmose (Tutmoses): “nascido de Thot”, e Amenmose: “Nascido de Amon”.
O nome hebraico Mosheh supostamente deriva da palavra mosche, : significa “aquele que tira”, ou “o que tira”.
Isso viria do nome dado a Moisés pela filha do faraó, que tirou seu cesto de juncos do rio.
É extremamente improvável, porém, que uma princesa egípcia conhecesse etimologïia hebraica, especialmente porque o hebreu não seria a linguagem dos israelitas após mais de quatrocentos anos de estabelecimento no Delta.
Ela certamente teria dado um nome egípcio para o bebê que adotou.
Em segundo lugar, Moisés não era “o que tira”(o mosche), ele foi o “tirado”, cuja palavra hebraica equivalente era moshiu.
A raiz da história do menino no cesto de junco não é difícil de rastrear.
Ela aparece nos registros que os israelitas posteriores, que foram capturados por Nabucodonosor, na Babilónia (c. 586-536 a.C.), sem dúvida leram atentamente, com interesse ancestral. “
Sharru-Kîn
“Nas bibliotecas da Mesopotâmia haveria a história da Criação original, o Enüma elish, junto com o Épico de Gilgamesh, que descrevia a Grande Inundação, e a Tábua Adapa, que detalhava o primeiro homem que reinou, o Adâma.
Entre esses arquivos de argila (antigos já no século 6 a.C.) havia o protótipo da arca de juncos na Lenda de Sharru-kîn, que se tornou Sargão, o Grande, rei da Acádia (2371-2316 a.C.).
Um texto assírio relacionado a Sargão diz:
“Minha mãe de criação me concebeu; em segredo ela me carregou. Ela me pôs em um cesto de juncos e, com piche, ela selou a tampa.
Ela me atirou no rio, que não me cobriu.O rio carregou-me até Akki, o carregador da água” (…)
“O linguista histórico Ahmed Osman, nascido no Cairo, conduziu profundas pesquisas referentes à identidade de Moisés e aos costumes da época.
Além da óbvia semelhança com a Lenda de Sharru-Kîn, Osman aponta que, de acordo com os costumes daquele tempo, seria muito improvável que uma princesa egípcia solteira obtivesse permissão para adotar uma criança.
Segundo os registros egípcios, ele também explica que havia uma base factual para o conto do cesto de juncos, embora com um arranjo e um enredo mais compreensíveis.”
“Quem era então o bebê egípcio (que se tornou um homem) chamado Moisés, o legendário personagem que cumpriu sua famosa missão no monte Horebe e encontrou seu destino como patriarca da Lei Judaica?
Antes deste livro, discuti o legado de Moisés anteriormente tanto em A Linhagem do Santo Graal* como na Génesis ofthe Grau Kings.
Chegou a hora de montar as peças-chave, enquanto nos preparamos para embarcar em nossa jornada a partir do Sinai com a Arca da Aliança; uma jornada que nos levará através de mais de 1300 anos, até a era do Evangelho e os séculos que se seguiram.
Devemos rever alguns elementos familiares, o que é necessário para recriar a cena emergente, especialmente para os que não leram os outros trabalhos desta série.”
“Antes do século XX, pouco se sabia a respeito das antigas tradições cananéias, mas a partir de 1929 um grande número de textos, de cerca de 1400 a.C., foi encontrado em Rãs Shamra (a antiga cidade de Ugarit) no noroeste da Síria.
Mais recentemente, também, como em 1975, descobriram-se mais tábuas nos arredores de Tel Mardikh (a antiga cidade de Elba).
Personagens até então considerados apenas bíblicos eram trazidos à vida arqueologicamente, incluindo E-sa-um (Esaú), Ab-ra-mu (Abraão), Is-ra-ilu (Israel) e Ib-nun (Eber).
Essas descobertas, comparadas com outras similares na Mesopotâmia, no Egito e em outros locais, provam, sem deixar dúvidas, que não podemos limitar a história ao material disponível em arquivos a qualquer dado momento.
Há mais história adormecida sob os oceanos e as areias varridas pêlos ventos do que jamais poderemos encontrar.
O livro do Êxodo relata que a vida do bebê Moisés estava sob ameaça, porque o faraó decretara a morte de todos os varões israelitas recém-nascidos.
A suposta razão para essa sentença era que os israelitas “se multiplicaram e grandemente se fortaleceram; de maneira que a terra se encheu deles” Êxodo 1:7
Fora ordenado que “todo filho que nascesse deveria ser atirado ao rio”; assim, uma mulher da casa de Levi colocou seu menino de três meses em um cesto de juncos e piche, colocando-o entre os caniços da água. “
“A história torna-se então algo implausível, pois surge a filha do faraó, que não parece se importar com as ordens de seu pai.
Ela descobre o bebê e inicia uma conversa com a irmã dele, que por acaso estava por perto.
O bebê foi então devolvido a sua mãe, que foi paga pela princesa para criá-lo.
Em pouquíssimo tempo, o menino voltara ao ponto de partida e todo o medo de perseguição faraônica parecia ter sido esquecido!
Finalmente, a princesa adotou o menino como seu filho e o chamou Moisés, sem que ninguém pensasse em perguntar a respeito de seus pais naturais.
Eis a história bíblica da infância de Moisés;
já no verso seguinte (Êxodo 2:11), ele aparece como um homem adulto.”
José, O Grão-Vizir, Um influente israelita chamado Yusuf-Yuya (José) fora primeiro-ministro (vizir) do faraó Tutmoses IV e de seu filho Amnhotep III.
Quando Tutmoses morreu, Amnhotep casou-se com sua irmãzinha Sitamun (como era a tradicão real) para poder herdar o trono segundo a sucessão matrilinear.
Pouco depois, para ter também uma esposa adulta, Amnhotep casou-se com Tiye, filha de Yusuf-Yuya.
Decretara-se, porém, que nenhum filho de Tiye poderia herdar o trono e, por causa da extensão do poder do pai dela, havia um temor geral de que seus parentes israelitas estivessem ganhando demasiado poder no Egito.
Além disso, uma vez que Tiye não era a herdeira legítima, ela não podia representar o Deus do Estado, Amen (Amon).
Assim, quando Tiye ficou grávida, certos oficiais do palácio pensaram que seu filho deveria ser morto logo ao nascer, se fosse varão.
Sabendo disso, fizeram-se arranjos com os parentes israelitas, que viviam em Goshen, na região do Delta do Nilo.
Nas proximidades, em Zaru, Tiye tinha um palácio de verão, para onde foi para ter seu bebê.
Em seguida, as parteiras arranjaram para que o menino fosse criado pela cunhada de Tiye, Tey, da Casa de Levi.
O menino, Amenhotep (nascido c. 1394 a.C.), foi mais tarde educado em Heliópolis pelos sacerdotes egípcios de Ra (como explicado por Maneto a respeito de Moisés) e na adolescência passou a viver em Tebas.
Naquela época, sua mãe tornara-se mais influente que a rainha principal, Sitamun, que nunca tivera um filho e herdeiro do faraó, apenas uma filha, Nefertite.
O faraó Amenhotep III sofreu então uma doença e, como não havia herdeiro varão direto para a casa real, o jovem Amenhotep foi trazido à cena.
Ele se casou com sua meia-irmã, Nefertite, para reinar como co-regente durante esse período difícil e, quando seu pai morreu, sucedeu-o como Amenhotep IV.”
José, vendido no Egito era conhecido como Yusuf-Yuya teve uma filha de nome Tye.
Tye se casa com Amnhotep III,”Amon/Amen está alegre”.
Teve Amnhotep IV (Moisés), algumas vezes chamado de Amenófis IV.
Amenhotep IV casou-se com sua meia-irmã Nefertite, q era filha de seu pai com a espôsa Oficial, Sitamun.
Amenhotep IV mudou seu nome para Akenaton ,”Glorioso Espírito de Aten”, ou “Servo de Aton”, o deus sem rosto.
“No antigo Egito, era prática comum que os faraós se casassem com suas irmãs para prolongar seu reinado pela da linhagem materna.
Essas esposas eram, frequentemente, meias-irmãs dos faraós, nascidas de pais diferentes.
Pode-se ver em quadros genealógicos da época que, embora o Egito tenha tido muitas dinastias reais sucessivas, essas casas eram apenas renomeadas e renumeradas quando um faraó morria sem um herdeiro varão.
O importante era que sua rainha tivesse uma herdeira mulher; após o casamento dessa filha com outra linhagem masculina, uma nova dinastia iniciava-se.
É também evidente que muitos faraós tinham certo número de esposas estrategicamente escolhidas e que frequentemente se casavam com várias linhagens do sangue real original da Mesopotâmia, do qual descendiam as primeiras dinastias faraónicas.
Em tais casos, os príncipes coroados casavam-se com as filhas das rainhas secundárias ou as mais novas de seus pais, perpetuando assim uma descendência aparentemente patrilinear, mas na verdade elevando o sangue feminino de sua linhagem em favor de sucessivas gerações.”
“Por causa de sua criação parcialmente israelita, Amenhotep IV (algumas vezes chamado Amenófis IV) não podia aceitar as divindades egípcias e sua miríade de ídolos.
Assim, ele desenvolveu a noção de Aten, um deus onipotente sem imagem, representado por um disco solar com raios voltados para baixo (distinguindo-se do deus-sol egípcio Ra).
O nome Aten era equivalente à palavra hebraica Adon, um título emprestado do fenício, que significa “Senhor”, como a palavra igualmente familiar Adonai, que significa “Meu Senhor”.
Ao mesmo tempo, Amenhotep (Amen está contente) mudou seu próprio nome para Akhenaton (Glorioso espírito de Aten).
Fechou todos os Templos dos deuses egípcios, tornando-se muito impopular, particularmente entre os sacerdotes de Ra e os da divindade nacional anterior, Amen.
Com sua esposa Nefertite, Akhenaton teve seis filhas e mantinha uma vida doméstica extraordinariamente bem disciplinada. Mas havia complôs contra sua vida e ameaças de insurreição armada se ele não permitisse que os deuses tradicionais fossem adorados junto com o Aten sem rosto.
Ele recusou e acabou sendo forçado a abdicar em favor de seu primo, Smenkhkare, que foi sucedido por Tutancaten (filho de Akhenaton com sua segunda rainha, Kiya).
Ao chegar ao trono, com cerca de 11 anos, Tutancaten foi obrigado a mudar seu nome para Tutankhamon — denotando assim uma fidelidade renovada a Amen, no lugar de Aten —, mas ele viveria apenas mais nove ou dez anos.
Akhenaton, nesse tempo, foi banido do Egito em aproximadamente 1361 a.C.116, embora seus partidários ainda o considerassem monarca de direito.
Para eles, era o herdeiro vivo do trono de seu pai; eles ainda o viam como o Mose real (em grego: Mosis).”
“Desde o momento de seu exílio, Akhenaton (dali em diante igualado a Moisés) fez duas viagens ao Sinai, tendo retornado brevemente ao Egito entre elas, como explicado no livro do Êxodo.
O êxodo israelita geral, que ele liderou, ocorreu na segunda ocasião, por volta de 1330 a.C.
O culto a Aten continuou por algum tempo depois da morte de Tutankhamon, época em que a coroa foi transferida para seu tio-avô, Aye, marido de Tey, que criara Akhenaton e sua meia-irmã, Nefertite.
Tey era a Gloriosa — a Yokâbar, que a Bíblia chama Jochebede.
Aye foi sucedido por seu genro, o general Horemheb, que anulou Aten, proibiu a menção do nome de Akhenaton e amputou os reis de Amarna da lista oficial de Reis.
Destruiu também diversos monumentos da época; foi por essa razão que a descoberta do túmulo de Tutankhamon em novembro de 1922 foi recebida como uma grata surpresa, pois pouquíssimo se sabia a respeito dele anteriormente.
Inicialmente, como explicado em Êxodo 2:15-3:1,
Moisés fugiu para a terra de Midiã, a leste do Sinai peninsular.
Sua rainha principal, Nefertite,aparentemente morrera pouco tempo antes e, embora seus restos não tenham sido descobertos, um cartucho com seu nome foi encontrado nos anos de 1930 no túmulo real de Amarna.”
“Em Midiã, Moisés tomou outra esposa, Zípora, filha do senhor Jetro; ela lhe deu dois filhos, Gerson e Eliezer (Êxodo 2:22,18:4).
A história passa então à “SARÇA ARDENTE” no monte Horebe, no Sinai.
O arbusto estava envolvido em luz flamejante, mas não era consumido (Êxodo 3:2-4), e do meio dele surgiu um anjo.
O Senhor, El Shaddai, apareceu então em pessoa, anunciando a Moisés que ele deveria ser chamado “Eu sou o que sou”(3:14) —YHVH: Javé ou Jeová, em seguida, fizeram-se arranjos para que Moisés voltasse ao Egito e buscasse os israelitas, que haviam sido escravizados pelas severas autoridades novas.
Naquele momento, o reinado de Horemheb havia terminado e um regime completamente novo começara no Egito: a 19a Dinastia, cujo faraó instituído era Ramsés I.
Afastado do Egito durante muitos anos, Moisés evidentemente perguntou ao Senhor como ele poderia provar sua identidade aos israelitas, tendo recebido três instruções.
Elas embaraçaram os teólogos por muito tempo, porque, embora a Bíblia se oponha a todas as formas de magia, Moisés foi aconselhado a realizar três feitos mágicos.
Em geral, quando tais façanhas são discutidas, são chamadas de “milagres”, de forma que as realizações humanas sejam sempre superadas pelas supremas habilidades de Deus.
Mas nesse caso, Moisés aparentemente recebera poderes divinos que o capacitaram a convencer os israelitas de que era realmente seu rei deposto (Êxodo 4:1-9).”
AARÃO E MOISÉS
“Foi aconselhado primeiro a atirar sua vara na terra, onde ela se tornaria uma serpente que, quando segurada, voltava a ser vara.
Em segundo lugar, tinha de pôr a mão no peito; ao tirá-la, ela estaria leprosa e branca, mas voltaria ao normal quando o ato fosse repetido.
Em seguida, tinha de derramar água do rio sobre a terra seca, onde ela se tornaria sangue.
Até esse ponto da História, apenas uma irmã sem nome de Moisés fora apresentada (a irmã que falou com a filha do faraó junto ao rio), mas agora um irmão chamado Aarão surgia em cena (Êxodo 4:14), com consequências algo desastrosas.
Moisés e Aarão viajaram de volta ao Egito e se apresentaram aos israelitas, porém foi diante do faraó, e não dos israelitas, que a mágica da vara e da serpente foi realizada.
Além disso, não foi feita por Moisés, como planejado, mas por Aarão (Êxodo 7:10-12).
Essa sequência tem particular importância porque serve para indicar que, junto com Moisés, Aarão mantinha sua própria posição faraónica. “
“Os rituais da serpente-bastão e da mão leprosa (embora descritos como magia na Bíblia) eram ambos aspectos dos festivais de rejuvenescimento dos reis egípcios, cerimônias nas quais seus poderes divinos eram elevados.
Os faraós tinham alguns cetros (varas) para diferentes ocasiões; o cetro do rejuvenescimento era uma vara encimada por uma serpente de bronze.
Era também costume que o rei pusesse seu braço direito cruzado sobre o peito, sustentando-o com a mão esquerda.
Na tumba de Kherof, um dos camareiros da rainha Tiye, há uma representação pictórica da preparação para essa cerimônia. A cena retrata seu marido (o pai de Moisés), Amenhotep III.
Assim, será que Moisés (Akhenaton) tinha um irmão que era também faraó, cujo destino é desconhecido e que, da mesma maneira, consta nos registros como desaparecido e não morto?
Na verdade, ele teve, ao menos, um irmão de criação, cuja mãe era Tey, a Yokâbar, a ama-de-leite israelita de Akhenaton e Nefertite.
Como faraó, esse homem sucedeu por um curto período após a deposição de Akhenaton e era chamado Smenkhkare.
Era neto de Yusuf-Yuya, o vizir, e filho de Aye (irmão da mãe natural de Akhenaton, Tiye).Corretamente escrito, o nome desse faraó era Smenkh-ka-ra (Vigorosa é a alma de Ra).
Alternativamente, uma vez que Ra era o deus-sol da Casa da Luz de Heliópolis, chamada On, o faraó Smankh-ka-ra era também Semnkh-ka-ra-on, de cuja terminação fonética deriva o nome de Aarão.
Em paralelo, o nome também deriva da palavra semítica para “arca”, que era àron (para mais informações a respeito de Smenkhkare, ver Apêndice I: Enigma dos Túmulos).”
“Depois de estar no Sinai e em Midiã em seu exílio em 1361 a.C, Moisés retornou ao Egito com Aarão para defender a causa israelita contra o faraó Ramsés I, que aparentemente mantinha muitas famílias em trabalhos forçados.
Dado que sua própria 18a Dinastia havia terminado com o faraó Horemheb, que não teve herdeiro legítimo, uma nova dinastia se iniciara (c. 1335 a.C.) sob o antigo vizir de Horemheb, Ramsés, filho de um comandante de tropas chamado Seti.
Ao realizar os rituais secretos da serpente-vara e da mão leprosa, Aarão claramente desafiava o direito de sucessão de Ramsés; mas Ramsés controlava o exército egípcio, o que foi um fator decisivo na luta pelo poder.
Evidentemente, os primos de Amarna não teriam nenhum de seus direitos reais devolvidos, mas conseguiram persuadir Ramsés a permitir que os israelitas de Goshen deixassem o país.
Ramsés I não sobreviveu a seu segundo ano de governo, que coincidiria com a pretensa morte do faraó, narrada na Bíblia, durante a perseguição aos israelitas (Êxodo 15:19).
Porém, imediatamente após o acontecimento (mesmo antes da mumificação de Ramsés), seu filho Seti I iniciou uma campanha no Sinai e na Síria, levando suas tropas a um ligeiro assalto militar em Canaã.
O próprio fato de o povo de Israel ser chamado pelo nome em um relato documentado dessa campanha prova que os israelitas estavam em Canaã naquele tempo, pois eles (os Filhos de Israel) eram, especificamente, os descendentes de Jacó-Israel nascidos no Egito.
Fora do Egito, antes do Êxodo, havia muitos hebreus, mas poucos (se é que os havia) israelitas, e não havia terra de Israel.”
Laurence Gardner
OS SEGREDOS PERDIDOS DA ARCA DA ALIANÇA
-Cap. IV
Fora do Egito
Filhos de IsraEL
Israelitas-egípcios
“A presença de Jacó no Egito é diretamente mencionada, segundo A. Mallon em Os Hebreus no Egito, também em várias inscrições em escaravelhos que representam o nome laa-cob (o nome hebraico para Jacó).
Escrito algumas vezes no interior de um cartucho real , é soletrado em hieróglifos li-A-Q-B com o sufixo H-R, fornecendo à inscrição o significado “Jacó está satisfeito” ou “Jacó está em paz”.
Jacó tinha 130 anos de idade quando os Filhos de Israel começaram sua permanência no Egito, a qual, conforme a profecia, terminaria em escravidão quatrocentos anos mais tarde.
Com a morte e o enterro de Jacó e a subsequente morte de José, o Livro ao Gênesis se encerra.
“Foi depois da morte de Moisés, servo de lave, que lave falou com Josué, filho de Nun, o ministro de Moisés, dizendo:
Moisés, meu servo, morreu.
Levanta-te, portanto, e atravessa o Jordão, tu e todo esse povo, para a terra que dou a vocês, Filhos de Israel… assim como fui com Moisés serei com ti; não falharei e não te esquecerei… apenas sê forte e firme em observar e agir segundo os ensinamentos que Moisés, meu servo, passou a ti… não te voltes para a direita nem para a esquerda.”
Assim começa o Livro de Josué, com vima reiteração da promessa divina por uma lado e uma exigência de observância absoluta aos mandamentos de lave por outro.
Logo em seguida Josué, reconhecendo que um dependia do outro, percebeu que o problema residia no último.”
Zecharia Sitchin
Encontros Divinos
ZS fala sobre Moisés
“Foi então que lave chamou Moisés do interior da Sarça Ardente, dizendo que Ele decidira “descer e salvar” os israelitas de seu jugo no Egito e liderá-los de volta à Terra Prometida, e dizendo a Moisés que ele fora escolhido para ser o embaixador divino para conquistar a liberdade do povo perante o faraó e liderar os israelitas em seu Êxodo para fora do Egito.
No capítulo 3 do Êxodo ficamos sabendo que isso aconteceu quando Moisés estava pastoreando os rebanhos do sogro, “conduziu o rebanho para trás do deserto, veio ao monte dos Elohim, em Horeb” e viu lá o espinheiro queimando sem se consumir; aproximou-se então para verificar aquele fato incrível.
A narrativa bíblica se refere ao “Monte dos Elohim” como se fosse um local conhecido; o incomum do evento não foi que Moisés tenha levado para lá o rebanho, nem que lá houvesse espinheiros como a sarça.O aspecto excepcional foi que o espinheiro estivesse queimando sem se consumir!
Foi apenas o primeiro de uma série de impressionantes atos mágicos que o Senhor empregou para convencer Moisés, os israelitas e o faraó da autenticidade de sua missão e da determinação divina que a motivava. “
Atos Mágicos
“Para esse propósito, lave concedeu a Moisés três atos mágicos: seu cajado podia virar um cobra, depois voltar a ser cajado; sua mão podia ser leprosa e voltar a ser saudável; e ele podia derramar água do Nilo no solo e este continuava seco.
“As pessoas que desejavam sua morte estão todas mortas”, disse lave a Moisés; não temas;enfrenta o novo faraó e realiza as mágicas que concedi, e dize a ele que os israelitas devem ir livres para adorar seu Deus no deserto.
Como auxiliar, lave indicou Aarão, irmão de Moisés, para o acompanhar.”
PRAGAS EGÍPCIAS
“No primeiro encontro com o faraó, o rei não se deixou convencer.
“Quem é lave para que eu atenda seu chamado e liberte os israelitas?
Não conheço lave e também não libertarei os israelitas.”
E em vez de libertar os israelitas, dobrou e triplicou sua cota de tijolos.
Quando as mágicas com o cajado não impressionaram o faraó, Moisés foi instruído pelo Senhor a começar a série de pragas — “golpes”, se formos traduzir literalmente a palavra hebraica—que aumentaram em severidade quando o rei a princípio se recusou a libertar os israelitas;depois vacilou, depois concordou e mudou de idéia.
Dez ao todo, foram desde a transformação das águas do Nilo em sangue por uma semana, passando pela infestação do rio e lagos com sapos; infestação de percevejos nas pessoas e pestes no gado; devastação por granizo, enxofre e gafanhotos; e uma escuridão que durou três dias. “
A PÁSCOA HEBRAICA
“Quando nada disso conseguiu a liberdade dos israelitas, quando todas as “maravilhas de lave” falharam, veio o último e decisivo golpe:
todos os primogênitos do Egito, homens e gado, foram exterminados “quando lave passou pela terra do Egito”.
Mas as casas dos israelitas, marcadas com sangue nas portas, foram poupadas.
Naquela mesma noite, o faraó os deixou sair da terra do Egito; desde então esse evento é comemorado até hoje pelos judeus como a Pesach, a Páscoa Hebraica.
Aconteceu na noite do décimo quarto dia do mês de Nissan, quando Moisés tinha oitenta anos de idade — em 1433 a.C. segundo nossos cálculos.”
“O Êxodo do Egito se iniciou — porém não foi o final dos problemas com o faraó.
Quando os israelitas alcançaram a orla do deserto, onde o conjunto de lagos formava uma barreira aquática além das fortificações egípcias, o faraó concluiu que os fugitivos estavam encurralados e enviou carruagens rápidas para capturá-los.
Foi então que lave chamou um anjo:
“E moveu-se o anjo de Elohim diante do acampamento de Israel”, colocou a si mesmo e um pilar de nuvens escuras entre os israelitas e os perseguidores egípcios, para separar os acampamentos.
E durante aquela noite, “lave retirou o mar, com um forte vento oriental, a noite toda, e fez do mar terra seca, e foram divididas as águas.
E entraram os Filhos de Israel no meio do mar, no seco”.
De manhã cedo os egípcios tentaram seguir os israelitas através das águas divididas, mas assim que tentaram isso, a muralha de água os engolfou e eles pereceram.
Só depois desse evento — artística e vividamente recriado por Cecil B. DeMüle no filme épico Os Dez Mandamentos — é que os Filhos de Israel se tornaram livres para prosseguir através do deserto e suas vicissitudes até a ponta da península do Sinai
— o tempo todo guiados pelo Pilar Divino, que era uma nuvem escura durante o dia e uma chama brilhante à noite.
Água e comida foram milagrosamente providenciadas, e ainda havia uma guerra com inimigos amalecitas.
Finalmente, “no terceiro mês”, chegaram ao deserto do Sinai e “acampou ali Israel em frente ao monte”.
“Haviam chegado ao destino predeterminado: o “Monte dos Elohim”.
A maior de todas as teofanias estava a ponto de começar.
Houve preparações e estágios nesse Encontro Divino memorável e único, e um preço a pagar por suas testemunhas escolhidas, que começaram com “Moisés subiu a Elohim” e “chamou-o lave do monte”, para ouvir as condições para a Teofania e suas consequências.
Moisés recebeu instruções para repetir aos Filhos de Israel as palavras exatas do Senhor.
Agora, se ouvirdes atentamente minha voz e guardardes minha Aliança, sereis para Mim o tesouro de todos os povos, porque toda a Terra é minha.
E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e um povo santo.
Antes disso, quando Moisés recebera sua missão no mesmo monte, lave afirmara sua intenção de “adotar os Filhos de Israel como seu povo”, e em troca “ser Elohim para eles”.
“Agora o Senhor explicava esse “acordo” envolvendo a Teofania — um evento único pelo qual os israelitas se tornariam um Povo Eleito, consagrado a Deus.
“E veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que lhe ordenara lave.E respondeu todo o povo conjuntamente, dizendo: tudo o que falou lave, faremos.
E Moisés levou as palavras do povo a lave.”
Tendo recebido essa aceitação, “lave disse a Moisés:
Eis que venho a ti na espessura da nuvem, para que ouça o povo enquanto Eu falo contigo, e também em ti crerão para sempre”.
E o Senhor ordenou a Moisés que santificasse o povo e o aprontasse para dali a três dias, informando-os que “no terceiro dia descerá lave aos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai”.
A aterrissagem, conforme lave indicou a Moisés, iria criar um perigo para todos que se aproximassem muito.
Disse a Moisés: “Marcarás limites ao povo em redor” do monte, para que mantivessem distância, dizendo a eles que não ousassem subir, ou mesmo tocar os limites do monte, pois “todo aquele que tocar o monte certamente será morto”.
Quando essas instruções foram seguidas, “foi no terceiro dia, ao raiar da manhã” que a prometida Aterrissagem de lave sobre o monte dos Elohim começou. “
ÊX 19
A TEOFANIA ÊX 20
“Quando essas instruções foram seguidas, “foi no terceiro dia, ao raiar da manhã” que a prometida Aterrissagem de lave sobre o monte dos Elohim começou.
Foi envolta em fumaça e fogo:
“E houve relâmpagos e trovões e nuvens pesadas por todo o monte, e o som de shofar muito forte; e estremeceu todo o povo que estava no acampamento”.
Quando começou a descida do Senhor lave, “Moisés levou o povo do acampamento ao encontro de Elohim, e ficaram ao pé do monte”, no limite que Moisés marcara ao redor do monte.
E o monte Sinai fumegava todo porque apareceu sobre ele lave em fogo.
E subiu sua fumaça como fumo de fornalha, e estremeceu muito todo o monte.
E o som do shofar foi andando e aumentando muito.
Moisés falava, e Elohim lhe respondia em voz alta.
(O termo shofar, associado nesse texto com os sons que emanavam do monte, é em geral traduzido como “trombeta”.
Literalmente, entretanto, significa “amplificador” — um dispositivo, acreditamos, para que a multidão israelita, ao pé da montanha, escutasse a voz de lave e sua conversa com Moisés.)
Assim procedeu lave, à vista de todas as pessoas — 600 mil delas — “E desceu lave sobre o monte Sinai, no cume do monte, e chamou lave a Moisés, ao cume do monte, e subiu Moisés.”
OS 10 MANDAMENTOS
“Então, do alto do monte, do interior da densa fumaça, “falou Elohim todas essas palavras: “pronunciando em seguida os Dez Mandamentos
— a essência da fé judaica, um guia de justiça social e moralidade humana:
um sumário da Aliança entre o Homem e Deus, todos os ensinamentos divinos expressos de modo sucinto.
Os primeiros três Mandamentos estabelecem o monoteísmo, proclamam lave como o Elohim de Israel, Deus único, e proibia a fabricação de ídolos e sua adoração:
I — Eu sou lave, teu Elohim, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos.
II — Não terás outros deuses além de mim; não farás para ti imagem de escultura, figura alguma do que há em cima, nos céus e abaixo, na terra, e nas águas debaixo da terra.Não te prostrarás diante delas nem as servirás…
III — Não proferirás o nome de lave, teu Elohim, em vão.
A seguir veio um Mandamento cuja intenção é exprimir a santidade do Povo de Israel e sua aceitação de um padrão de vida mais elevado, ao guardar um dia da semana para ser o Sabá— um dia devotado à contemplação e ao descanso, aplicado da mesma forma a todas as pessoas, tanto humanos como seus animais:
IV — Seis dias trabalharás e farás toda tua obra; e no sétimo dia, o sábado de lave, teu Elohim, não farás nenhuma obra tu, teu filho, teu servo, tua serva, teu animal e o peregrino que estiver em tuas cidades.
O quinto Mandamento afirmativo estabelece a unidade da família assim como a unidade humana, liderada pelo patriarca e pela matriarca:
V — Honrarás teu pai e tua mãe, para que se prolonguem teus dias sobre a Terra que lave, teu Elohim, te dá.
A seguir vêm os cinco Mandamentos negativos, que estabelecem o código moral e social entre o Homem e o Homem, em vez de, como no início, entre o Homem e Deus.
VI — Não matarás.
VII — Não cometerás adultério.
VIII— Não furtarás.
IX — Não darás falso testemunho contra teu próximo.
X — Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo nem seu servo, sua serva, seu boi, seu asno e tudo que seja do teu próximo.”
LEI DOS HOMENS E LEI DE DEUS
“Muito foi dito, em livros incontáveis, sobre as Leis de Hamurabi, o rei babilônio do século XVIII a.C, que ele gravou numa estela (atualmente no Museu do Louvre), sobre a qual o monarca é mostrado recebendo as leis do deus Shamash.
Mas se tratava apenas de uma lista de crimes e castigos correspondentes.
Mil anos antes de Hamurabi, os reis sumérios estabeleceram leis de justiça social — não tomarás o jumento de uma viúva, decretaram eles, nem adiarás o salário de um trabalhador diarista (para citar dois exemplos).
Porém nunca antes (e talvez nem depois) dez mandamentos afirmaram, com tanta clareza, todos os essenciais que um povo íntegro e qualquer ser humano possam usar para se guiar!
Escutar a retumbante voz divina vinda do alto do monte deve ter sido uma experiência impressionante.De fato, lemos que “todas as pessoas viam trovões, as tochas e o monte fumegando, escutaram o som do shofar; e viu o povo e tremeu, e ficou de longe, e disseram a Moisés: Fala tu conosco e ouviremos, e não fale conosco Elohim, para que não morramos”.
Tendo pedido a Moisés para ser o porta-voz das palavras divinas, em vez de ouvi-las diretamente, “o povo afastou-se; e Moisés caminhou em direção às trevas espessas, onde estava a glória de Deus”.
£ disse lave a Moisés:
“Sobe a mim, ao monte, e fica ali; e dar-te-ei as tábuas de pedra, a lei e os mandamentos que escrevipara os ensinar”.”
“Assim (Êxodo, capítulo 24), é a primeira menção às Tábuas da Lei e a asserção de que foram escritas pelo próprio lave.
Isso é reafirmado no capítulo 31, em que o número de tábuas é declarado (duas), “tábuas de pedra, escritas com o dedo de Elohim”;
outra vez no capítulo 32: “tábuas inscritas em seus dois lados; de ambos os lados estavam inscritas.
E as tábuas eram obra de Elohim e a escritura eram as letras de Elohim, gravadas sobre as tábuas”.(Isso é reafirmado no Deuteronômio.)
Escritos nas Tábuas estavam os Dez Mandamentos, assim como ordens mais detalhadas para governar o comportamento diário do povo, algumas regras de adoração de lave e proibições estritas sobre a adoração ou mesmo a pronúncia dos deuses dos vizinhos de Israel.
Tudo o que o Senhor pretendia dar a Moisés como as Tábuas da Aliança, para ser mantido na Arca da Aliança, que seria construída de acordo com especificações detalhadas.”
“O recebimento das Tábuas foi um evento de significancia duradoura, embutido na memória dos Filhos de Israel e portanto necessitando de testemunhas do mais alto grau.
Portanto lave instruiu a Moisés que viesse receber as Tábuas, acompanhado por seu irmão Aarão, dois filhos de Aarão que eram sacerdotes e setenta anciãos da aldeia.
Eles não puderam subir até o alto (apenas Moisés teve permissão para isso), mas o suficiente para “ver o Elohim de Israel”.
Mesmo então, tudo o que podiam ver era o espaço sob os pés do Senhor, “obra de pura safira, e como a visão dos céus, em sua limpidez”.
Chegando assim tão perto, eles teriam normalmente perdido suas vidas; porém daquela vez, tendo-os convidado, “lave contra os grandes do povo de Israel não estendeu sua mão”.
Eles não foram abatidos e viveram para comemorar o Encontro Divino e testemunhar Moisés subindo para receber as tábuas:
E subiu Moisés ao monte,
e a nuvem cobriu o monte.
e a glória de lave pousou sobre o monte Sinai,
e cobriu-o a nuvem seis dias;
e Ele chamou a Moisés no sétimo dia,
do meio da nuvem…
E entrou Moisés pelo meio da nuvem
e subiu ao monte;
e esteve Moisés no monte por quarenta dias
e quarenta noites.”
O Tabernáculo
“Desde que as duas tábuas já haviam sido escritas, o longo tempo que Moisés passou no monte foi usado para instruí-lo sobre a construção do Tabernáculo, o Mishkan (”Residência”), na qual lave tornaria sua presença conhecida aos Filhos de Israel.
Foi então que, além dos detalhes arquitetônicos dados oralmente, lave também mostrou a Moisés o “modelo estrutural da Residência e o modelo de todos os instrumentos”.
Estes incluíam a Arca da Aliança, o baú de madeira marchetado com ouro, no qual as duas tábuas seriam guardadas, e no alto da qual os dois Querubins de ouro seriam colocados; aquilo, explicou o Senhor, seria o Dvir
— literalmente, o Falador
— “Falarei de cima do tampo, de entre os dois Querubins”.
Foi também durante esse Encontro Divino no alto do monte que Moisés foi instruído sobre o sacerdócio, nomeando os únicos que podiam aproximar-se do Senhor (além de Moisés) e oficiar no Tabernáculo: Aarão, irmão de Moisés, e seus quatro filhos.
Suas vestes foram elaboradamente prescritas, em todos os detalhes, incluindo o Peitoral do Julgamento, contendo doze pedras preciosas inscritas com os nomes das tribos de Israel.
O Peitoral também era usado para manter no lugar
— exatamente sobre o coração do sacerdote
— o Urim e o Tumim.
Embora o significado exato dos termos tenha iludido os estudiosos, fica claro de outras referências bíblicas (Números 27:21) que serviam como um painel de oráculo para obter um Sim ou um Não do Senhor como resposta a uma pergunta. “
“A pergunta que a pessoa queria fazer era colocada perante o Senhor pelo sacerdote “para pedir a decisão do Urim perante lave, e depois agir de acordo”.
Quando o rei Saul (I Samuel 28:6) procurou a orientação de lave sobre entrar ou não em guerra contra os filisteus, ele perguntou a lave em sonhos, pelo Urim, e por intermédio dos profetas”.
Enquanto Moisés estava em presença do Senhor, lá no acampamento sua longa ausência foi interpretada como má notícia, e o fato de ele não aparecer depois de algumas semanas foi uma indicação de que talvez ele tivesse perecido ao encontrar Deus; “quem já ouviu a voz de um Elohim vivo falando do interior do fogo e ficou vivo?”.
Então, assim que “o povo viu que Moisés demorava em descer do monte, dirigiu-se a Aarão e disse-lhe:
“Levanta-te, faze-nos deuses que andem diante de nós porque a esse Moisés, o homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que aconteceu”.
Então Aarão, procurando invocar lave, construiu um altar para lave e colocou perante este a escultura de um bezerro folheada a ouro.
Alertado por lave, “Moisés desceu do monte, e as duas Tábuas da Aliança estavam em suas mãos”.
Z. Sitchin
Encontros Divinos
O BEZERRO DE OURO
“No livro do Êxodo, Moisés e os israelitas estão no monte Horebe, tendo viajado desde o Egito através do Mar Vermelho.
Moisés escala a rocha para falar com El Shaddai, o Senhor da Montanha (mais tarde chamado Jeová), que ensina que, a partir de então, ele será seu Deus e que eles não mais devem usar seu ouro para fazer ídolos e imagens deiformes.
Nesse meio tempo, no sopé da montanha, os israelitas ficavam impacientes e, acreditando que Moisés tinha se perdido — pois saíra havia muito — eles (aparentemente, milhares deles) removeram seus brincos de ouro e os deram a Aarão, o irmão de Moisés.
Sem alvoroço, ele derreteu os anéis e fabricou um bezerro de ouro para ser seu ídolo de veneração na viagem, dali em diante.
Logo depois, Moisés desceu da montanha e, enraivecido ante a dança em torno do ídolo, realizou uma transformação das mais extraordinárias.
Segundo Êxodo 32:20: “e pegando no bezerro que tinham feito, queimou-o no fogo e o reduziu a pó, que espalhou sobre a água e deu de beber aos filhos de Israel”.
Na prática, parece mais um ritual que uma punição, mesmo que tenha sido difundida como a história de um castigo.
Aarão derretera previamente o ouro no fogo para moldar a imagem, mas o que Moisés fez foi claramente diferente, porque a combustão do ouro produz ouro derretido, não pó.
A Septuaginta é ainda mais explícita ao afirmar que Moisés “consumiu o ouro com fogo”, implicando um processo mais fragmentário que esquentar e derreter. “
O Oxford English Dictionary define “consumir” como “reduzir a nada ou a pequenas partículas”.
Mas que processo é esse que, pelo uso do fogo, pode reduzir ouro a um pó?
E por que Moisés “o espalhou sobre a água” e a deu para que seus seguidores bebessem?
Aqui, novamente, a Septuaginta difere levemente, mas talvez de forma significativa, ao dizer que Moisés “semeou” o pó na Água”.
ALQUIMIA
“Paralelamente, considerava-se Moisés como guardião primário (um ARGUS)da sabedoria hermética, que viera do Egito.
Registra-se que ele era um estudioso de Hermes na Turba Philosophorum (Assembleia dos Filósofos), um trabalho latino do século XII traduzido a partir de fontes e árabes primitivas.
A transmutação do ouro chegava a ser de Arte Hermética Mosaica.
Tais referências remontam a um tratado do século XIII intitulado The Domestic Chemistry ofMoses, progredindo ao famoso Kitãb al-fihrist (Livro do índice) árabe do século X, de Ibn al-Nadim.
Tempos depois, seguiram-se os comentários acerca da Bíblia Mirqraot G ‘dolot do século XII, do judeu espanhol Abraão ibn Esram, e o Alchymica, do filósofo alemão do século XVII, Johann Kunckel, da Académie Royale.
Seja de fontes judaicas, muçulmanas, cristãs ou outras, Moisés era reverenciado por todos como um expoente fundamental da filosofia hermética. “
“Com relação à ignição do bezerro de ouro para transformá-lo em pó, a mesma observação é consistentemente feita em textos antigos (ver “O Objetivo Principal”, p. 23) — de que o aquecimento do ouro produz ouro derretido e a queima continuada simplesmente o deixa negro e imprestável.
A interpretação comum do Êxodo 32:20 é, portanto, enganadora até que a pessoa entenda a física do pó de ouro monoatômico (átomo simples), obtido pelo fogo de arco voltaico do electrikus (eletricidade).
De acordo com a doutrina cabalística, todo o mistério dos querubins repousa sobre uma compreensão dos princípios alquímicos como descritos no texto hermético de Jó 28:5-6.
Isso junta tudo o que já discutimos (fogo, pão, pedra, safira e ouro) em uma equação:
“Da terra procede o pão, mas embaixo é revolvida como por fogo.
Nas suas pedras se encontra safira e há pó que contém ouro”. “
Laurence Gardner
Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada
OS HICSOS
Os Faraós Pastores Hicsos do Baixo Egito.
“A ideia central básica dos dois livros, Jesus e Tempest, é que o povo ISRAELITA não era simples escravo no Egito;
era, pelo contrário, a nação dos hicsos.
O povo de Hicsos era uma parte completamente integrada da população do Egito que habitava a área do Delta do Baixo Egito e fundou cidades importantes em Avaris e Mênfís.
Esse povo não era só influente e poderoso, tendo um exército substancial, mas também mantinha uma monarquia paralela à de Tebas no Alto Egito.
Esses líderes dos hicsos eram nada menos que os faraós do Egito, poderosos o suficiente para desafiar a regra dos monarcas de Tebas.
Apesar de seu poder, porém, os hicsos foram finalmente empurrados para fora do Egito pelo faraó de Tebas Ahmose I e, de acordo com o historiador Manetho, do século III a.C., eles então seguiram seu caminho em um grande êxodo para Jerusalém. “
Ralfh Ellis
As Chaves de Salomão
Cap I
A Monarquia Unificada
O CAJADO MÁGICO
Como vimos, à Moisés foram atribuídas algumas tarefas…e para opera-las tinha um Instrumento de Poder.
ZS escreve sobre isso.
“Essa trama de paralelos torna-se mais densa à medida que vamos tomando consciência da existência de outras lendas, como o antigo conto judaico que afirmava que o cajado, com o qual Moisés realizou muitos milagres, inclusive a separação das águas do lago de Juncos, foi trazido por Adão do Jardim do Éden.
Adão deu-o a Henoc que por sua vez passou-o para seu bisneto Noé, o herói do dilúvio.
Em seguida ele foi repassando-o pela linha de Sem, de geração em geração, até chegar a Abraão (o primeiro patriarca hebreu pós-diluviano).
O bisneto de Abraão, José, levou o cajado consigo quando foi ao Egito, onde alcançou a mais alta posição na corte do faraó.
Lá o cajado permaneceu entre os tesouros do reino e foi as¬sim que chegou às mãos de Moisés, pois este foi criado na corte e vivia como um príncipe egípcio antes de fugir para a península do Sinai.
Numa versão dessa lenda, o cajado era feito de uma única pedra; em outra, de um galho da Arvore da Vida que crescia no Jardim do Éden.”
HENOC E MOISÉS
“Nesses relacionamentos entrelaçados,voltando aos mais primevos dos tempos, também existiam lendas ligando Moisés a Henoc.
Um conto judaico, chamado “A Ascensão de Moisés”, fala que quando o Senhor chamou Moisés no monte Sinai e encarregou-o de levar os israelitas para fora do Egito, este resistiu à missão por vários motivos, entre eles sua fala vagarosa e pouco eloquente.
Determinado a acabar com essa humildade, o Senhor decidiu mostrar a Moisés “os anjos”, os mistérios do céu e o lugar onde ficava seu trono.
Então “Deus ordenou a Metatron, o Anjo da Fisionomia, para conduzir Moisés até as regiões celestiais”.
Apavorado, Moisés perguntou a Metatron:
“Quem és tu?”
E o anjo (literalmente: “emissário”) respondeu:
“Sou Henoc, filho de Jared, seu ancestral”.
Acompanhado pelo angélico Henoc., Moisés viajou pelos sete céus, viu o inferno e o paraíso e em seguida foi devolvido ao monte Sinai, onde aceitou sua missão.”
A Escada para o Céu
Cap. VI
Nos Dias Antes do Dilúvio
Serpentes, Encantamentos e Querubins
Em alguns pontos parece se contradizer “O Senhor” Yaweh em suas incumbências ao Moisés.
Laurence Gardner dá o seguinte enfoque à respeito:
“Mesmo na história do Sinai, o emblema relaciona-se diretamente à cura dos israelitas, quando o Senhor disse a Moisés:
“Faze uma serpente e põe-na em um bastão”. (As descrições “serpente de bronze” e “coluna” são em geral utilizadas nas Bíblias de língua inglesa, mas não era assim na Septuaginta grega original, que descrevia apenas uma “serpente” e um “bastão”.)
A anomalia intrigante aqui é a mesma irregularidade que existe com relação aos querubins dourados da Arca da Aliança.
As instruções para fazer tanto a serpente quanto o querubim supostamente vieram de Deus;porém, Ele também teria comandado o seguinte:
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êxodo 20:4).
Em um momento, temos Moisés admoestando Aarão e os israelitas por fazer um bezerro de ouro e, no seguinte, ele se ocupa em fazer uma serpente e querubins!
Sob tal inviolável prescrição, não parece plausível que Moisés tenha tido requisição divina para manufaturar formas de vida figurativas.
Por conseguinte, é provável que a serpente não fosse uma cobra como as outras e que os querubins não fossem anjos.”
“A maior dificuldade ao se pensar na Arca é a natureza dos querubins, o Senhor anteriormente dera a seguinte ordem:
“Não farás para ti em de escultura, nem semelhança alguma do que há acima nos céus,nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”(Êxodo 20:4).
Se os querubins fossem representações angélicas, como popularmente se retrata, a regra divina teria sido quebrada desde seu nascimento.
Não muito antes desse projeto de manufatura, Moisés, sustentando o que lhe fora ditado, admoestara Aarão por fazer um bezerro de ouro (Êxodo 32:20-21).
Portanto, é inconcebível que ele houvesse pedido a Bezalelque que fizesse um par de anjos de ouro.”
“Com relação a isso, não devemos ser automaticamente levados a crer que os querubins eram representações de formas de vida apenas porque tinham asas.
Aviões têm asas, xícaras têm asas, cântaros têm asas.
“Asa” é simplesmente uma projeção lateral que se estende a partir do corpo principal de um objeto.
Não devemos também ser desviados pelas criaturas aladas encontradas no artesanato egípcio e mesopotâmico.
Isso não quer dizer que os compiladores do Êxodo no século VI a. C. não tenham sido influenciados por tais imagens ao descrever a Arca, que aparentemente estava perdida para eles naquela época (cerca de quatrocentos anos depois de ela ter sido instalada no Templo de Salomão).
Se ela estivesse no Templo imediatamente antes da invasão de Nabucodonosor e nos setenta anos do cativeiro da Babilónia, em 586 a.C, o último sacerdote israelita a ter visto a Arca provavelmente devia ter morrido nesse ínterim, deixando os querubins abertos a interpretação.
Mesmo excetuando-se essa possibilidade, o fato é que (em qualquer estágio de sua residência no Templo) apenas o sumo sacerdote via a Arca.
Os escribas do Êxodo não teriam uma experiência pessoal e podiam apenas basear sua descrição na tradição e no diz-que-diz.”
Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada
Cap. V
A Arca da Aliança
Por Roberto Benedetti.
Um estudo muito interessante sobre Moisés
MOISÉS
Quem era esse homem?
Colocado num cesto ao rio,
É salvo pela filha do faraó, tem proeminência na corte egípcia…
E é ele quem vai receber os 10 Mandamentos ditados por YAWEH e o Livro da Aliança, no Monte Horebe.Com ele ocorre o episódio da “Sarça Ardente”, e qdo o povo espantado pergunta o q era aquele “maná” q caía dos céus, Moisés é quem esclarece q era o “pão que o Senhor vos dá para vosso alimento”. ÊX 16:31
Moisés veio 600 anos depois de Abrãao…
Outro personagem q tem uma ligação intrigante com o Egito é José, filho de IsraEL (Jacó) e de Raquel. Vendido como escravo no Egito, acaba ocupando o posto de Vizir. (!)
E suas estórias estão intimamente entrelaçadas.
*comentei anteriormente q José era o caçula de IsraEL/Jacó, mas não.
Seu irmão Benjamim q era;
Sua mãe Raquel morreu nesse parto.
Da linhagem de Benjamim veio Saul, q se tornou rei dos Judeus ungido por SamuEL (q mais tarde ungiu Davi);
Isso depois de um longo tempo em q o governo era feito pelos Juízes, representando as Tribos de IsraEL.
Muitos historiadores relutam com essa teoria dos israelitas-egípcios serem o povo de Hicsos…
Com relação aos deuses anunnaki,
O Egito era território Enkiita, ele tinha ficado com os domínios africanos e EnKi/Ptah e seu filho Amon/Rá/Marduk e Thot/Ninghizida estiveram ali por muito tempo.
Vamos então ver como Moisés surge nesse contexto.
Serão expostos excertos de livros de alguns autores q terão os devidos créditos ao final de cada exposição.
“Uma Nova Dinastia”
“O enredo que temos até agora é que, há cerca de 2600 a.C. e desde a 4° dinastia egípcia de Sneferu, o Templo de Serâbït el Khâdim estava operativo no Monte Horebe, no Sinai.
Era a dinastia de Khufu (Quéops), Khafre (Quéfrem) e Miquerinos, aos quais as três pirâmides de Gize são atribuídas.
Em Serâbit, os Grandes manufaturavam, a partir do ouro, um misterioso pó branco de projeção chamado mfkzt, que os israelitas perguntavam se era maná (o que é isto?).
O mfkzt era enformado como bolos cónicos (chamados de “pães brancos”) e alimentava os reis da Casa Real do Ouro.
Ele aparentemente acentuava suas qualidades de reinado e estava também ligado a um “campo” enigmático da Vida após a Morte para o qual os reis mortos eram transportados — o Campo de Mfkzt.
O Templo de Serâbit deixou de funcionar como local de trabalho alquímico na era ramessida (c. 1330 a.C.), quando o Senhor da Montanha passou os segredos da Casa do Ouro a uma nova ordem de sacerdotes aaronitas. “
*aaronitasEram sacerdotes da linhagem de Aarão, irmão de Moisés.
“Os dias das dinastias legítimas do Egito haviam acabado e novas influências externas pressionavam.
Ramsés I (de c. 1335 a.C.) não vinha de descendência real e, embora sua esposa Sitre fosse de uma linhagem de um primo do faraó, era demasiado afastada para ser considerada herdeira hereditária.
Em seguida à prematura morte do rei-menino Tutankhamon e à decadência da 18a dinastia, era tempo de a linhagem real partir.
Nesse ínterim, a irmã de Tutankhamon se casara em uma linha israelita da família.
Como a realeza egípcia era estritamente ligada à herança materna, ela era a verdadeira herdeira das antigas dinastias e estava presente no Sinai com seu marido e Moisés.
Os tesouros da Casa do Ouro (o Urim-Schamir e o Tumim-Schethiyâ) foram entregues aos cuidados de Moisés e dos novos sacerdotes israelitas que foram encarregados, no Sinai, de estabelecer uma dinastia real na Terra Prometida.
No devido momento, esse reis (descendentes da 18a dinastia do Egito) se tornariam a Casa Real de Judá, a linhagem de Davi, Salomão e, por fim, Jesus.
Antes, porém, tinham de entrar na terra de Canaã (mais tarde, Palestina), atravessá-la e conquistá-la antes que a nova monarquia pudesse ser estabelecida em Jerusalém.”
Laurence Gardner
A Sarça Ardente
“A Egiptiaca, de Maneto (conselheiro do faraó Ptolomeu por volta de 300 a.C.), registra que Moisés foi um sacerdote egípcio em Heliópolis.
O historiador judeu do século I, Flávio Josefo, não concorda com essa declaração de Maneto; mas, em seu Antiguidades Judaicas, ele próprio diz que Moisés era comandante do exército egípcio na guerra contra a Etiópia.
A rota para a descoberta da identidade de Moisés reside em seu nome que embora convertido para Mosheh, em hebreu, não tem origem israelita ou hebraica.
Esse fato, além da indicação em Êxodo 11:3: “Moisés era mui famoso na terra do Egito”, leva a perceber que o nome Moisés tem uma raiz egípcia.
Como citaram Sigmund Freud, James Henry Breasted, Ahmed Osman e outros que pesquisaram a etimologia, o nome Moisés, na verdade, deriva da palavra egípcia mose (grego: mosis), relacionada a um “rebento” “herdeiro”, como em Tutmose (Tutmoses): “nascido de Thot”, e Amenmose: “Nascido de Amon”.
O nome hebraico Mosheh supostamente deriva da palavra mosche, : significa “aquele que tira”, ou “o que tira”.
Isso viria do nome dado a Moisés pela filha do faraó, que tirou seu cesto de juncos do rio.
É extremamente improvável, porém, que uma princesa egípcia conhecesse etimologïia hebraica, especialmente porque o hebreu não seria a linguagem dos israelitas após mais de quatrocentos anos de estabelecimento no Delta.
Ela certamente teria dado um nome egípcio para o bebê que adotou.
Em segundo lugar, Moisés não era “o que tira”(o mosche), ele foi o “tirado”, cuja palavra hebraica equivalente era moshiu.
A raiz da história do menino no cesto de junco não é difícil de rastrear.
Ela aparece nos registros que os israelitas posteriores, que foram capturados por Nabucodonosor, na Babilónia (c. 586-536 a.C.), sem dúvida leram atentamente, com interesse ancestral. “
Sharru-Kîn
“Nas bibliotecas da Mesopotâmia haveria a história da Criação original, o Enüma elish, junto com o Épico de Gilgamesh, que descrevia a Grande Inundação, e a Tábua Adapa, que detalhava o primeiro homem que reinou, o Adâma.
Entre esses arquivos de argila (antigos já no século 6 a.C.) havia o protótipo da arca de juncos na Lenda de Sharru-kîn, que se tornou Sargão, o Grande, rei da Acádia (2371-2316 a.C.).
Um texto assírio relacionado a Sargão diz:
“Minha mãe de criação me concebeu; em segredo ela me carregou. Ela me pôs em um cesto de juncos e, com piche, ela selou a tampa.
Ela me atirou no rio, que não me cobriu.O rio carregou-me até Akki, o carregador da água” (…)
“O linguista histórico Ahmed Osman, nascido no Cairo, conduziu profundas pesquisas referentes à identidade de Moisés e aos costumes da época.
Além da óbvia semelhança com a Lenda de Sharru-Kîn, Osman aponta que, de acordo com os costumes daquele tempo, seria muito improvável que uma princesa egípcia solteira obtivesse permissão para adotar uma criança.
Segundo os registros egípcios, ele também explica que havia uma base factual para o conto do cesto de juncos, embora com um arranjo e um enredo mais compreensíveis.”
“Quem era então o bebê egípcio (que se tornou um homem) chamado Moisés, o legendário personagem que cumpriu sua famosa missão no monte Horebe e encontrou seu destino como patriarca da Lei Judaica?
Antes deste livro, discuti o legado de Moisés anteriormente tanto em A Linhagem do Santo Graal* como na Génesis ofthe Grau Kings.
Chegou a hora de montar as peças-chave, enquanto nos preparamos para embarcar em nossa jornada a partir do Sinai com a Arca da Aliança; uma jornada que nos levará através de mais de 1300 anos, até a era do Evangelho e os séculos que se seguiram.
Devemos rever alguns elementos familiares, o que é necessário para recriar a cena emergente, especialmente para os que não leram os outros trabalhos desta série.”
“Antes do século XX, pouco se sabia a respeito das antigas tradições cananéias, mas a partir de 1929 um grande número de textos, de cerca de 1400 a.C., foi encontrado em Rãs Shamra (a antiga cidade de Ugarit) no noroeste da Síria.
Mais recentemente, também, como em 1975, descobriram-se mais tábuas nos arredores de Tel Mardikh (a antiga cidade de Elba).
Personagens até então considerados apenas bíblicos eram trazidos à vida arqueologicamente, incluindo E-sa-um (Esaú), Ab-ra-mu (Abraão), Is-ra-ilu (Israel) e Ib-nun (Eber).
Essas descobertas, comparadas com outras similares na Mesopotâmia, no Egito e em outros locais, provam, sem deixar dúvidas, que não podemos limitar a história ao material disponível em arquivos a qualquer dado momento.
Há mais história adormecida sob os oceanos e as areias varridas pêlos ventos do que jamais poderemos encontrar.
O livro do Êxodo relata que a vida do bebê Moisés estava sob ameaça, porque o faraó decretara a morte de todos os varões israelitas recém-nascidos.
A suposta razão para essa sentença era que os israelitas “se multiplicaram e grandemente se fortaleceram; de maneira que a terra se encheu deles” Êxodo 1:7
Fora ordenado que “todo filho que nascesse deveria ser atirado ao rio”; assim, uma mulher da casa de Levi colocou seu menino de três meses em um cesto de juncos e piche, colocando-o entre os caniços da água. “
“A história torna-se então algo implausível, pois surge a filha do faraó, que não parece se importar com as ordens de seu pai.
Ela descobre o bebê e inicia uma conversa com a irmã dele, que por acaso estava por perto.
O bebê foi então devolvido a sua mãe, que foi paga pela princesa para criá-lo.
Em pouquíssimo tempo, o menino voltara ao ponto de partida e todo o medo de perseguição faraônica parecia ter sido esquecido!
Finalmente, a princesa adotou o menino como seu filho e o chamou Moisés, sem que ninguém pensasse em perguntar a respeito de seus pais naturais.
Eis a história bíblica da infância de Moisés;
já no verso seguinte (Êxodo 2:11), ele aparece como um homem adulto.”
José, O Grão-Vizir, Um influente israelita chamado Yusuf-Yuya (José) fora primeiro-ministro (vizir) do faraó Tutmoses IV e de seu filho Amnhotep III.
Quando Tutmoses morreu, Amnhotep casou-se com sua irmãzinha Sitamun (como era a tradicão real) para poder herdar o trono segundo a sucessão matrilinear.
Pouco depois, para ter também uma esposa adulta, Amnhotep casou-se com Tiye, filha de Yusuf-Yuya.
Decretara-se, porém, que nenhum filho de Tiye poderia herdar o trono e, por causa da extensão do poder do pai dela, havia um temor geral de que seus parentes israelitas estivessem ganhando demasiado poder no Egito.
Além disso, uma vez que Tiye não era a herdeira legítima, ela não podia representar o Deus do Estado, Amen (Amon).
Assim, quando Tiye ficou grávida, certos oficiais do palácio pensaram que seu filho deveria ser morto logo ao nascer, se fosse varão.
Sabendo disso, fizeram-se arranjos com os parentes israelitas, que viviam em Goshen, na região do Delta do Nilo.
Nas proximidades, em Zaru, Tiye tinha um palácio de verão, para onde foi para ter seu bebê.
Em seguida, as parteiras arranjaram para que o menino fosse criado pela cunhada de Tiye, Tey, da Casa de Levi.
O menino, Amenhotep (nascido c. 1394 a.C.), foi mais tarde educado em Heliópolis pelos sacerdotes egípcios de Ra (como explicado por Maneto a respeito de Moisés) e na adolescência passou a viver em Tebas.
Naquela época, sua mãe tornara-se mais influente que a rainha principal, Sitamun, que nunca tivera um filho e herdeiro do faraó, apenas uma filha, Nefertite.
O faraó Amenhotep III sofreu então uma doença e, como não havia herdeiro varão direto para a casa real, o jovem Amenhotep foi trazido à cena.
Ele se casou com sua meia-irmã, Nefertite, para reinar como co-regente durante esse período difícil e, quando seu pai morreu, sucedeu-o como Amenhotep IV.”
José, vendido no Egito era conhecido como Yusuf-Yuya teve uma filha de nome Tye.
Tye se casa com Amnhotep III,”Amon/Amen está alegre”.
Teve Amnhotep IV (Moisés), algumas vezes chamado de Amenófis IV.
Amenhotep IV casou-se com sua meia-irmã Nefertite, q era filha de seu pai com a espôsa Oficial, Sitamun.
Amenhotep IV mudou seu nome para Akenaton ,”Glorioso Espírito de Aten”, ou “Servo de Aton”, o deus sem rosto.
“No antigo Egito, era prática comum que os faraós se casassem com suas irmãs para prolongar seu reinado pela da linhagem materna.
Essas esposas eram, frequentemente, meias-irmãs dos faraós, nascidas de pais diferentes.
Pode-se ver em quadros genealógicos da época que, embora o Egito tenha tido muitas dinastias reais sucessivas, essas casas eram apenas renomeadas e renumeradas quando um faraó morria sem um herdeiro varão.
O importante era que sua rainha tivesse uma herdeira mulher; após o casamento dessa filha com outra linhagem masculina, uma nova dinastia iniciava-se.
É também evidente que muitos faraós tinham certo número de esposas estrategicamente escolhidas e que frequentemente se casavam com várias linhagens do sangue real original da Mesopotâmia, do qual descendiam as primeiras dinastias faraónicas.
Em tais casos, os príncipes coroados casavam-se com as filhas das rainhas secundárias ou as mais novas de seus pais, perpetuando assim uma descendência aparentemente patrilinear, mas na verdade elevando o sangue feminino de sua linhagem em favor de sucessivas gerações.”
“Por causa de sua criação parcialmente israelita, Amenhotep IV (algumas vezes chamado Amenófis IV) não podia aceitar as divindades egípcias e sua miríade de ídolos.
Assim, ele desenvolveu a noção de Aten, um deus onipotente sem imagem, representado por um disco solar com raios voltados para baixo (distinguindo-se do deus-sol egípcio Ra).
O nome Aten era equivalente à palavra hebraica Adon, um título emprestado do fenício, que significa “Senhor”, como a palavra igualmente familiar Adonai, que significa “Meu Senhor”.
Ao mesmo tempo, Amenhotep (Amen está contente) mudou seu próprio nome para Akhenaton (Glorioso espírito de Aten).
Fechou todos os Templos dos deuses egípcios, tornando-se muito impopular, particularmente entre os sacerdotes de Ra e os da divindade nacional anterior, Amen.
Com sua esposa Nefertite, Akhenaton teve seis filhas e mantinha uma vida doméstica extraordinariamente bem disciplinada. Mas havia complôs contra sua vida e ameaças de insurreição armada se ele não permitisse que os deuses tradicionais fossem adorados junto com o Aten sem rosto.
Ele recusou e acabou sendo forçado a abdicar em favor de seu primo, Smenkhkare, que foi sucedido por Tutancaten (filho de Akhenaton com sua segunda rainha, Kiya).
Ao chegar ao trono, com cerca de 11 anos, Tutancaten foi obrigado a mudar seu nome para Tutankhamon — denotando assim uma fidelidade renovada a Amen, no lugar de Aten —, mas ele viveria apenas mais nove ou dez anos.
Akhenaton, nesse tempo, foi banido do Egito em aproximadamente 1361 a.C.116, embora seus partidários ainda o considerassem monarca de direito.
Para eles, era o herdeiro vivo do trono de seu pai; eles ainda o viam como o Mose real (em grego: Mosis).”
“Desde o momento de seu exílio, Akhenaton (dali em diante igualado a Moisés) fez duas viagens ao Sinai, tendo retornado brevemente ao Egito entre elas, como explicado no livro do Êxodo.
O êxodo israelita geral, que ele liderou, ocorreu na segunda ocasião, por volta de 1330 a.C.
O culto a Aten continuou por algum tempo depois da morte de Tutankhamon, época em que a coroa foi transferida para seu tio-avô, Aye, marido de Tey, que criara Akhenaton e sua meia-irmã, Nefertite.
Tey era a Gloriosa — a Yokâbar, que a Bíblia chama Jochebede.
Aye foi sucedido por seu genro, o general Horemheb, que anulou Aten, proibiu a menção do nome de Akhenaton e amputou os reis de Amarna da lista oficial de Reis.
Destruiu também diversos monumentos da época; foi por essa razão que a descoberta do túmulo de Tutankhamon em novembro de 1922 foi recebida como uma grata surpresa, pois pouquíssimo se sabia a respeito dele anteriormente.
Inicialmente, como explicado em Êxodo 2:15-3:1,
Moisés fugiu para a terra de Midiã, a leste do Sinai peninsular.
Sua rainha principal, Nefertite,aparentemente morrera pouco tempo antes e, embora seus restos não tenham sido descobertos, um cartucho com seu nome foi encontrado nos anos de 1930 no túmulo real de Amarna.”
“Em Midiã, Moisés tomou outra esposa, Zípora, filha do senhor Jetro; ela lhe deu dois filhos, Gerson e Eliezer (Êxodo 2:22,18:4).
A história passa então à “SARÇA ARDENTE” no monte Horebe, no Sinai.
O arbusto estava envolvido em luz flamejante, mas não era consumido (Êxodo 3:2-4), e do meio dele surgiu um anjo.
O Senhor, El Shaddai, apareceu então em pessoa, anunciando a Moisés que ele deveria ser chamado “Eu sou o que sou”(3:14) —YHVH: Javé ou Jeová, em seguida, fizeram-se arranjos para que Moisés voltasse ao Egito e buscasse os israelitas, que haviam sido escravizados pelas severas autoridades novas.
Naquele momento, o reinado de Horemheb havia terminado e um regime completamente novo começara no Egito: a 19a Dinastia, cujo faraó instituído era Ramsés I.
Afastado do Egito durante muitos anos, Moisés evidentemente perguntou ao Senhor como ele poderia provar sua identidade aos israelitas, tendo recebido três instruções.
Elas embaraçaram os teólogos por muito tempo, porque, embora a Bíblia se oponha a todas as formas de magia, Moisés foi aconselhado a realizar três feitos mágicos.
Em geral, quando tais façanhas são discutidas, são chamadas de “milagres”, de forma que as realizações humanas sejam sempre superadas pelas supremas habilidades de Deus.
Mas nesse caso, Moisés aparentemente recebera poderes divinos que o capacitaram a convencer os israelitas de que era realmente seu rei deposto (Êxodo 4:1-9).”
AARÃO E MOISÉS
“Foi aconselhado primeiro a atirar sua vara na terra, onde ela se tornaria uma serpente que, quando segurada, voltava a ser vara.
Em segundo lugar, tinha de pôr a mão no peito; ao tirá-la, ela estaria leprosa e branca, mas voltaria ao normal quando o ato fosse repetido.
Em seguida, tinha de derramar água do rio sobre a terra seca, onde ela se tornaria sangue.
Até esse ponto da História, apenas uma irmã sem nome de Moisés fora apresentada (a irmã que falou com a filha do faraó junto ao rio), mas agora um irmão chamado Aarão surgia em cena (Êxodo 4:14), com consequências algo desastrosas.
Moisés e Aarão viajaram de volta ao Egito e se apresentaram aos israelitas, porém foi diante do faraó, e não dos israelitas, que a mágica da vara e da serpente foi realizada.
Além disso, não foi feita por Moisés, como planejado, mas por Aarão (Êxodo 7:10-12).
Essa sequência tem particular importância porque serve para indicar que, junto com Moisés, Aarão mantinha sua própria posição faraónica. “
“Os rituais da serpente-bastão e da mão leprosa (embora descritos como magia na Bíblia) eram ambos aspectos dos festivais de rejuvenescimento dos reis egípcios, cerimônias nas quais seus poderes divinos eram elevados.
Os faraós tinham alguns cetros (varas) para diferentes ocasiões; o cetro do rejuvenescimento era uma vara encimada por uma serpente de bronze.
Era também costume que o rei pusesse seu braço direito cruzado sobre o peito, sustentando-o com a mão esquerda.
Na tumba de Kherof, um dos camareiros da rainha Tiye, há uma representação pictórica da preparação para essa cerimônia. A cena retrata seu marido (o pai de Moisés), Amenhotep III.
Assim, será que Moisés (Akhenaton) tinha um irmão que era também faraó, cujo destino é desconhecido e que, da mesma maneira, consta nos registros como desaparecido e não morto?
Na verdade, ele teve, ao menos, um irmão de criação, cuja mãe era Tey, a Yokâbar, a ama-de-leite israelita de Akhenaton e Nefertite.
Como faraó, esse homem sucedeu por um curto período após a deposição de Akhenaton e era chamado Smenkhkare.
Era neto de Yusuf-Yuya, o vizir, e filho de Aye (irmão da mãe natural de Akhenaton, Tiye).Corretamente escrito, o nome desse faraó era Smenkh-ka-ra (Vigorosa é a alma de Ra).
Alternativamente, uma vez que Ra era o deus-sol da Casa da Luz de Heliópolis, chamada On, o faraó Smankh-ka-ra era também Semnkh-ka-ra-on, de cuja terminação fonética deriva o nome de Aarão.
Em paralelo, o nome também deriva da palavra semítica para “arca”, que era àron (para mais informações a respeito de Smenkhkare, ver Apêndice I: Enigma dos Túmulos).”
“Depois de estar no Sinai e em Midiã em seu exílio em 1361 a.C, Moisés retornou ao Egito com Aarão para defender a causa israelita contra o faraó Ramsés I, que aparentemente mantinha muitas famílias em trabalhos forçados.
Dado que sua própria 18a Dinastia havia terminado com o faraó Horemheb, que não teve herdeiro legítimo, uma nova dinastia se iniciara (c. 1335 a.C.) sob o antigo vizir de Horemheb, Ramsés, filho de um comandante de tropas chamado Seti.
Ao realizar os rituais secretos da serpente-vara e da mão leprosa, Aarão claramente desafiava o direito de sucessão de Ramsés; mas Ramsés controlava o exército egípcio, o que foi um fator decisivo na luta pelo poder.
Evidentemente, os primos de Amarna não teriam nenhum de seus direitos reais devolvidos, mas conseguiram persuadir Ramsés a permitir que os israelitas de Goshen deixassem o país.
Ramsés I não sobreviveu a seu segundo ano de governo, que coincidiria com a pretensa morte do faraó, narrada na Bíblia, durante a perseguição aos israelitas (Êxodo 15:19).
Porém, imediatamente após o acontecimento (mesmo antes da mumificação de Ramsés), seu filho Seti I iniciou uma campanha no Sinai e na Síria, levando suas tropas a um ligeiro assalto militar em Canaã.
O próprio fato de o povo de Israel ser chamado pelo nome em um relato documentado dessa campanha prova que os israelitas estavam em Canaã naquele tempo, pois eles (os Filhos de Israel) eram, especificamente, os descendentes de Jacó-Israel nascidos no Egito.
Fora do Egito, antes do Êxodo, havia muitos hebreus, mas poucos (se é que os havia) israelitas, e não havia terra de Israel.”
Laurence Gardner
OS SEGREDOS PERDIDOS DA ARCA DA ALIANÇA
-Cap. IV
Fora do Egito
Filhos de IsraEL
Israelitas-egípcios
“A presença de Jacó no Egito é diretamente mencionada, segundo A. Mallon em Os Hebreus no Egito, também em várias inscrições em escaravelhos que representam o nome laa-cob (o nome hebraico para Jacó).
Escrito algumas vezes no interior de um cartucho real , é soletrado em hieróglifos li-A-Q-B com o sufixo H-R, fornecendo à inscrição o significado “Jacó está satisfeito” ou “Jacó está em paz”.
Jacó tinha 130 anos de idade quando os Filhos de Israel começaram sua permanência no Egito, a qual, conforme a profecia, terminaria em escravidão quatrocentos anos mais tarde.
Com a morte e o enterro de Jacó e a subsequente morte de José, o Livro ao Gênesis se encerra.
“Foi depois da morte de Moisés, servo de lave, que lave falou com Josué, filho de Nun, o ministro de Moisés, dizendo:
Moisés, meu servo, morreu.
Levanta-te, portanto, e atravessa o Jordão, tu e todo esse povo, para a terra que dou a vocês, Filhos de Israel… assim como fui com Moisés serei com ti; não falharei e não te esquecerei… apenas sê forte e firme em observar e agir segundo os ensinamentos que Moisés, meu servo, passou a ti… não te voltes para a direita nem para a esquerda.”
Assim começa o Livro de Josué, com vima reiteração da promessa divina por uma lado e uma exigência de observância absoluta aos mandamentos de lave por outro.
Logo em seguida Josué, reconhecendo que um dependia do outro, percebeu que o problema residia no último.”
Zecharia Sitchin
Encontros Divinos
ZS fala sobre Moisés
“Foi então que lave chamou Moisés do interior da Sarça Ardente, dizendo que Ele decidira “descer e salvar” os israelitas de seu jugo no Egito e liderá-los de volta à Terra Prometida, e dizendo a Moisés que ele fora escolhido para ser o embaixador divino para conquistar a liberdade do povo perante o faraó e liderar os israelitas em seu Êxodo para fora do Egito.
No capítulo 3 do Êxodo ficamos sabendo que isso aconteceu quando Moisés estava pastoreando os rebanhos do sogro, “conduziu o rebanho para trás do deserto, veio ao monte dos Elohim, em Horeb” e viu lá o espinheiro queimando sem se consumir; aproximou-se então para verificar aquele fato incrível.
A narrativa bíblica se refere ao “Monte dos Elohim” como se fosse um local conhecido; o incomum do evento não foi que Moisés tenha levado para lá o rebanho, nem que lá houvesse espinheiros como a sarça.O aspecto excepcional foi que o espinheiro estivesse queimando sem se consumir!
Foi apenas o primeiro de uma série de impressionantes atos mágicos que o Senhor empregou para convencer Moisés, os israelitas e o faraó da autenticidade de sua missão e da determinação divina que a motivava. “
Atos Mágicos
“Para esse propósito, lave concedeu a Moisés três atos mágicos: seu cajado podia virar um cobra, depois voltar a ser cajado; sua mão podia ser leprosa e voltar a ser saudável; e ele podia derramar água do Nilo no solo e este continuava seco.
“As pessoas que desejavam sua morte estão todas mortas”, disse lave a Moisés; não temas;enfrenta o novo faraó e realiza as mágicas que concedi, e dize a ele que os israelitas devem ir livres para adorar seu Deus no deserto.
Como auxiliar, lave indicou Aarão, irmão de Moisés, para o acompanhar.”
PRAGAS EGÍPCIAS
“No primeiro encontro com o faraó, o rei não se deixou convencer.
“Quem é lave para que eu atenda seu chamado e liberte os israelitas?
Não conheço lave e também não libertarei os israelitas.”
E em vez de libertar os israelitas, dobrou e triplicou sua cota de tijolos.
Quando as mágicas com o cajado não impressionaram o faraó, Moisés foi instruído pelo Senhor a começar a série de pragas — “golpes”, se formos traduzir literalmente a palavra hebraica—que aumentaram em severidade quando o rei a princípio se recusou a libertar os israelitas;depois vacilou, depois concordou e mudou de idéia.
Dez ao todo, foram desde a transformação das águas do Nilo em sangue por uma semana, passando pela infestação do rio e lagos com sapos; infestação de percevejos nas pessoas e pestes no gado; devastação por granizo, enxofre e gafanhotos; e uma escuridão que durou três dias. “
A PÁSCOA HEBRAICA
“Quando nada disso conseguiu a liberdade dos israelitas, quando todas as “maravilhas de lave” falharam, veio o último e decisivo golpe:
todos os primogênitos do Egito, homens e gado, foram exterminados “quando lave passou pela terra do Egito”.
Mas as casas dos israelitas, marcadas com sangue nas portas, foram poupadas.
Naquela mesma noite, o faraó os deixou sair da terra do Egito; desde então esse evento é comemorado até hoje pelos judeus como a Pesach, a Páscoa Hebraica.
Aconteceu na noite do décimo quarto dia do mês de Nissan, quando Moisés tinha oitenta anos de idade — em 1433 a.C. segundo nossos cálculos.”
“O Êxodo do Egito se iniciou — porém não foi o final dos problemas com o faraó.
Quando os israelitas alcançaram a orla do deserto, onde o conjunto de lagos formava uma barreira aquática além das fortificações egípcias, o faraó concluiu que os fugitivos estavam encurralados e enviou carruagens rápidas para capturá-los.
Foi então que lave chamou um anjo:
“E moveu-se o anjo de Elohim diante do acampamento de Israel”, colocou a si mesmo e um pilar de nuvens escuras entre os israelitas e os perseguidores egípcios, para separar os acampamentos.
E durante aquela noite, “lave retirou o mar, com um forte vento oriental, a noite toda, e fez do mar terra seca, e foram divididas as águas.
E entraram os Filhos de Israel no meio do mar, no seco”.
De manhã cedo os egípcios tentaram seguir os israelitas através das águas divididas, mas assim que tentaram isso, a muralha de água os engolfou e eles pereceram.
Só depois desse evento — artística e vividamente recriado por Cecil B. DeMüle no filme épico Os Dez Mandamentos — é que os Filhos de Israel se tornaram livres para prosseguir através do deserto e suas vicissitudes até a ponta da península do Sinai
— o tempo todo guiados pelo Pilar Divino, que era uma nuvem escura durante o dia e uma chama brilhante à noite.
Água e comida foram milagrosamente providenciadas, e ainda havia uma guerra com inimigos amalecitas.
Finalmente, “no terceiro mês”, chegaram ao deserto do Sinai e “acampou ali Israel em frente ao monte”.
“Haviam chegado ao destino predeterminado: o “Monte dos Elohim”.
A maior de todas as teofanias estava a ponto de começar.
Houve preparações e estágios nesse Encontro Divino memorável e único, e um preço a pagar por suas testemunhas escolhidas, que começaram com “Moisés subiu a Elohim” e “chamou-o lave do monte”, para ouvir as condições para a Teofania e suas consequências.
Moisés recebeu instruções para repetir aos Filhos de Israel as palavras exatas do Senhor.
Agora, se ouvirdes atentamente minha voz e guardardes minha Aliança, sereis para Mim o tesouro de todos os povos, porque toda a Terra é minha.
E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e um povo santo.
Antes disso, quando Moisés recebera sua missão no mesmo monte, lave afirmara sua intenção de “adotar os Filhos de Israel como seu povo”, e em troca “ser Elohim para eles”.
“Agora o Senhor explicava esse “acordo” envolvendo a Teofania — um evento único pelo qual os israelitas se tornariam um Povo Eleito, consagrado a Deus.
“E veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que lhe ordenara lave.E respondeu todo o povo conjuntamente, dizendo: tudo o que falou lave, faremos.
E Moisés levou as palavras do povo a lave.”
Tendo recebido essa aceitação, “lave disse a Moisés:
Eis que venho a ti na espessura da nuvem, para que ouça o povo enquanto Eu falo contigo, e também em ti crerão para sempre”.
E o Senhor ordenou a Moisés que santificasse o povo e o aprontasse para dali a três dias, informando-os que “no terceiro dia descerá lave aos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai”.
A aterrissagem, conforme lave indicou a Moisés, iria criar um perigo para todos que se aproximassem muito.
Disse a Moisés: “Marcarás limites ao povo em redor” do monte, para que mantivessem distância, dizendo a eles que não ousassem subir, ou mesmo tocar os limites do monte, pois “todo aquele que tocar o monte certamente será morto”.
Quando essas instruções foram seguidas, “foi no terceiro dia, ao raiar da manhã” que a prometida Aterrissagem de lave sobre o monte dos Elohim começou. “
ÊX 19
A TEOFANIA ÊX 20
“Quando essas instruções foram seguidas, “foi no terceiro dia, ao raiar da manhã” que a prometida Aterrissagem de lave sobre o monte dos Elohim começou.
Foi envolta em fumaça e fogo:
“E houve relâmpagos e trovões e nuvens pesadas por todo o monte, e o som de shofar muito forte; e estremeceu todo o povo que estava no acampamento”.
Quando começou a descida do Senhor lave, “Moisés levou o povo do acampamento ao encontro de Elohim, e ficaram ao pé do monte”, no limite que Moisés marcara ao redor do monte.
E o monte Sinai fumegava todo porque apareceu sobre ele lave em fogo.
E subiu sua fumaça como fumo de fornalha, e estremeceu muito todo o monte.
E o som do shofar foi andando e aumentando muito.
Moisés falava, e Elohim lhe respondia em voz alta.
(O termo shofar, associado nesse texto com os sons que emanavam do monte, é em geral traduzido como “trombeta”.
Literalmente, entretanto, significa “amplificador” — um dispositivo, acreditamos, para que a multidão israelita, ao pé da montanha, escutasse a voz de lave e sua conversa com Moisés.)
Assim procedeu lave, à vista de todas as pessoas — 600 mil delas — “E desceu lave sobre o monte Sinai, no cume do monte, e chamou lave a Moisés, ao cume do monte, e subiu Moisés.”
OS 10 MANDAMENTOS
“Então, do alto do monte, do interior da densa fumaça, “falou Elohim todas essas palavras: “pronunciando em seguida os Dez Mandamentos
— a essência da fé judaica, um guia de justiça social e moralidade humana:
um sumário da Aliança entre o Homem e Deus, todos os ensinamentos divinos expressos de modo sucinto.
Os primeiros três Mandamentos estabelecem o monoteísmo, proclamam lave como o Elohim de Israel, Deus único, e proibia a fabricação de ídolos e sua adoração:
I — Eu sou lave, teu Elohim, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos.
II — Não terás outros deuses além de mim; não farás para ti imagem de escultura, figura alguma do que há em cima, nos céus e abaixo, na terra, e nas águas debaixo da terra.Não te prostrarás diante delas nem as servirás…
III — Não proferirás o nome de lave, teu Elohim, em vão.
A seguir veio um Mandamento cuja intenção é exprimir a santidade do Povo de Israel e sua aceitação de um padrão de vida mais elevado, ao guardar um dia da semana para ser o Sabá— um dia devotado à contemplação e ao descanso, aplicado da mesma forma a todas as pessoas, tanto humanos como seus animais:
IV — Seis dias trabalharás e farás toda tua obra; e no sétimo dia, o sábado de lave, teu Elohim, não farás nenhuma obra tu, teu filho, teu servo, tua serva, teu animal e o peregrino que estiver em tuas cidades.
O quinto Mandamento afirmativo estabelece a unidade da família assim como a unidade humana, liderada pelo patriarca e pela matriarca:
V — Honrarás teu pai e tua mãe, para que se prolonguem teus dias sobre a Terra que lave, teu Elohim, te dá.
A seguir vêm os cinco Mandamentos negativos, que estabelecem o código moral e social entre o Homem e o Homem, em vez de, como no início, entre o Homem e Deus.
VI — Não matarás.
VII — Não cometerás adultério.
VIII— Não furtarás.
IX — Não darás falso testemunho contra teu próximo.
X — Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo nem seu servo, sua serva, seu boi, seu asno e tudo que seja do teu próximo.”
LEI DOS HOMENS E LEI DE DEUS
“Muito foi dito, em livros incontáveis, sobre as Leis de Hamurabi, o rei babilônio do século XVIII a.C, que ele gravou numa estela (atualmente no Museu do Louvre), sobre a qual o monarca é mostrado recebendo as leis do deus Shamash.
Mas se tratava apenas de uma lista de crimes e castigos correspondentes.
Mil anos antes de Hamurabi, os reis sumérios estabeleceram leis de justiça social — não tomarás o jumento de uma viúva, decretaram eles, nem adiarás o salário de um trabalhador diarista (para citar dois exemplos).
Porém nunca antes (e talvez nem depois) dez mandamentos afirmaram, com tanta clareza, todos os essenciais que um povo íntegro e qualquer ser humano possam usar para se guiar!
Escutar a retumbante voz divina vinda do alto do monte deve ter sido uma experiência impressionante.De fato, lemos que “todas as pessoas viam trovões, as tochas e o monte fumegando, escutaram o som do shofar; e viu o povo e tremeu, e ficou de longe, e disseram a Moisés: Fala tu conosco e ouviremos, e não fale conosco Elohim, para que não morramos”.
Tendo pedido a Moisés para ser o porta-voz das palavras divinas, em vez de ouvi-las diretamente, “o povo afastou-se; e Moisés caminhou em direção às trevas espessas, onde estava a glória de Deus”.
£ disse lave a Moisés:
“Sobe a mim, ao monte, e fica ali; e dar-te-ei as tábuas de pedra, a lei e os mandamentos que escrevipara os ensinar”.”
“Assim (Êxodo, capítulo 24), é a primeira menção às Tábuas da Lei e a asserção de que foram escritas pelo próprio lave.
Isso é reafirmado no capítulo 31, em que o número de tábuas é declarado (duas), “tábuas de pedra, escritas com o dedo de Elohim”;
outra vez no capítulo 32: “tábuas inscritas em seus dois lados; de ambos os lados estavam inscritas.
E as tábuas eram obra de Elohim e a escritura eram as letras de Elohim, gravadas sobre as tábuas”.(Isso é reafirmado no Deuteronômio.)
Escritos nas Tábuas estavam os Dez Mandamentos, assim como ordens mais detalhadas para governar o comportamento diário do povo, algumas regras de adoração de lave e proibições estritas sobre a adoração ou mesmo a pronúncia dos deuses dos vizinhos de Israel.
Tudo o que o Senhor pretendia dar a Moisés como as Tábuas da Aliança, para ser mantido na Arca da Aliança, que seria construída de acordo com especificações detalhadas.”
“O recebimento das Tábuas foi um evento de significancia duradoura, embutido na memória dos Filhos de Israel e portanto necessitando de testemunhas do mais alto grau.
Portanto lave instruiu a Moisés que viesse receber as Tábuas, acompanhado por seu irmão Aarão, dois filhos de Aarão que eram sacerdotes e setenta anciãos da aldeia.
Eles não puderam subir até o alto (apenas Moisés teve permissão para isso), mas o suficiente para “ver o Elohim de Israel”.
Mesmo então, tudo o que podiam ver era o espaço sob os pés do Senhor, “obra de pura safira, e como a visão dos céus, em sua limpidez”.
Chegando assim tão perto, eles teriam normalmente perdido suas vidas; porém daquela vez, tendo-os convidado, “lave contra os grandes do povo de Israel não estendeu sua mão”.
Eles não foram abatidos e viveram para comemorar o Encontro Divino e testemunhar Moisés subindo para receber as tábuas:
E subiu Moisés ao monte,
e a nuvem cobriu o monte.
e a glória de lave pousou sobre o monte Sinai,
e cobriu-o a nuvem seis dias;
e Ele chamou a Moisés no sétimo dia,
do meio da nuvem…
E entrou Moisés pelo meio da nuvem
e subiu ao monte;
e esteve Moisés no monte por quarenta dias
e quarenta noites.”
O Tabernáculo
“Desde que as duas tábuas já haviam sido escritas, o longo tempo que Moisés passou no monte foi usado para instruí-lo sobre a construção do Tabernáculo, o Mishkan (”Residência”), na qual lave tornaria sua presença conhecida aos Filhos de Israel.
Foi então que, além dos detalhes arquitetônicos dados oralmente, lave também mostrou a Moisés o “modelo estrutural da Residência e o modelo de todos os instrumentos”.
Estes incluíam a Arca da Aliança, o baú de madeira marchetado com ouro, no qual as duas tábuas seriam guardadas, e no alto da qual os dois Querubins de ouro seriam colocados; aquilo, explicou o Senhor, seria o Dvir
— literalmente, o Falador
— “Falarei de cima do tampo, de entre os dois Querubins”.
Foi também durante esse Encontro Divino no alto do monte que Moisés foi instruído sobre o sacerdócio, nomeando os únicos que podiam aproximar-se do Senhor (além de Moisés) e oficiar no Tabernáculo: Aarão, irmão de Moisés, e seus quatro filhos.
Suas vestes foram elaboradamente prescritas, em todos os detalhes, incluindo o Peitoral do Julgamento, contendo doze pedras preciosas inscritas com os nomes das tribos de Israel.
O Peitoral também era usado para manter no lugar
— exatamente sobre o coração do sacerdote
— o Urim e o Tumim.
Embora o significado exato dos termos tenha iludido os estudiosos, fica claro de outras referências bíblicas (Números 27:21) que serviam como um painel de oráculo para obter um Sim ou um Não do Senhor como resposta a uma pergunta. “
“A pergunta que a pessoa queria fazer era colocada perante o Senhor pelo sacerdote “para pedir a decisão do Urim perante lave, e depois agir de acordo”.
Quando o rei Saul (I Samuel 28:6) procurou a orientação de lave sobre entrar ou não em guerra contra os filisteus, ele perguntou a lave em sonhos, pelo Urim, e por intermédio dos profetas”.
Enquanto Moisés estava em presença do Senhor, lá no acampamento sua longa ausência foi interpretada como má notícia, e o fato de ele não aparecer depois de algumas semanas foi uma indicação de que talvez ele tivesse perecido ao encontrar Deus; “quem já ouviu a voz de um Elohim vivo falando do interior do fogo e ficou vivo?”.
Então, assim que “o povo viu que Moisés demorava em descer do monte, dirigiu-se a Aarão e disse-lhe:
“Levanta-te, faze-nos deuses que andem diante de nós porque a esse Moisés, o homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que aconteceu”.
Então Aarão, procurando invocar lave, construiu um altar para lave e colocou perante este a escultura de um bezerro folheada a ouro.
Alertado por lave, “Moisés desceu do monte, e as duas Tábuas da Aliança estavam em suas mãos”.
Z. Sitchin
Encontros Divinos
O BEZERRO DE OURO
“No livro do Êxodo, Moisés e os israelitas estão no monte Horebe, tendo viajado desde o Egito através do Mar Vermelho.
Moisés escala a rocha para falar com El Shaddai, o Senhor da Montanha (mais tarde chamado Jeová), que ensina que, a partir de então, ele será seu Deus e que eles não mais devem usar seu ouro para fazer ídolos e imagens deiformes.
Nesse meio tempo, no sopé da montanha, os israelitas ficavam impacientes e, acreditando que Moisés tinha se perdido — pois saíra havia muito — eles (aparentemente, milhares deles) removeram seus brincos de ouro e os deram a Aarão, o irmão de Moisés.
Sem alvoroço, ele derreteu os anéis e fabricou um bezerro de ouro para ser seu ídolo de veneração na viagem, dali em diante.
Logo depois, Moisés desceu da montanha e, enraivecido ante a dança em torno do ídolo, realizou uma transformação das mais extraordinárias.
Segundo Êxodo 32:20: “e pegando no bezerro que tinham feito, queimou-o no fogo e o reduziu a pó, que espalhou sobre a água e deu de beber aos filhos de Israel”.
Na prática, parece mais um ritual que uma punição, mesmo que tenha sido difundida como a história de um castigo.
Aarão derretera previamente o ouro no fogo para moldar a imagem, mas o que Moisés fez foi claramente diferente, porque a combustão do ouro produz ouro derretido, não pó.
A Septuaginta é ainda mais explícita ao afirmar que Moisés “consumiu o ouro com fogo”, implicando um processo mais fragmentário que esquentar e derreter. “
O Oxford English Dictionary define “consumir” como “reduzir a nada ou a pequenas partículas”.
Mas que processo é esse que, pelo uso do fogo, pode reduzir ouro a um pó?
E por que Moisés “o espalhou sobre a água” e a deu para que seus seguidores bebessem?
Aqui, novamente, a Septuaginta difere levemente, mas talvez de forma significativa, ao dizer que Moisés “semeou” o pó na Água”.
ALQUIMIA
“Paralelamente, considerava-se Moisés como guardião primário (um ARGUS)da sabedoria hermética, que viera do Egito.
Registra-se que ele era um estudioso de Hermes na Turba Philosophorum (Assembleia dos Filósofos), um trabalho latino do século XII traduzido a partir de fontes e árabes primitivas.
A transmutação do ouro chegava a ser de Arte Hermética Mosaica.
Tais referências remontam a um tratado do século XIII intitulado The Domestic Chemistry ofMoses, progredindo ao famoso Kitãb al-fihrist (Livro do índice) árabe do século X, de Ibn al-Nadim.
Tempos depois, seguiram-se os comentários acerca da Bíblia Mirqraot G ‘dolot do século XII, do judeu espanhol Abraão ibn Esram, e o Alchymica, do filósofo alemão do século XVII, Johann Kunckel, da Académie Royale.
Seja de fontes judaicas, muçulmanas, cristãs ou outras, Moisés era reverenciado por todos como um expoente fundamental da filosofia hermética. “
“Com relação à ignição do bezerro de ouro para transformá-lo em pó, a mesma observação é consistentemente feita em textos antigos (ver “O Objetivo Principal”, p. 23) — de que o aquecimento do ouro produz ouro derretido e a queima continuada simplesmente o deixa negro e imprestável.
A interpretação comum do Êxodo 32:20 é, portanto, enganadora até que a pessoa entenda a física do pó de ouro monoatômico (átomo simples), obtido pelo fogo de arco voltaico do electrikus (eletricidade).
De acordo com a doutrina cabalística, todo o mistério dos querubins repousa sobre uma compreensão dos princípios alquímicos como descritos no texto hermético de Jó 28:5-6.
Isso junta tudo o que já discutimos (fogo, pão, pedra, safira e ouro) em uma equação:
“Da terra procede o pão, mas embaixo é revolvida como por fogo.
Nas suas pedras se encontra safira e há pó que contém ouro”. “
Laurence Gardner
Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada
OS HICSOS
Os Faraós Pastores Hicsos do Baixo Egito.
“A ideia central básica dos dois livros, Jesus e Tempest, é que o povo ISRAELITA não era simples escravo no Egito;
era, pelo contrário, a nação dos hicsos.
O povo de Hicsos era uma parte completamente integrada da população do Egito que habitava a área do Delta do Baixo Egito e fundou cidades importantes em Avaris e Mênfís.
Esse povo não era só influente e poderoso, tendo um exército substancial, mas também mantinha uma monarquia paralela à de Tebas no Alto Egito.
Esses líderes dos hicsos eram nada menos que os faraós do Egito, poderosos o suficiente para desafiar a regra dos monarcas de Tebas.
Apesar de seu poder, porém, os hicsos foram finalmente empurrados para fora do Egito pelo faraó de Tebas Ahmose I e, de acordo com o historiador Manetho, do século III a.C., eles então seguiram seu caminho em um grande êxodo para Jerusalém. “
Ralfh Ellis
As Chaves de Salomão
Cap I
A Monarquia Unificada
O CAJADO MÁGICO
Como vimos, à Moisés foram atribuídas algumas tarefas…e para opera-las tinha um Instrumento de Poder.
ZS escreve sobre isso.
“Essa trama de paralelos torna-se mais densa à medida que vamos tomando consciência da existência de outras lendas, como o antigo conto judaico que afirmava que o cajado, com o qual Moisés realizou muitos milagres, inclusive a separação das águas do lago de Juncos, foi trazido por Adão do Jardim do Éden.
Adão deu-o a Henoc que por sua vez passou-o para seu bisneto Noé, o herói do dilúvio.
Em seguida ele foi repassando-o pela linha de Sem, de geração em geração, até chegar a Abraão (o primeiro patriarca hebreu pós-diluviano).
O bisneto de Abraão, José, levou o cajado consigo quando foi ao Egito, onde alcançou a mais alta posição na corte do faraó.
Lá o cajado permaneceu entre os tesouros do reino e foi as¬sim que chegou às mãos de Moisés, pois este foi criado na corte e vivia como um príncipe egípcio antes de fugir para a península do Sinai.
Numa versão dessa lenda, o cajado era feito de uma única pedra; em outra, de um galho da Arvore da Vida que crescia no Jardim do Éden.”
HENOC E MOISÉS
“Nesses relacionamentos entrelaçados,voltando aos mais primevos dos tempos, também existiam lendas ligando Moisés a Henoc.
Um conto judaico, chamado “A Ascensão de Moisés”, fala que quando o Senhor chamou Moisés no monte Sinai e encarregou-o de levar os israelitas para fora do Egito, este resistiu à missão por vários motivos, entre eles sua fala vagarosa e pouco eloquente.
Determinado a acabar com essa humildade, o Senhor decidiu mostrar a Moisés “os anjos”, os mistérios do céu e o lugar onde ficava seu trono.
Então “Deus ordenou a Metatron, o Anjo da Fisionomia, para conduzir Moisés até as regiões celestiais”.
Apavorado, Moisés perguntou a Metatron:
“Quem és tu?”
E o anjo (literalmente: “emissário”) respondeu:
“Sou Henoc, filho de Jared, seu ancestral”.
Acompanhado pelo angélico Henoc., Moisés viajou pelos sete céus, viu o inferno e o paraíso e em seguida foi devolvido ao monte Sinai, onde aceitou sua missão.”
A Escada para o Céu
Cap. VI
Nos Dias Antes do Dilúvio
Serpentes, Encantamentos e Querubins
Em alguns pontos parece se contradizer “O Senhor” Yaweh em suas incumbências ao Moisés.
Laurence Gardner dá o seguinte enfoque à respeito:
“Mesmo na história do Sinai, o emblema relaciona-se diretamente à cura dos israelitas, quando o Senhor disse a Moisés:
“Faze uma serpente e põe-na em um bastão”. (As descrições “serpente de bronze” e “coluna” são em geral utilizadas nas Bíblias de língua inglesa, mas não era assim na Septuaginta grega original, que descrevia apenas uma “serpente” e um “bastão”.)
A anomalia intrigante aqui é a mesma irregularidade que existe com relação aos querubins dourados da Arca da Aliança.
As instruções para fazer tanto a serpente quanto o querubim supostamente vieram de Deus;porém, Ele também teria comandado o seguinte:
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êxodo 20:4).
Em um momento, temos Moisés admoestando Aarão e os israelitas por fazer um bezerro de ouro e, no seguinte, ele se ocupa em fazer uma serpente e querubins!
Sob tal inviolável prescrição, não parece plausível que Moisés tenha tido requisição divina para manufaturar formas de vida figurativas.
Por conseguinte, é provável que a serpente não fosse uma cobra como as outras e que os querubins não fossem anjos.”
“A maior dificuldade ao se pensar na Arca é a natureza dos querubins, o Senhor anteriormente dera a seguinte ordem:
“Não farás para ti em de escultura, nem semelhança alguma do que há acima nos céus,nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”(Êxodo 20:4).
Se os querubins fossem representações angélicas, como popularmente se retrata, a regra divina teria sido quebrada desde seu nascimento.
Não muito antes desse projeto de manufatura, Moisés, sustentando o que lhe fora ditado, admoestara Aarão por fazer um bezerro de ouro (Êxodo 32:20-21).
Portanto, é inconcebível que ele houvesse pedido a Bezalelque que fizesse um par de anjos de ouro.”
“Com relação a isso, não devemos ser automaticamente levados a crer que os querubins eram representações de formas de vida apenas porque tinham asas.
Aviões têm asas, xícaras têm asas, cântaros têm asas.
“Asa” é simplesmente uma projeção lateral que se estende a partir do corpo principal de um objeto.
Não devemos também ser desviados pelas criaturas aladas encontradas no artesanato egípcio e mesopotâmico.
Isso não quer dizer que os compiladores do Êxodo no século VI a. C. não tenham sido influenciados por tais imagens ao descrever a Arca, que aparentemente estava perdida para eles naquela época (cerca de quatrocentos anos depois de ela ter sido instalada no Templo de Salomão).
Se ela estivesse no Templo imediatamente antes da invasão de Nabucodonosor e nos setenta anos do cativeiro da Babilónia, em 586 a.C, o último sacerdote israelita a ter visto a Arca provavelmente devia ter morrido nesse ínterim, deixando os querubins abertos a interpretação.
Mesmo excetuando-se essa possibilidade, o fato é que (em qualquer estágio de sua residência no Templo) apenas o sumo sacerdote via a Arca.
Os escribas do Êxodo não teriam uma experiência pessoal e podiam apenas basear sua descrição na tradição e no diz-que-diz.”
Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada
Cap. V
A Arca da Aliança
Por Roberto Benedetti.
Bolsa-Família vicia o cidadão
Bolsa-Família vicia o cidadão
Claudio HumbertoPublicado em 14.01.2009
Após relutar muito, o governo federal decidiu oferecer aos beneficiados do Bolsa-Família a “porta de saída” do programa: cursos de qualificação que os prepare para o mercado e lhes assegure empregos e vida digna.
Mas a iniciativa é um fracasso: das 400 mil cartas de convite enviadas até agora, apenas 6 mil bolseiros aceitaram a oferta. Os demais preferem o desemprego ou o subemprego, mas com bolsa-esmola.
A idéia era qualificar o bolseiro e cortar a bolsa um mês após ele estar empregado. Mas o prazo foi estendido para 24 meses, a próxima eleição. O programa de qualificação profissional dos bolseiros foi proposto pela Casa Civil aos ministérios do Desenvolvimento Social e do Trabalho.
O Ministério do Desenvolvimento Social resiste à porta de saída para o Bolsa-Família.
O programa beneficia 58 milhões de brasileiros/eleitores.
Da música Vozes da seca, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas:
“Esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”
Claudio HumbertoPublicado em 14.01.2009
Após relutar muito, o governo federal decidiu oferecer aos beneficiados do Bolsa-Família a “porta de saída” do programa: cursos de qualificação que os prepare para o mercado e lhes assegure empregos e vida digna.
Mas a iniciativa é um fracasso: das 400 mil cartas de convite enviadas até agora, apenas 6 mil bolseiros aceitaram a oferta. Os demais preferem o desemprego ou o subemprego, mas com bolsa-esmola.
A idéia era qualificar o bolseiro e cortar a bolsa um mês após ele estar empregado. Mas o prazo foi estendido para 24 meses, a próxima eleição. O programa de qualificação profissional dos bolseiros foi proposto pela Casa Civil aos ministérios do Desenvolvimento Social e do Trabalho.
O Ministério do Desenvolvimento Social resiste à porta de saída para o Bolsa-Família.
O programa beneficia 58 milhões de brasileiros/eleitores.
Da música Vozes da seca, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas:
“Esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
HARVARD - 20 CONSELHOS
SAúDE -
As universidades de Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual
1- um copo de suco de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.
2- salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).
3- trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral que tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.
4- mastigar os vegetais por mais tempo. Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.
5- adotar a regra dos 80%: servir-se menos 20% da comida que ia ingerir evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.
6- o futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.
7- fazer refeições coloridas como o arco-íris. Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.
8- Comer pizza. Mas escolha as de massa fininha. O Licopene, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.
9- limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente. As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.
10- realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória... Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos.
11- usar fio dental e não mastigar chicletes. Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.
12- rir. Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.
13- não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.
14- ligar para seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afectivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.
15- desfrutar de uma xícara de chá. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.
16- ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de stress e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir se optimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.
17- colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche. Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School.
18- reorganizar a geladeira. As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem em baixo.
19- comer como um passarinho. A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.
20- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida: - comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.
- pensar positivamente.
Pessoas optimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente. - ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contacto com a família. - conhecer a si mesmo. Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo.Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:''Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'! -------------------------
As universidades de Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual
1- um copo de suco de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.
2- salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).
3- trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral que tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.
4- mastigar os vegetais por mais tempo. Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.
5- adotar a regra dos 80%: servir-se menos 20% da comida que ia ingerir evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.
6- o futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.
7- fazer refeições coloridas como o arco-íris. Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.
8- Comer pizza. Mas escolha as de massa fininha. O Licopene, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.
9- limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente. As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.
10- realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória... Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos.
11- usar fio dental e não mastigar chicletes. Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.
12- rir. Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.
13- não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.
14- ligar para seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afectivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.
15- desfrutar de uma xícara de chá. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.
16- ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de stress e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir se optimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.
17- colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche. Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School.
18- reorganizar a geladeira. As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem em baixo.
19- comer como um passarinho. A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.
20- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida: - comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.
- pensar positivamente.
Pessoas optimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente. - ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contacto com a família. - conhecer a si mesmo. Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo.Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:''Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'! -------------------------
Ruído cósmico desconhecido - 13/01/2009
Sinal cósmico de origem desconhecida é detectado pela NASA
Redação do Site Inovação Tecnológica13/01/2009
Ruído cósmico desconhecido
Um estranho ruído cósmico está intrigando a comunidade científica mundial. Até o momento, os pesquisadores não têm explicações para a origem do misterioso sinal cósmico registrado por um balão estratosférico operado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.
Segundo o diretor de Satélites e Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela, a descoberta surpreendeu a todos, ao demonstrar que a ciência ainda "não compreende a natureza da maneira como acreditávamos entender", necessitando "aperfeiçoar" os modelos empregados para explicar fenômenos naturais.
"Esse sinal não havia sido previsto pelos modelos que temos hoje para explicar a origem e a evolução do Universo. É, literalmente, um mistério, algo não explicável pelos modelos físicos de que dispomos hoje", afirmou Villela.
Primeiras estrelas do Universo
O anúncio sobre a detecção do sinal foi feito durante a reunião da Sociedade Astronômica Americana, realizada na Califórnia (EUA). Segundo Alan Kogut e Michael Seiffert, pesquisadores que participam do projeto Arcade (do inglês, Radiômetro Absoluto para Cosmologia, Astrofísica e Emissão Difusa), o sinal desconhecido em frequências de rádio foi detectado enquanto o balão estratosférico da NASA buscava fontes de energia emitidas pelas primeiras estrelas a se formarem no Universo, há dezenas de bilhões de anos.
"Em 2005, os componentes feitos em São José dos Campos foram incorporados ao experimento ARCADE", diz Thyrso Villela. "O rigoroso controle dos erros instrumentais e a excelente sensibilidade do instrumento permitiram essa detecção", continua ele.
"Esperávamos medir um sinal de rádio que tivesse sido produzido pelas primeiras estruturas a se formar no universo. Ao invés disso, medimos um sinal seis vezes mais intenso e não havia forma de explicar isso", disse Villela, que participa do projeto Arcade junto com o também brasileiro Alexandre Wuensche, do grupo de Cosmologia Observacional da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Radiação Cósmica de Fundo em Microondas
A imensa maioria dos objetos cósmicos emite ondas de rádio. Em 1931, o físico Karl Jansky detectou, pela primeira vez, um ruído estático em rádio emanada pela própria Via Láctea, a galáxia à qual o nosso Sistema Solar pertence.
O Universo como um todo é permeado por um sinal residual do Big Bang (teoria segundo a qual o Universo teria se originado a partir da explosão de um único átomo primordial).
Esse sinal residual, conhecido como Radiação Cósmica de Fundo em Microondas, pode ser verificado em frequências de rádio e microondas. Esse sinal foi descoberto em 1965 pelos astrofísicos Arno Penzias e Robert Wilson, que ganharam o Prêmio Nobel de Física de 1978 pela descoberta.
Novo ruído cósmico de fundo
Contudo, não existe um suficiente número de galáxias no Universo capazes de explicar a intensidade do estranho sinal detectado, seis vezes mais intenso que o produzido pelas estruturas mais antigas. Dessa forma, ele não pode ser atribuído a nenhum sinal já conhecido.
Segundo Dale Fixsen, um dos pesquisadores do projeto, "as galáxias teriam que estar praticamente coladas umas às outras, não havendo nenhum espaço entre elas", para que o sinal dessas fontes pudesse ser medido com essa intensidade.
Em conseqüência, o sinal emitido pelas primeiras estrelas encontra-se submerso nesse novo ruído de fundo cósmico, e sua detecção agora passa a ser uma tarefa ainda mais complicada.
A identificação e o estudo do sinal das primeiras estrelas podem trazer pistas importantes sobre o processo de formação das galáxias quando o Universo tinha menos da metade de sua idade e melhorar o nosso entendimento sobre como as fontes de rádio evoluíram no universo primordial.
Entendendo como as coisas funcionam na natureza
"O grande problema é que não existem idéias que possam explicar de forma objetiva a origem desse sinal. Supomos que as primeiras estrelas a se formar no Universo podem ter formado buracos negros e emitido esse sinal, mas ainda não fizemos as contas para verificar se algo assim explicaria a descoberta", disse Villela. "Ao nos depararmos com esse sinal tivemos que considerar várias possibilidades de erro, recalibrar instrumentos e refazer cálculos, pensando outras hipóteses que pudessem explicar tais sinais".
Para o cientista, embora pareça não ter qualquer vínculo com o cotidiano das pessoas, a descoberta é importante. "O objetivo inicial da ciência é entender como as coisas funcionam na natureza, entender a física que rege nosso mundo. Se conseguirmos entender como essas estruturas se formaram no universo, podemos descobrir aplicações que podem revolucionar nosso dia a dia", argumentou Villela, lembrando que o raio-laser já havia sido observado quase cem anos antes do homem dominar sua utilização. "Esse sinal pode ser uma nova pista de como a natureza funciona, do que provavelmente só poderemos tirar proveito daqui a algum tempo".
O que é o Arcade
O ARCADE é um experimento de astrofísica do Goddard Space Flight Center (GSFC), vinculado à agência espacial dos EUA (NASA), do qual participam o Jet Propulsion Laboratory (JPL), também da NASA, a Universidade de Maryland, a Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, ambas nos EUA, e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos (SP).
Ele foi projetado para estudar possíveis desvios da temperatura de 2,7 K da RCFM, que seriam causados pelo decaimento de partículas primordiais ou pela injeção de energia no Universo produzida pela primeira geração de estrelas formadas.
Entretanto, o que se mediu foi um sinal desconhecido, cerca de seis vezes mais intenso do que havia sido previsto. Já estão descartadas as hipóteses de emissão de estrelas primordiais, de fontes cósmicas de ondas de rádio conhecidas ou do gás contido no halo da nossa própria Galáxia, de modo que a origem do sinal tornou-se um grande mistério.
Balão estratosférico
O ARCADE voou a bordo de um balão estratosférico em julho de 2006, tendo sido lançado de Palestine, Texas (EUA). Ele operou durante algumas horas a cerca de 36 km de altitude, para evitar a influência da atmosfera nas medidas, e foi o primeiro instrumento a estudar o céu na faixa de freqüências de rádio com sensibilidade suficiente para detectar este sinal.
A imersão dos detectores do ARCADE em aproximadamente 2000 litros de Hélio líquido permitiu que a sensibilidade do instrumento fosse bastante alta e que ele pudesse operar a aproximadamente 2,7 K acima do zero absoluto (cerca de 270 graus Celsius negativos).
"Isso é o que faz a ciência ser tão empolgante", diz Michael Seiffert, do JPL, em Pasadena, Califórnia. "Tenta-se medir algo - nesse caso, a energia emitida pelas primeiras estrelas que se formaram no Universo - mas, ao invés disso, encontra-se outra coisa completamente nova e inexplicável".
Redação do Site Inovação Tecnológica13/01/2009
Ruído cósmico desconhecido
Um estranho ruído cósmico está intrigando a comunidade científica mundial. Até o momento, os pesquisadores não têm explicações para a origem do misterioso sinal cósmico registrado por um balão estratosférico operado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.
Segundo o diretor de Satélites e Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela, a descoberta surpreendeu a todos, ao demonstrar que a ciência ainda "não compreende a natureza da maneira como acreditávamos entender", necessitando "aperfeiçoar" os modelos empregados para explicar fenômenos naturais.
"Esse sinal não havia sido previsto pelos modelos que temos hoje para explicar a origem e a evolução do Universo. É, literalmente, um mistério, algo não explicável pelos modelos físicos de que dispomos hoje", afirmou Villela.
Primeiras estrelas do Universo
O anúncio sobre a detecção do sinal foi feito durante a reunião da Sociedade Astronômica Americana, realizada na Califórnia (EUA). Segundo Alan Kogut e Michael Seiffert, pesquisadores que participam do projeto Arcade (do inglês, Radiômetro Absoluto para Cosmologia, Astrofísica e Emissão Difusa), o sinal desconhecido em frequências de rádio foi detectado enquanto o balão estratosférico da NASA buscava fontes de energia emitidas pelas primeiras estrelas a se formarem no Universo, há dezenas de bilhões de anos.
"Em 2005, os componentes feitos em São José dos Campos foram incorporados ao experimento ARCADE", diz Thyrso Villela. "O rigoroso controle dos erros instrumentais e a excelente sensibilidade do instrumento permitiram essa detecção", continua ele.
"Esperávamos medir um sinal de rádio que tivesse sido produzido pelas primeiras estruturas a se formar no universo. Ao invés disso, medimos um sinal seis vezes mais intenso e não havia forma de explicar isso", disse Villela, que participa do projeto Arcade junto com o também brasileiro Alexandre Wuensche, do grupo de Cosmologia Observacional da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Radiação Cósmica de Fundo em Microondas
A imensa maioria dos objetos cósmicos emite ondas de rádio. Em 1931, o físico Karl Jansky detectou, pela primeira vez, um ruído estático em rádio emanada pela própria Via Láctea, a galáxia à qual o nosso Sistema Solar pertence.
O Universo como um todo é permeado por um sinal residual do Big Bang (teoria segundo a qual o Universo teria se originado a partir da explosão de um único átomo primordial).
Esse sinal residual, conhecido como Radiação Cósmica de Fundo em Microondas, pode ser verificado em frequências de rádio e microondas. Esse sinal foi descoberto em 1965 pelos astrofísicos Arno Penzias e Robert Wilson, que ganharam o Prêmio Nobel de Física de 1978 pela descoberta.
Novo ruído cósmico de fundo
Contudo, não existe um suficiente número de galáxias no Universo capazes de explicar a intensidade do estranho sinal detectado, seis vezes mais intenso que o produzido pelas estruturas mais antigas. Dessa forma, ele não pode ser atribuído a nenhum sinal já conhecido.
Segundo Dale Fixsen, um dos pesquisadores do projeto, "as galáxias teriam que estar praticamente coladas umas às outras, não havendo nenhum espaço entre elas", para que o sinal dessas fontes pudesse ser medido com essa intensidade.
Em conseqüência, o sinal emitido pelas primeiras estrelas encontra-se submerso nesse novo ruído de fundo cósmico, e sua detecção agora passa a ser uma tarefa ainda mais complicada.
A identificação e o estudo do sinal das primeiras estrelas podem trazer pistas importantes sobre o processo de formação das galáxias quando o Universo tinha menos da metade de sua idade e melhorar o nosso entendimento sobre como as fontes de rádio evoluíram no universo primordial.
Entendendo como as coisas funcionam na natureza
"O grande problema é que não existem idéias que possam explicar de forma objetiva a origem desse sinal. Supomos que as primeiras estrelas a se formar no Universo podem ter formado buracos negros e emitido esse sinal, mas ainda não fizemos as contas para verificar se algo assim explicaria a descoberta", disse Villela. "Ao nos depararmos com esse sinal tivemos que considerar várias possibilidades de erro, recalibrar instrumentos e refazer cálculos, pensando outras hipóteses que pudessem explicar tais sinais".
Para o cientista, embora pareça não ter qualquer vínculo com o cotidiano das pessoas, a descoberta é importante. "O objetivo inicial da ciência é entender como as coisas funcionam na natureza, entender a física que rege nosso mundo. Se conseguirmos entender como essas estruturas se formaram no universo, podemos descobrir aplicações que podem revolucionar nosso dia a dia", argumentou Villela, lembrando que o raio-laser já havia sido observado quase cem anos antes do homem dominar sua utilização. "Esse sinal pode ser uma nova pista de como a natureza funciona, do que provavelmente só poderemos tirar proveito daqui a algum tempo".
O que é o Arcade
O ARCADE é um experimento de astrofísica do Goddard Space Flight Center (GSFC), vinculado à agência espacial dos EUA (NASA), do qual participam o Jet Propulsion Laboratory (JPL), também da NASA, a Universidade de Maryland, a Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, ambas nos EUA, e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos (SP).
Ele foi projetado para estudar possíveis desvios da temperatura de 2,7 K da RCFM, que seriam causados pelo decaimento de partículas primordiais ou pela injeção de energia no Universo produzida pela primeira geração de estrelas formadas.
Entretanto, o que se mediu foi um sinal desconhecido, cerca de seis vezes mais intenso do que havia sido previsto. Já estão descartadas as hipóteses de emissão de estrelas primordiais, de fontes cósmicas de ondas de rádio conhecidas ou do gás contido no halo da nossa própria Galáxia, de modo que a origem do sinal tornou-se um grande mistério.
Balão estratosférico
O ARCADE voou a bordo de um balão estratosférico em julho de 2006, tendo sido lançado de Palestine, Texas (EUA). Ele operou durante algumas horas a cerca de 36 km de altitude, para evitar a influência da atmosfera nas medidas, e foi o primeiro instrumento a estudar o céu na faixa de freqüências de rádio com sensibilidade suficiente para detectar este sinal.
A imersão dos detectores do ARCADE em aproximadamente 2000 litros de Hélio líquido permitiu que a sensibilidade do instrumento fosse bastante alta e que ele pudesse operar a aproximadamente 2,7 K acima do zero absoluto (cerca de 270 graus Celsius negativos).
"Isso é o que faz a ciência ser tão empolgante", diz Michael Seiffert, do JPL, em Pasadena, Califórnia. "Tenta-se medir algo - nesse caso, a energia emitida pelas primeiras estrelas que se formaram no Universo - mas, ao invés disso, encontra-se outra coisa completamente nova e inexplicável".
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
+ Carl Sagan
"A química que produz a vida é reproduzida facilmente por todo o cosmo. Parece improvável que sejamos os únicos seres inteligentes. É possível mas improvável!"
- entrevista à Revista Veja, abril 82
"Se não existe vida fora da terra, então universo é um grande desperdício de espaço".
- If they be not inhabited, what a waste of space
"Na ciência é bem comum um cientista dizer, Quer saber, seu argumento é realmente bom; minha posição estava errada, e então eles realmente irão mudar de opinião e nunca mais irão voltar na antiga novamente. Eles realmente fazem isso."
- In science it often happens that scientists say, 'You know that's a really good argument; my position is mistaken,' and then they would actually change their minds and you never hear that old view from them again. They really do it.
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar".
- You can't convince a believer of anything; for their belief is not based on evidence, it's based on a deep seated need to believe
"A profecia é uma arte inútil".
"Alegações extraordinárias exigem provas extraordinárias. "
"Ausência de evidência não é evidência de ausência."
- Fonte: livro O Mundo Assombrado por Demônios
"Para poder fazer uma torta de maçãs do nada, você deve antes criar o universo."
"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tão pouco lhe é adverso: é-lhe indiferente. "
"A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; ela é uma profunda fonte de espiritualidade. "
"Em algum lugar, algo incrível está esperando para ser descoberto."
"Em toda e qualquer cultura, imaginamos o Universo governado por algo parecido com nosso próprio sistema político. Poucos acham a similaridade suspeita".
- Fonte: livro Pálido Ponto Azul.
"Um clero celibatário é uma idéia especialmente boa porque ela tende a suprimir qualquer tendência hereditária ao fanatismo".
- Fonte: livro Contato.
"Na vastidão do espaço e na imensidade do tempo, é uma alegria para mim partilhar um planeta e uma época com Annie".
- Dedicatória a esposa no livro Cosmos.
"O que estou dizendo é que, se Deus nos quisesse enviar uma mensagem, e escrever em papéis antigos foi a única forma que ele encontrou de fazer isso, ele poderia ter feito um trabalho melhor."
- Dr. Arroway no Livro Contato (New York: Pocket Books, 1985), p. 164.
"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimento"
"Quase morrer é uma experiência tão positiva e construtora do caráter, que a recomendaria a todos - não fosse, é claro, o elemento irredutível e essencial do risco.".
- Bilhões e Bilhões, cap. 19 - No Vale da Sombra -, pg. 232, Companhia das Letras.
"Para mim, é muito melhor compreender o universo como ele realmente é do que persistir no engano, por mais satisfatório e tranquilizador que possa parecer."
As declaracoes acima são do cientista - Carl Sagan.
- entrevista à Revista Veja, abril 82
"Se não existe vida fora da terra, então universo é um grande desperdício de espaço".
- If they be not inhabited, what a waste of space
"Na ciência é bem comum um cientista dizer, Quer saber, seu argumento é realmente bom; minha posição estava errada, e então eles realmente irão mudar de opinião e nunca mais irão voltar na antiga novamente. Eles realmente fazem isso."
- In science it often happens that scientists say, 'You know that's a really good argument; my position is mistaken,' and then they would actually change their minds and you never hear that old view from them again. They really do it.
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar".
- You can't convince a believer of anything; for their belief is not based on evidence, it's based on a deep seated need to believe
"A profecia é uma arte inútil".
"Alegações extraordinárias exigem provas extraordinárias. "
"Ausência de evidência não é evidência de ausência."
- Fonte: livro O Mundo Assombrado por Demônios
"Para poder fazer uma torta de maçãs do nada, você deve antes criar o universo."
"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tão pouco lhe é adverso: é-lhe indiferente. "
"A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; ela é uma profunda fonte de espiritualidade. "
"Em algum lugar, algo incrível está esperando para ser descoberto."
"Em toda e qualquer cultura, imaginamos o Universo governado por algo parecido com nosso próprio sistema político. Poucos acham a similaridade suspeita".
- Fonte: livro Pálido Ponto Azul.
"Um clero celibatário é uma idéia especialmente boa porque ela tende a suprimir qualquer tendência hereditária ao fanatismo".
- Fonte: livro Contato.
"Na vastidão do espaço e na imensidade do tempo, é uma alegria para mim partilhar um planeta e uma época com Annie".
- Dedicatória a esposa no livro Cosmos.
"O que estou dizendo é que, se Deus nos quisesse enviar uma mensagem, e escrever em papéis antigos foi a única forma que ele encontrou de fazer isso, ele poderia ter feito um trabalho melhor."
- Dr. Arroway no Livro Contato (New York: Pocket Books, 1985), p. 164.
"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimento"
"Quase morrer é uma experiência tão positiva e construtora do caráter, que a recomendaria a todos - não fosse, é claro, o elemento irredutível e essencial do risco.".
- Bilhões e Bilhões, cap. 19 - No Vale da Sombra -, pg. 232, Companhia das Letras.
"Para mim, é muito melhor compreender o universo como ele realmente é do que persistir no engano, por mais satisfatório e tranquilizador que possa parecer."
As declaracoes acima são do cientista - Carl Sagan.
Carta aberta de Uri Avnery a Barack Obama
As humildes sugestões que se seguem são baseadas nos meus 70 anos de experiência como combatente de trincheiras, soldado das forças especiais na guerra de 1948, editor-em-chefe de uma revista de notícias, membro do parlamento israelense e um dos fundadores do movimento pela paz:
1)No que se refere à paz israelense-árabe, o Sr. deve agir a partir do primeiro dia.
2)As eleições em Israel acontecerão em fevereiro de 2009. O Sr. pode ter um impacto indireto, mas importante e construtivo já no começo, anunciando sua determinação inequívoca de conseguir paz israelo-palestina, israelo-síria e israelo-pan-árabe em 2009.
3)Infelizmente, todos os seus predecessores desde 1967 jogaram duplamente. Apesar de que falaram sobre paz da boca para fora, e às vezes realizaram gestos de algum esforço pela paz, na prática eles apoiavam nosso governo em seu movimento contrário a esse esforço.
Particularmente, deram aprovação tácita à construção e ao crescimento dos assentamentos colonizadores de Israel nos territórios ocupados da Palestina e da Síria, cada um dos quais é uma mina subterrânea na estrada da paz.
4)Todos os assentamentos colonizadores são ilegais segundo a lei internacional. A distinção, às vezes feita, entre postos “ilegais” e os outros assentamentos colonizadores é pura propaganda feita para mascarar essa simples verdade.
5)Todos os assentamentos colonizadores desde 1967 foram construídos com o objetivo expresso de tornar um estado palestino – e portanto a paz – impossível, ao picotar em faixas o possível projetado Estado Palestino. Praticamente todos os departamentos de governo e o exército têm ajudado, aberta ou secretamente, a construir, consolidar e aumentar os assentamentos, como confirma o relatório preparado para o governo pela advogada Talia Sasson.
6)A estas alturas, o número de colonos na Cisjordânia já chegou a uns 250.000 (além dos 200.000 colonos da Grande Jerusalém, cujo estatuto é um pouco diferente). Eles estão politicamente isolados e são às vezes detestados pela maioria do público israelense, mas desfrutam de apoio significativo nos ministérios de governo e no exército.
7)Nenhum governo israelense ousaria confrontar a força material e política concentrada dos colonos. Esse confronto exigiria uma liderança muito forte e o apoio generoso do Presidente dos Estados Unidos para que tivesse qualquer chance de sucesso.
8)Na ausência de tudo isso, todas as “negociações de paz” são uma farsa. O governo israelense e seus apoiadores nos Estados Unidos já fizeram tudo o que é possível para impedir que as negociações com os palestinos ou com os sírios cheguem a qualquer conclusão, por causa do medo de enfrentar os colonos e seus apoiadores. As atuais negociações de “Annapolis” são tão vazias como as precedentes, com cada lado mantendo o fingimento por interesses politicos próprios.
9)A administração Clinton, e ainda mais a administração Bush, permitiram que o governo israelense mantivesse o fingimento. É, portanto, imperativo que se impeça que os membros dessas administrações desviem a política que terá o Sr. para o Oriente Médio na direção dos velhos canais.
10)É importante que o Sr. comece de novo e diga-o publicamente. Idéias desacreditadas e iniciativas falidas – como a “visão” de Bush, o “mapa do caminho”, Anápolis e coisas do tipo – devem ser lançadas à lata de lixo da história.
11)Para começar de novo, o alvo da política americana deve ser dito clara e sucintamente: atingir uma paz baseada numa solução biestatal dentro de um prazo de tempo (digamos, o fim de 2009).
12)Deve-se assinalar que este objetivo se baseia numa reavaliação do interesse nacional americano, de remover o veneno das relações muçulmano-americanas e árabe-americanas, fortalecer os regimes dedicados à paz, derrotar o terrorismo da Al-Qaeda, terminar as guerras do Iraque e do Afeganistão e atingir uma acomodação viável com o Irã.
13)Os termos da paz israelo-palestina são claros. Já foram cristalizados em milhares de horas de negociações, colóquios, encontros e conversas. São eles:
a) estabelecer-se-á um Estado da Palestina soberano e viável lado a lado com o Estado de Israel. b) A fronteira entre os dois estados se baseará na linha de armistício de 1967 (a “Linha verde”). Alterações não substanciais poderão ser feitas por concordância mútua numa troca de territórios em base 1: 1. c) Jerusalém Oriental, incluindo-se o Haram-al-Sharif (o “Monte do Templo”) e todos os bairros árabes servirão como Capital da Palestina. Jerusalém Ocidental, incluindo-se o Muro Ocidental e todos os bairros judeus, servirão como Capital de Israel. Uma autoridade municipal conjunta, baseada na igualdade, poderia se estabelecer por aceitação mútua, para administrar a cidade como uma unidade territorial. d) Todos os assentamentos colonizadores de Israel – exceto aqueles que possam ser anexados no marco de uma troca consensual – serão esvaziados (veja-se o 15 abaixo) e) Israel reconhecerá o princípio do direito de retorno dos refugiados. Uma Comissão Conjunta de Verdade e Reconciliação, composta por palestinos, israelesnses e historiadores internacionais estudará os fatos de 1948 e 1967 e determinará quem foi responsável por cada coisa. O refugiado, individualmente, terá a escolha de 1) repatriação para o Estado da Palestina; 2) permanência onde estiver agora, com compensação generosa; 3) retorno e reassentamento em Israel; 4) migração a outro país, com compensação generosa. O número de refugiados que retornarão ao território de Israel será fixado por acordo mútuo, entendendo-se que não se fará nada para materialmente alterar a composição demográfica da população de Israel. As polpuldas verbas necessárias para a implementação desta solução devem ser fornecidas pela comunidade internacional, no interesse da paz planetária. Isto economizaria muito do dinheiro gasto hoje militarmente e a partir de presentes dos EUA. f) A Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza constituirão uma unidade nacional. Um vínculo extra-territorial (estrada, trilho, túnel ou ponte) ligará a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. g) Israel e Síria assinarão um acordo de paz. Israel recuará até a linha de 1967 e todos os assentamentos colonizadores das Colinas de Golã serão desmantelados. A Síria interromperá todas as atividades anti-Israel, conduzidas direta ou vicariamente. Os dois lados estabelecerão relações normais. h) De acordo com a Iniciativa Saudita de Paz, todos os membros da Liga Árabe reconhecerão Israel, e terão com Israel relações normais. Poder-se-á considerar conversações sobre uma futura União do Oriente Médio, no modelo da União Européia, possivelmente incluindo a Turquia e o Irã.
14)A unidade palestina é essencial. A paz feita só com um naco da população de nada vale. Os Estados Unidos facilitarão a reconciliação palestina e a unificação das estruturas palestinas. Para isso, os EUA terminarão com o seu boicote ao Hamas (que ganhou as últimas eleições), começarão um diálogo político com o movimento e sugerirão que Israel faça o mesmo. Os EUA respeitarão quaisquer resultados de eleições palestinas.
15)O governo dos EUA ajudará o governo de Israel a enfrentar-se com o problema dos assentamentos colonizadores. A partir de agora, os colonos terão um ano para deixar os territórios ocupados e voluntariamente voltar em troca de compensação que lhes permitirá construir seus lares dentro de Israel. Depois disso, todos os assentamentos serão esvaziados, exceto aqueles em quaisquer áreas anexadas a Israel sob o acordo de paz.
16)Eu sugiro ao Sr., como Presidente dos Estados Unidos, que venha a Israel e se dirija ao povo israelense pessoalmente, não só no pódio do parlamento, mas também num comício de massas na Praça Rabin em Tel-Aviv. O Presidente Anwar Sadat, do Egito, veio a Israel em 1977 e, ao se dirigir ao povo de Israel diretamente, mudou em tudo a atitude deles em relação à paz com o Egito. No momento, a maioria dos israelenses se sente insegura, incerta e temerosa de qualquer iniciativa ousada de paz, em parte graças a uma desconfiança de qualquer coisa que venha do lado árabe. A intervenção do Sr., neste momento crítico, poderia, literalmente, fazer milagres, ao criar a base psicológica para a paz.
(esta é uma carta aberta escrita por Uri Avnery, 85 anos, ex-deputado do Knesset, soldado que ajudou a fundar Israel em 1948 e que há décadas milita pela paz. A tradução ao português é de Idelber Avelar.)
1)No que se refere à paz israelense-árabe, o Sr. deve agir a partir do primeiro dia.
2)As eleições em Israel acontecerão em fevereiro de 2009. O Sr. pode ter um impacto indireto, mas importante e construtivo já no começo, anunciando sua determinação inequívoca de conseguir paz israelo-palestina, israelo-síria e israelo-pan-árabe em 2009.
3)Infelizmente, todos os seus predecessores desde 1967 jogaram duplamente. Apesar de que falaram sobre paz da boca para fora, e às vezes realizaram gestos de algum esforço pela paz, na prática eles apoiavam nosso governo em seu movimento contrário a esse esforço.
Particularmente, deram aprovação tácita à construção e ao crescimento dos assentamentos colonizadores de Israel nos territórios ocupados da Palestina e da Síria, cada um dos quais é uma mina subterrânea na estrada da paz.
4)Todos os assentamentos colonizadores são ilegais segundo a lei internacional. A distinção, às vezes feita, entre postos “ilegais” e os outros assentamentos colonizadores é pura propaganda feita para mascarar essa simples verdade.
5)Todos os assentamentos colonizadores desde 1967 foram construídos com o objetivo expresso de tornar um estado palestino – e portanto a paz – impossível, ao picotar em faixas o possível projetado Estado Palestino. Praticamente todos os departamentos de governo e o exército têm ajudado, aberta ou secretamente, a construir, consolidar e aumentar os assentamentos, como confirma o relatório preparado para o governo pela advogada Talia Sasson.
6)A estas alturas, o número de colonos na Cisjordânia já chegou a uns 250.000 (além dos 200.000 colonos da Grande Jerusalém, cujo estatuto é um pouco diferente). Eles estão politicamente isolados e são às vezes detestados pela maioria do público israelense, mas desfrutam de apoio significativo nos ministérios de governo e no exército.
7)Nenhum governo israelense ousaria confrontar a força material e política concentrada dos colonos. Esse confronto exigiria uma liderança muito forte e o apoio generoso do Presidente dos Estados Unidos para que tivesse qualquer chance de sucesso.
8)Na ausência de tudo isso, todas as “negociações de paz” são uma farsa. O governo israelense e seus apoiadores nos Estados Unidos já fizeram tudo o que é possível para impedir que as negociações com os palestinos ou com os sírios cheguem a qualquer conclusão, por causa do medo de enfrentar os colonos e seus apoiadores. As atuais negociações de “Annapolis” são tão vazias como as precedentes, com cada lado mantendo o fingimento por interesses politicos próprios.
9)A administração Clinton, e ainda mais a administração Bush, permitiram que o governo israelense mantivesse o fingimento. É, portanto, imperativo que se impeça que os membros dessas administrações desviem a política que terá o Sr. para o Oriente Médio na direção dos velhos canais.
10)É importante que o Sr. comece de novo e diga-o publicamente. Idéias desacreditadas e iniciativas falidas – como a “visão” de Bush, o “mapa do caminho”, Anápolis e coisas do tipo – devem ser lançadas à lata de lixo da história.
11)Para começar de novo, o alvo da política americana deve ser dito clara e sucintamente: atingir uma paz baseada numa solução biestatal dentro de um prazo de tempo (digamos, o fim de 2009).
12)Deve-se assinalar que este objetivo se baseia numa reavaliação do interesse nacional americano, de remover o veneno das relações muçulmano-americanas e árabe-americanas, fortalecer os regimes dedicados à paz, derrotar o terrorismo da Al-Qaeda, terminar as guerras do Iraque e do Afeganistão e atingir uma acomodação viável com o Irã.
13)Os termos da paz israelo-palestina são claros. Já foram cristalizados em milhares de horas de negociações, colóquios, encontros e conversas. São eles:
a) estabelecer-se-á um Estado da Palestina soberano e viável lado a lado com o Estado de Israel. b) A fronteira entre os dois estados se baseará na linha de armistício de 1967 (a “Linha verde”). Alterações não substanciais poderão ser feitas por concordância mútua numa troca de territórios em base 1: 1. c) Jerusalém Oriental, incluindo-se o Haram-al-Sharif (o “Monte do Templo”) e todos os bairros árabes servirão como Capital da Palestina. Jerusalém Ocidental, incluindo-se o Muro Ocidental e todos os bairros judeus, servirão como Capital de Israel. Uma autoridade municipal conjunta, baseada na igualdade, poderia se estabelecer por aceitação mútua, para administrar a cidade como uma unidade territorial. d) Todos os assentamentos colonizadores de Israel – exceto aqueles que possam ser anexados no marco de uma troca consensual – serão esvaziados (veja-se o 15 abaixo) e) Israel reconhecerá o princípio do direito de retorno dos refugiados. Uma Comissão Conjunta de Verdade e Reconciliação, composta por palestinos, israelesnses e historiadores internacionais estudará os fatos de 1948 e 1967 e determinará quem foi responsável por cada coisa. O refugiado, individualmente, terá a escolha de 1) repatriação para o Estado da Palestina; 2) permanência onde estiver agora, com compensação generosa; 3) retorno e reassentamento em Israel; 4) migração a outro país, com compensação generosa. O número de refugiados que retornarão ao território de Israel será fixado por acordo mútuo, entendendo-se que não se fará nada para materialmente alterar a composição demográfica da população de Israel. As polpuldas verbas necessárias para a implementação desta solução devem ser fornecidas pela comunidade internacional, no interesse da paz planetária. Isto economizaria muito do dinheiro gasto hoje militarmente e a partir de presentes dos EUA. f) A Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza constituirão uma unidade nacional. Um vínculo extra-territorial (estrada, trilho, túnel ou ponte) ligará a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. g) Israel e Síria assinarão um acordo de paz. Israel recuará até a linha de 1967 e todos os assentamentos colonizadores das Colinas de Golã serão desmantelados. A Síria interromperá todas as atividades anti-Israel, conduzidas direta ou vicariamente. Os dois lados estabelecerão relações normais. h) De acordo com a Iniciativa Saudita de Paz, todos os membros da Liga Árabe reconhecerão Israel, e terão com Israel relações normais. Poder-se-á considerar conversações sobre uma futura União do Oriente Médio, no modelo da União Européia, possivelmente incluindo a Turquia e o Irã.
14)A unidade palestina é essencial. A paz feita só com um naco da população de nada vale. Os Estados Unidos facilitarão a reconciliação palestina e a unificação das estruturas palestinas. Para isso, os EUA terminarão com o seu boicote ao Hamas (que ganhou as últimas eleições), começarão um diálogo político com o movimento e sugerirão que Israel faça o mesmo. Os EUA respeitarão quaisquer resultados de eleições palestinas.
15)O governo dos EUA ajudará o governo de Israel a enfrentar-se com o problema dos assentamentos colonizadores. A partir de agora, os colonos terão um ano para deixar os territórios ocupados e voluntariamente voltar em troca de compensação que lhes permitirá construir seus lares dentro de Israel. Depois disso, todos os assentamentos serão esvaziados, exceto aqueles em quaisquer áreas anexadas a Israel sob o acordo de paz.
16)Eu sugiro ao Sr., como Presidente dos Estados Unidos, que venha a Israel e se dirija ao povo israelense pessoalmente, não só no pódio do parlamento, mas também num comício de massas na Praça Rabin em Tel-Aviv. O Presidente Anwar Sadat, do Egito, veio a Israel em 1977 e, ao se dirigir ao povo de Israel diretamente, mudou em tudo a atitude deles em relação à paz com o Egito. No momento, a maioria dos israelenses se sente insegura, incerta e temerosa de qualquer iniciativa ousada de paz, em parte graças a uma desconfiança de qualquer coisa que venha do lado árabe. A intervenção do Sr., neste momento crítico, poderia, literalmente, fazer milagres, ao criar a base psicológica para a paz.
(esta é uma carta aberta escrita por Uri Avnery, 85 anos, ex-deputado do Knesset, soldado que ajudou a fundar Israel em 1948 e que há décadas milita pela paz. A tradução ao português é de Idelber Avelar.)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Mais Saúde
Repassando.
Tenho 85 anos. Exerço a medicina há 20 anos em Arosa, Suíça. Meu pai era médico rural e conheci os limites da medicina convencional convivendo com doenças crônicas já na minha juventude. De constituição bastante frágil, procurava ampliar as possibilidades da medicina convencional com métodos alternativos. Hoje, considero alimentação e jejum os mais importantes.O famoso médico suíço, Dr. Max Bircher-Benner (1867-1993), ouviu falar dos incríveis efeitos da alimentação crua. Experimentou e ficou perplexo com o resultado. Naquela época, todas as crianças com doença abdominal morriam. A clínica pediátrica do Hospital Universitário de Zurique encaminhou quatro crianças ao Dr. Bircher-Benner. Retornaram curadas. Sua alimentação consistia, principalmente, de bananas frescas, depois substituídas por maçãs frescas, com o mesmo resultado. Também as crianças diabéticas foram beneficiadas com uma dieta exclusiva de frutas frescas.O Dr. Bircher-Benner apresentou ao Dr.Joseph Evers, na Alemanha, três pacientes que ficaram livres de esclerose múltipla, uma doença considerada incurável. O Dr. Evers começou, então, a tratar pacientes portadores de esclerose múltipla e outras doenças consideradas incuráveis, com resultados surpreendentes. Em reunião da Associação Alemã de Neurologia, o Dr. Evers apresentou suas radiografias e a estatística, mostrando que — ao iniciar a alimentação com frutas e verduras frescas dentro do período de um ano após o aparecimento dos sintomas — 94% dos portadores de esclerose múltipla ficavam curados. O Dr. Evers, falecido em 1975, não utilizava medicamentos, somente alimentação. Em seu livro "Warum Evers-Diät?" (Porque a dieta Evers?), ele afirma: "O sucesso é a melhor prova de que uma teoria está correta". O Dr. Honekamp, diretor clínico de uma clínica psiquiátrica alemã, documentou, em seu livro sobre a cura de doenças mentais com produtos naturais, como conseguiu curar pela alimentação crua, com poucas exceções, os pacientes internados em sua clínica. Entretanto, ele mostrou que a esquizofrenia crônica só pôde ser curada após quatro anos.Tudo foi esquecido até recentemente, quando o físico Fritz Popp descobriu que os nutrientes vivos irradiam fótons. Essas pequenas partículas de luz aparentemente protegem o sistema imunológico e destroem células cancerígenas. Quando aquecemos os alimentos vivos, a irradiação se torna muito forte e depois cessa — os alimentos estão mortos. No livro "Biologie des Lichts" (Biologia da luz), publicado em 1984, ele descreve os princípios da irradiação extremamente fraca das células.Uma enfermeira do hospital da Universidade de Zurique estava morrendo. Anos antes, haviam-lhe retirado um tumor maligno da mama. Mais tarde, apareceram metástases no fígado. Quando o tumor reapareceu por uma terceira vez, após duas quimioterapias, acreditavam que nada mais poderia ser feito. Era Natal e seus amigos vieram despedir-se dela. Uma amiga lhe falou da alimentação crua e logo trouxe frutas e hortaliças frescas. No dia seguinte, a enfermeira já pôde deixar a alta dose de morfina que estava tomando contra as dores e levantar. A cada dia, ficava de pé durante mais tempo.Como podemos explicar este efeito imediato sobre tumores malignos? A pesquisadora em oncologia, Virginia Livingston, de San Diego, EUA, descreve em seu livro "The Conquest of Cancer" (A conquista do câncer) que os alimentos vivos, as frutas e as hortaliças contêm um ácido, um sub-produto da vitamina A, que também é produzido no fígado. Essa substância freia o câncer, mas é sensível ao calor. Cenouras cozidas no vapor só contém 1% a 2% da quantidade do ácido que as cenouras cruas contêm.Recomendo aos pacientes em minha clínica — e eu mesmo me alimento desta forma:Comer apenas o que nasce na natureza. Disso, só comer aquilo que temos vontade, apenas na quantidade que o corpo pede e quando sentimos fome. Consumir os alimentos assim como a natureza nos oferece, sem misturar, sem temperos, sem aquecer. Sempre que possível, comer os alimentos isentos de agrotóxicos e adubos químicos. Como podemos saber se uma fruta é saudável ou prejudicial? Só nosso instinto pode nos dizer isso. Cada ser vivo tem sua voz interior, inclusive as bactérias e os vírus. O ser humano é o único ser vivo que não segue sua voz interior, nós nos achamos superiores. Porém, se não seguimos esta voz, surge o efeito contrário, o vício. O adulto é viciado no fumo, em alimentos desnaturados, cozidos etc. Após um jejum, estes vícios desaparecem. O instinto, a voz interior, está de volta, como em um recém-nascido. Se comemos alimentos cozidos, há um aumento dos glóbulos brancos após a refeição — como se tivéssemos ingerido veneno. Nosso sistema imunológico, neste caso, está ocupado de manhã até a noite enfrentando os tóxicos que introduzimos com a alimentação aquecida, em vez de se defender contra germes e destruir células cancerígenas.Ao dar alimentação cozida para animais selvagens, saudáveis — como fizeram Mac Carrison na Inglaterra e o Prof. Kollath na Alemanha — estes adoecem com nossas doenças da civilização e morrem. Se acrescentamos vitaminas da farmácia, morrem alguns dias mais tarde. Entretanto, se os colocamos em liberdade para que voltem a se nutrir com alimentos vivos, seguindo o seu instinto, eles se recuperam. O mais interessante: animais, antes dóceis, tornam-se agressivos com nossa alimentação desnaturada e se agridem.
Ernst Bauer
Tenho 85 anos. Exerço a medicina há 20 anos em Arosa, Suíça. Meu pai era médico rural e conheci os limites da medicina convencional convivendo com doenças crônicas já na minha juventude. De constituição bastante frágil, procurava ampliar as possibilidades da medicina convencional com métodos alternativos. Hoje, considero alimentação e jejum os mais importantes.O famoso médico suíço, Dr. Max Bircher-Benner (1867-1993), ouviu falar dos incríveis efeitos da alimentação crua. Experimentou e ficou perplexo com o resultado. Naquela época, todas as crianças com doença abdominal morriam. A clínica pediátrica do Hospital Universitário de Zurique encaminhou quatro crianças ao Dr. Bircher-Benner. Retornaram curadas. Sua alimentação consistia, principalmente, de bananas frescas, depois substituídas por maçãs frescas, com o mesmo resultado. Também as crianças diabéticas foram beneficiadas com uma dieta exclusiva de frutas frescas.O Dr. Bircher-Benner apresentou ao Dr.Joseph Evers, na Alemanha, três pacientes que ficaram livres de esclerose múltipla, uma doença considerada incurável. O Dr. Evers começou, então, a tratar pacientes portadores de esclerose múltipla e outras doenças consideradas incuráveis, com resultados surpreendentes. Em reunião da Associação Alemã de Neurologia, o Dr. Evers apresentou suas radiografias e a estatística, mostrando que — ao iniciar a alimentação com frutas e verduras frescas dentro do período de um ano após o aparecimento dos sintomas — 94% dos portadores de esclerose múltipla ficavam curados. O Dr. Evers, falecido em 1975, não utilizava medicamentos, somente alimentação. Em seu livro "Warum Evers-Diät?" (Porque a dieta Evers?), ele afirma: "O sucesso é a melhor prova de que uma teoria está correta". O Dr. Honekamp, diretor clínico de uma clínica psiquiátrica alemã, documentou, em seu livro sobre a cura de doenças mentais com produtos naturais, como conseguiu curar pela alimentação crua, com poucas exceções, os pacientes internados em sua clínica. Entretanto, ele mostrou que a esquizofrenia crônica só pôde ser curada após quatro anos.Tudo foi esquecido até recentemente, quando o físico Fritz Popp descobriu que os nutrientes vivos irradiam fótons. Essas pequenas partículas de luz aparentemente protegem o sistema imunológico e destroem células cancerígenas. Quando aquecemos os alimentos vivos, a irradiação se torna muito forte e depois cessa — os alimentos estão mortos. No livro "Biologie des Lichts" (Biologia da luz), publicado em 1984, ele descreve os princípios da irradiação extremamente fraca das células.Uma enfermeira do hospital da Universidade de Zurique estava morrendo. Anos antes, haviam-lhe retirado um tumor maligno da mama. Mais tarde, apareceram metástases no fígado. Quando o tumor reapareceu por uma terceira vez, após duas quimioterapias, acreditavam que nada mais poderia ser feito. Era Natal e seus amigos vieram despedir-se dela. Uma amiga lhe falou da alimentação crua e logo trouxe frutas e hortaliças frescas. No dia seguinte, a enfermeira já pôde deixar a alta dose de morfina que estava tomando contra as dores e levantar. A cada dia, ficava de pé durante mais tempo.Como podemos explicar este efeito imediato sobre tumores malignos? A pesquisadora em oncologia, Virginia Livingston, de San Diego, EUA, descreve em seu livro "The Conquest of Cancer" (A conquista do câncer) que os alimentos vivos, as frutas e as hortaliças contêm um ácido, um sub-produto da vitamina A, que também é produzido no fígado. Essa substância freia o câncer, mas é sensível ao calor. Cenouras cozidas no vapor só contém 1% a 2% da quantidade do ácido que as cenouras cruas contêm.Recomendo aos pacientes em minha clínica — e eu mesmo me alimento desta forma:Comer apenas o que nasce na natureza. Disso, só comer aquilo que temos vontade, apenas na quantidade que o corpo pede e quando sentimos fome. Consumir os alimentos assim como a natureza nos oferece, sem misturar, sem temperos, sem aquecer. Sempre que possível, comer os alimentos isentos de agrotóxicos e adubos químicos. Como podemos saber se uma fruta é saudável ou prejudicial? Só nosso instinto pode nos dizer isso. Cada ser vivo tem sua voz interior, inclusive as bactérias e os vírus. O ser humano é o único ser vivo que não segue sua voz interior, nós nos achamos superiores. Porém, se não seguimos esta voz, surge o efeito contrário, o vício. O adulto é viciado no fumo, em alimentos desnaturados, cozidos etc. Após um jejum, estes vícios desaparecem. O instinto, a voz interior, está de volta, como em um recém-nascido. Se comemos alimentos cozidos, há um aumento dos glóbulos brancos após a refeição — como se tivéssemos ingerido veneno. Nosso sistema imunológico, neste caso, está ocupado de manhã até a noite enfrentando os tóxicos que introduzimos com a alimentação aquecida, em vez de se defender contra germes e destruir células cancerígenas.Ao dar alimentação cozida para animais selvagens, saudáveis — como fizeram Mac Carrison na Inglaterra e o Prof. Kollath na Alemanha — estes adoecem com nossas doenças da civilização e morrem. Se acrescentamos vitaminas da farmácia, morrem alguns dias mais tarde. Entretanto, se os colocamos em liberdade para que voltem a se nutrir com alimentos vivos, seguindo o seu instinto, eles se recuperam. O mais interessante: animais, antes dóceis, tornam-se agressivos com nossa alimentação desnaturada e se agridem.
Ernst Bauer
sábado, 13 de dezembro de 2008
Quem foi Jesus?
Quem foi Jesus?
Ele não nasceu em Belém, teve vários irmãos e sua morte passou quase despercebida no Império Romano. A história e a arqueologia desencavam o Jesus histórico - um homem bem diferente daquele descrito nos evangelhos
Texto Rodrigo Cavalcante
Foi um dia de trabalho como outro qualquer. Depois da festa da Páscoa do ano 3790 do calendário hebraico, a maioria dos camponeses seguia sua rotina normalmente, assim como os coletores de impostos, os pescadores, os soldados romanos, os carpinteiros, os sacerdotes e as prostitutas. Em Jerusalém, contudo, algumas pessoas deviam estar comentando o tumulto do dia anterior, que resultou na morte de um judeu. Nada que não estivessem acostumados a ouvir. Naquele tempo, a cidade já era palco de conflitos político-religiosos sangrentos e quase sempre algum agitador morria por incitar a rebelião contra os romanos, que governavam a região com o apoio da elite judaica do Templo de Jerusalém. Dessa vez, o fuzuê foi causado por um judeu camponês chamado Yeshua (Jesus em hebraico), que foi aprisionado e condenado à morte por ter desafiado o poder romano e o templo em plena Páscoa. "Se você quisesse chamar a atenção de multidões para as suas idéias, essa era a data ideal", afirma Richard Horsley, professor de ciências da religião na Universidade de Massachusetts e autor do livro Bandidos, Profetas e Messias – Movimentos Populares no Tempo de Jesus. "A festa tinha um forte conteúdo político, já que comemorava a libertação dos hebreus do Egito, que agora estavam sob o domínio dos romanos."
No meio da multidão (imagine a cidade paulista de Aparecida do Norte em dia de peregrinação), pouca gente deve ter se comovido com a prisão e morte de mais um judeu agitador – a não ser um punhado de parentes e amigos pobres. Mas nem eles poderiam imaginar que a cruz em que Jesus pagou sua sentença seria, no futuro, o símbolo mais venerado do mundo. Da Basílica de São Pedro, no Vaticano, à igrejinha da Assembléia de Deus encravada no interior da floresta Amazônica, a cruz se tornou o símbolo de fé para mais de 2 bilhões de pessoas em todo o planeta. Sua morte dividiu, literalmente, a história em antes e depois dele. Mas, afinal, quem foi Jesus?
Pode parecer estranho, mas para os estudiosos há pelo menos dois Jesus. O primeiro, que dispensa apresentações, é o Cristo (o ungido, em grego), cuja história contada pelos 4 evangelistas deixa claro que ele é o enviado de Deus para salvar os homens com a sua morte. Os judeus costumavam sacrificar animais como cordeiros no templo para se purificarem. Ao morrer na cruz, Cristo torna-se o símbolo do cordeiro enviado por Deus para tirar o pecado dos homens e do mundo.
O outro Jesus, já citado no início da matéria, é Yeshua, o homem que morreu sem chamar muita atenção dos cidadãos do Império Romano. Além dos evangelhos – que não podem ser considerados fontes imparciais de sua vida, já que foram escritos por seus seguidores – há apenas uma menção direta a ele citada pelo historiador judeu Flávio Josefo, que escreve sobre sua morte no livro Antiguidades Judaicas, feito provavelmente no fim do século 1.
Para os pesquisadores, essa falta de citações seria um indício da pouca repercussão que Jesus teria tido para os cronistas da época. "Se existisse um grande jornal em Israel no tempo de Jesus, sua morte provavelmente seria noticiada no caderno de polícia, e não na primeira página", diz John Dominic Crossan, professor de estudos religiosos da Universidade de Paulo, em Chicago, EUA. Autor dos livros O Jesus Histórico – A Vida de um Camponês Judeu no Mediterrâneo e Excavating Jesus – Beneath the Stones, Behind the Texts ("Escavando Jesus – Por Baixo das Pedras, por Trás dos Textos", inédito no Brasil), ele diz que a escassez de fontes diretas sobre Jesus não significa que seja impossível recompor a vida do homem de carne e osso – e não apenas do mito – que morreu em Jerusalém. "A interpretação correta dos textos históricos e a arqueologia estão trazendo surpreendentes revelações sobre o Jesus histórico", afirma Crossan.
Uma dessas revelações pode estar contida numa pequena caixa de pedra cor de areia encontrada em Jerusalém com uma inscrição feita em língua e caligrafia de 2 mil anos atrás. Ao lê-la em aramaico, da direita para esquerda, como a maioria das línguas semitas, está escrito inicialmente "Yaákov, bar Yosef", ou seja: Tiago, filho de José. E continua, mais desgastada, "akhui di..." irmão de "Yeshua", Jesus. Isso mesmo. Segundo André Lemaire, especialista em inscrições do período bíblico da Universidade de Sorbonne, em Paris, há uma alta probabilidade de que essa pequena caixa tenha sido usada para guardar os ossos de Tiago (são Tiago, para os católicos), o mesmo do Novo Testamento, já que a possibilidade de que a associação entre esses 3 nomes seja uma referência a outras pessoas é estatisticamente baixa.
Apesar de não ter sido encontrada num sítio arqueológico (como foi comprada por um colecionador num antiquário, os riscos de fraude seriam maiores), ela poderá se tornar a primeira evidência material associada a Jesus. "Caso fique provado que a inscrição é verdadeira, a descoberta levantará uma série de novas questões", diz Crossan. "Vamos ter que nos perguntar, por exemplo, se termos como irmão e pai significam exatamente o mesmo que hoje: pai e irmão de sangue.
Apesar de o Evangelho de São Mateus, no capítulo 13, versículos 55-56, citar: "Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chamava sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas: e suas irmãs não vivem elas todas entre nós?", a Igreja sempre pregou aos fiéis que irmão e irmã, nesse caso, significavam apenas primos ou um forte vínculo de amizade e companheirismo entre todos os que faziam parte de um grupo. "Como esse é um campo cheio de fé e paixões, a busca do Jesus histórico sempre foi um desafio", diz André Chevitarese, professor de história antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos maiores especialistas sobre o tema no país. "Enquanto um religioso conservador ressalta a dimensão espiritual da figura de Jesus, um teólogo da libertação vai buscar nele sua atuação como um revolucionário político."
Mesmo que a diversidade de visões de Jesus seja proporcional ao número de igrejas, correntes e seitas que existem em seu nome, historiadores e arqueólogos estão conseguindo reconstituir como era o mundo em que ele vivia: um retrato fascinante da política, da religião, da economia, da arquitetura e dos hábitos cotidianos que devem ter moldado a vida de um homem bem diferente daquele retratado pelas imagens renascentistas que povoam a imaginação da maioria dos cristãos. A começar pela aparência. Baseados no estudo de crânios de judeus que viviam na região na época, os pesquisadores dizem que a fisionomia de Jesus deveria ser mais próxima da de um árabe moderno. "Em tempos turbulentos como o de hoje, ele provavelmente teria dificuldades de passar pela alfândega de um aeroporto europeu ou americano", diz Chevitarese.
Um presépio diferente
Imagine que neste Natal você pudesse entrar numa máquina do tempo para visitar Jesus recém-nascido. Se isso fosse possível, você teria algumas surpresas. Ao programar a engenhoca para o ano zero, provavelmente você iria se deparar com um menino de 4 anos. É que Jesus deve ter nascido no ano 4 a.C. – o calendário romano-cristão teria um erro de cerca de 4 anos. Tampouco adiantaria chegar a Belém no dia 25 de dezembro. Em primeiro lugar, porque ninguém sabe o dia e a data em que Jesus nasceu. O mês de dezembro foi fixado pela Igreja no ano 525 porque era a mesma época das festas pagãs de Roma. E o segundo problema é que provavelmente Jesus não nasceu em Belém. "Há quase um consenso entre os historiadores de que Jesus nasceu em Nazaré", diz o padre Jaldemir Vitório, pesquisador do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte.
Então por que o evangelho de Mateus diz que o nascimento foi em Belém? Vitório explica que o texto segue o gênero literário conhecido por midrash. Basicamente, o midrash é um forma de contar a história da vida de alguém usando como pano de fundo a biografia de outras personalidades históricas. No caso de Jesus, ele explica, a referência a Belém é feita para associá-lo ao rei Davi do Antigo Testamento – que, segundo a tradição, teria nascido lá. Mas as associações não parariam por aí. Assim como o nascimento em Belém, a terrível execução de recém-nascidos ordenada por Herodes e a fuga de Maria e José para o Egito também teriam sido uma "licença poética do texto", dessa vez para simbolizar que Jesus é o novo Moisés – já que essa narrativa é bem semelhante ao que se contava da vida do patriarca bíblico. "Isso não foi uma criação maquiavélica para glorificar Jesus, era apenas o estilo literário da época", diz Vitório.
Mas se essas passagens são representações e não fatos históricos, o que um viajante no tempo encontraria de semelhante às imagens estampadas nos cartões de Natal de hoje? "Jesus deve ter nascido numa casa de camponeses extremamente pobres, cercada de animais", diz Gabriele Cornelli, professor de teologia e filosofia da Universidade Metodista de São Paulo. "Cresceu numa das regiões mais pobres e turbulentas daquela época."
Um judeu pobre da Galiléia
Um vilarejo de trabalhadores rurais numa encosta de serra com, no máximo, 400 habitantes. Segundo os arqueólogos, essa era a cidade de Nazaré no tempo de Jesus. De tão pequena, a vila praticamente não é citada nos documentos da época. "As escavações arqueológicas na cidade não encontraram nenhuma construção importante que datasse do tempo de Jesus", diz o historiador John Dominic Crossan. "Em compensação, foram encontradas pequenas prensas de azeitonas para a fabricação de azeite, prensas de uvas para vinho, cisternas de água, porões para armazenar grãos e outros indícios de uma vida agrária de subsistência."
A casa em que Jesus cresceu devia ter chão de terra batida, teto de estrados de madeira cobertos com palha e muros de pedras empilhadas com barro, lama ou até uma mistura de esterco e palha para fazer o isolamento. Ao entrar na casa, talvez alguém lhe oferecesse água tirada de uma cisterna servida num dos muitos vasilhames de pedra e barro achados pelos arqueólogos na região – a água era preciosa, já que a chuva era escassa. Para comer, havia pão, azeitona, azeite e vinho e um pouco de lentilhas refogadas com alguns outros vegetais sazonais, servido às vezes no pão (que você deve conhecer como pão árabe). Com sorte, nozes, frutas, queijo e iogurte eram complementos bem-vindos, além de um peixe salgado vez ou outra. Segundo os arqueólogos, a carne era rara, reservada apenas para celebrações especiais.
Para garantir o sustento, as famílias precisavam ter vários filhos que ajudassem no duro trabalho no campo. "É pouco provável que Jesus tenha sido filho único", diz o historiador Gabriele Cornelli. "Assim como um menino de roça que vive em comunidades pobres no interior, ele deve ter crescido cercado de irmãos." Mesmo pesquisadores católicos como o padre John P. Meier, autor dos 4 volumes da série Um Judeu Marginal, sobre o Jesus histórico, dizem que é praticamente insustentável o argumento de que, no Novo Testamento, "irmão" poderia significar "primo". "A palavra grega adelphos, usada para designar irmão, provavelmente foi usada no sentido literal", diz Meier. Sua conclusão reforça ainda mais as chances de que o ossário atribuído a são Tiago, suposto irmão de Jesus, possa ser verdadeiro.
E quanto à profissão de Jesus? O historiador Gabriele Cornelli diz que, baseado nas parábolas atribuídas a ele, é muito provável que Jesus tenha sido um camponês. Mas José não era carpinteiro e seu filho não o teria seguido na profissão? O professor de ciências da religião Pedro Lima Vasconcellos, da PUC de São Paulo, diz que a palavra carpinteiro (tekton) usada no Novo Testamento pode significar também "biscateiro", no sentido de uma classe inferior que faz serviços manuais diversos. Uma das hipóteses é a de que Jesus pode ter trabalhado no campo e, eventualmente, atuado em algumas obras de construção civil. Os arqueólogos descobriram que, a apenas 6 quilômetros de Nazaré, vários edifícios em estilo greco-romano estavam sendo construídos na cidade de Séforis. "É possível que Jesus tenha trabalhado lá", diz Vasconcellos. A construção era apenas uma das várias obras que estavam sendo erguidas por Herodes Antipas, governante da Galiléia.
Além das intervenções em Séforis, os edifícios construídos nas cidades de Tiberíades e Cesaréia Marítima (o nome foi dado em homenagem ao imperador Júlio César) tornavam a região cada vez mais parecida com as cidades romanas. "O problema é que todas essas obras representavam um fardo a mais aos camponeses pobres, que já pagavam muitos impostos", diz o historiador Richard Horsley. "Não é à toa que surgiram nesse período vários movimentos populares de contestação ao poder romano, do qual Jesus era mais um representante."
Messias de um novo reino
No governo de Herodes Antipas (4 a.C. a 39 d.C.), enormes palácios foram construídos na Galiléia, muitos para abrigar a elite judaica que dominava os judeus pobres na região. O esquema de poder na Galiléia, assim como em outras regiões de Israel, funcionava num sistema de clientela: para reinar, Herodes contava com o apoio precioso dos romanos. Estes, por sua vez, exigiam que ele recolhesse impostos para Roma e se responsabilizasse pela repressão de qualquer contestação ao poder imperial. Sob essas condições, Roma permitia que os judeus cultuassem o seu Deus único, Javé, em vez de celebrarem as várias divindades que povoavam o panteão romano. Estando bom para ambas as partes, o equilíbrio de poder era mantido. "O problema é que apenas os romanos e uma elite sacerdotal judaica eram beneficiados", diz André Chevitarese. "A maioria dos judeus tinha que trabalhar cada vez mais para sustentar essas duas classes."
Ninguém sabe ao certo até que ponto Jesus começou a sua pregação motivado por esse sentimento de injustiça social. Até mesmo porque a tentativa de retratá-lo como um revolucionário político (e não um líder espiritual) parece fazer pouco sentido considerando-se a época em que ele viveu. "Essa distinção de uma consciência política separada da espiritualidade é uma invenção dos pensadores ocidentais modernos, como Maquiavel", diz Chevitarese. "Para os movimentos apocalípticos de então, o modelo de sociedade perfeita é o Reino de Deus, algo que para essas pessoas estava prestes a se concretizar."
Os estudiosos dizem que há uma dificuldade natural de quem vive nas sociedades modernas de entender a verdadeira dimensão da palavra apocalipse na época de Jesus. "Algumas pessoas hoje entendem o apocalipse como um futuro distante, o fim dos tempos que chegará somente quando todos estiverem mortos", diz Paulo Nogueira, professor de literatura do cristianismo primitivo da Universidade Metodista de São Paulo. "Na época de Jesus, os movimentos apocalípticos viam esse futuro como algo para daqui a alguns dias, quando o Reino dos Céus fosse se sobrepor ao Reino da Terra." Era preciso se preparar logo.
Para os judeus pobres, estava claro que o tal reino terrestre prestes a ruir era aquele formado por Roma, pelos governantes locais e pela elite judaica representada pelo suntuoso Templo de Jerusalém. E como as pessoas deveriam se preparar para o advento do novo reino? Um bom começo era ouvir as profecias de um dos mais conhecidos pregadores da época: João Batista. "Naquele tempo, a figura de João era mais importante do que a de Jesus, que somente se tornou uma ameaça a Roma depois da crucificação", diz o historiador John Dominic Crossan. Depois de ouvir suas profecias, as pessoas podiam se preparar para a chegada da nova era submetendo-se a um ritual de imersão na água. Esse ritual é o famoso batismo. "Ao entrar e sair da água, as pessoas sentiam-se como se estivessem deixando para trás os pecados e renascendo purificadas para o novo reino de Deus", diz Nogueira.
A maioria dos historiadores acredita que João Batista, de fato, deve ter batizado Jesus adulto. "Não deve ter sido fácil para os evangelistas explicar por que o messias foi batizado, já que, como enviado de Deus, ele é que devia batizar os outros", diz André Chevitarese. Mas ele explica que o evangelho logo "resolve" a polêmica ao narrar que, precisamente na hora do batismo, a pomba do Espírito Santo aparece sobre Jesus e João Batista diz que ele é que deveria ser batizado.
"As fontes que estão nos ajudando a compreender esses movimentos apocalípticos são os Manuscritos do Mar Morto", diz Paulo Nogueira. Descobertos em 1947, os manuscritos foram encontrados no convento de Qumran, uma espécie de condomínio de cavernas habitado pelos essênios, grupos de judeus que viviam como monges seguindo uma rígida disciplina de orações e uma dieta rigorosa. "Apesar de não revelarem nada diretamente sobre Jesus, eles mostram como os cultos apocalípticos já estavam disseminados nessa época", diz Nogueira. Há até quem defenda a hipótese de que Jesus tenha tido uma ligação direta com os essênios. Do que os crentes e céticos parecem não ter dúvida é que o batismo de João Batista foi um divisor de águas na vida de Jesus. A partir dali, ele teria se retirado para o deserto para depois dar início à trajetória de sermões e milagres que o levaria à cruz.
Milagres subversivos
Se os historiadores e arqueólogos estão conseguindo reconstituir o ambiente em que Jesus viveu, tudo muda da água para o vinho quando o assunto são os milagres. Afinal, como um pesquisador pode estudar objetivamente feitos considerados sobrenaturais? Uma moda no passado (que até hoje tem adeptos nos EUA) foi a tentativa de explicar a origem de alguns desses fenômenos como tendo causas naturais. Você provavelmente conhece algumas dessas teses: a estrela de Davi no nascimento de Jesus era na verdade o cometa Halley, Lázaro foi ressuscitado por Cristo porque estava em coma... "Explicações desse tipo conseguem às vezes ser mais absurdas do que o próprio milagre", diz André Chevitarese.
Os pesquisadores sabem que no tempo de Jesus a doença estava associada à impureza. "A grande preocupação da lei judaica, já prevista em textos como o Levítico, era demarcar o que é puro e o que não é puro", diz Manuel Fernando Queiroz dos Santos Júnior, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP. "E as doenças de pele, as mais visíveis, logo eram associadas à impureza espiritual." Especialista em hanseníase, o professor diz que o que a Bíblia chama de lepra servia para nomear, na verdade, todas as doenças de pele na época, de eczemas a micoses. "Quem lê a Bíblia sem atentar para esse detalhe tem a impressão errônea de que existia uma verdadeira epidemia da doença na época de Jesus." Por causa desse erro, os leprosos foram segregados por séculos como portadores de uma doença impura e terrível. Segundo os historiadores, essa associação perversa entre doença e impureza (ou pecado) terminava favorecendo a elite judaica do Templo de Jerusalém. "Afinal, para se curar, o doente tinha que pagar mais taxas e oferecer mais sacrifícios no templo", diz Crossan. "Isso gerava para o doente um ciclo interminável de sofrimento e dívidas." O templo era comandado por uma casta sacerdotal que detinha o monopólio de conduzir os fiéis aos rituais de purificação – que, na época, incluíam o sacrifício de animais como cordeiros (quem não tinha posses para tanto podia sacrificar uma pomba branca comprada no mercado do templo, o que garantia uns trocados aos sacerdotes).
Imagine agora o mal-estar que os sacerdotes deviam sentir ao ouvir relatos de que, com um simples toque, um judeu pobre da Galiléia andava curando doentes, declarando, com esse gesto, que a pessoa estava livre dos pecados. "Hoje é difícil de entender como um ato desses era radicalmente subversivo", diz Richard Horsley. Ele diz que Jesus não estava só. "Uma série de outros curandeiros também usavam esse ritual para desafiar o poder do templo naquela época", diz o historiador.
Como Jesus conseguia curar as pessoas? Poucos se arriscam a dar palpites. O certo é que, ao se misturar com doentes, mendigos, gentios, prostitutas, enfim, toda classe de pessoas que eram consideradas impuras, Jesus incomodou a maioria dos grupos judaicos da época. Entre esses incomodados se incluíam os fariseus, membros de uma escola religiosa que insistia na completa separação entre os judeus e os gentios (fariseu quer dizer "o que está separado"). Eram provavelmente hostis a Jesus e não deviam entender por que ele comia na mesma mesa dos "impuros". Jesus provavelmente também não agradou aos saduceus, judeus que não acreditavam na imortalidade da alma nem nos anjos, muito menos nos milagres de Jesus. "Seu estilo de ensinar e de viver desagradou muitos judeus, que o colocaram à margem do judaísmo palestino", diz John P. Meier, no livro Um Judeu Marginal.
A escolaridade de Jesus é outro ponto polêmico. Para muitos, ele era analfabeto. "Somente uma ínfima parcela da população que trabalhava para os governantes sabia ler e escrever", diz Richard Horsley. "Não acredito que ele fizesse parte dessa parcela." Então, como explicar o trecho do evangelho que o retrata lendo numa sinagoga? "A palavra ler no evangelho pode significar recitar", diz Horsley. Juan Arias, autor do livro Jesus, Esse Grande Desconhecido, discorda. "Apesar de ter vindo de uma família muito pobre, é difícil imaginar que as discussões polêmicas que ele teve com seus contemporâneos possam ter sido feitas por um homem que não sabia ler", diz Arias. Mesmo que não tenha sido analfabeto, o judeu pobre da Galiléia não deve ter chamado a atenção da elite intelectual que vivia na época. A não ser, talvez, pelos tumultos que ele deve ter causado quando resolveu pregar diretamente na cidade de Jerusalém.
De Jesus a Cristo
Imagine Nova York como o centro espiritual do mundo muçulmano. Ou mesmo a Basílica de São Pedro, no Vaticano, transformada numa mesquita dedicada ao profeta Maomé. Improvável, não? "Foi algo dessas proporções que aconteceu com a expansão do cristianismo", diz André Chevitarese. "Em cerca de 3 séculos, a crença de uns poucos seguidores se tornou a religião oficial do Império Romano, o mesmo império que havia ordenado a sua morte." Como isso ocorreu?
Para os cristãos, a resposta é bastante simples: Jesus ressuscitou. Essa seria a evidência de que o homem crucificado não era, afinal, apenas um homem, e sim Cristo, o Messias esperado havia muito tempo pelos judeus. Mas como entender a ressurreição? "Nenhum outro tipo de milagre se choca mais com a mentalidade cética da moderna cultura ocidental", diz John Meier. Para ele, ficar especulando sobre o que aconteceu com o corpo de Jesus é inútil. "A essência da crença na ressurreição é que, ao morrer, Jesus ascendeu em sua humanidade à presença de Deus", diz Meier. "Descobrir qual a ligação dessa humanidade com o seu corpo físico não é matéria dos historiadores."
Mas, se a ressurreição é uma questão de fé e não de história, os estudiosos estão pelo menos conseguindo esclarecer detalhes sobre o terrível momento que a teria antecedido: a crucificação. Tudo começou em 1968, quando foi descoberto na região de Giv’at há-Mivtar, no nordeste de Jerusalém, o único esqueleto de um crucificado conhecido pela ciência. Após a análise do corpo, concluiu-se que os braços não foram pregados, mas amarrados na cruz. Já as pernas foram colocadas em ambos os lados da base vertical de madeira, com pregos segurando os calcanhares. "Uma revelação surpreendente sobre a morte na cruz não surgiu da descoberta de esqueletos, mas da falta deles", diz Pedro Lima Vasconcellos, da PUC de São Paulo. "Afinal, se centenas e até milhares de pessoas foram crucificadas na época, por que apenas um esqueleto foi encontrado?"
O historiador John Dominic Crossan diz que há uma razão terrível para isso: "As 3 penas romanas supremas eram morrer na cruz, no fogo e entregue às feras", diz Crossan. "O que as tornava supremas não era a sua crueldade desumana ou sua desonra pública, mas o fato de que não podia restar nada para ser enterrado no final." No caso da crucificação, o corpo era exposto aos abutres e aos cães comedores de carniça. Como um ato de terrorismo de Estado, a extinção do cadáver também tinha como vantagem para as autoridades evitar que o túmulo do condenado se tornasse local de culto e resistência.
Mesmo que ninguém saiba o que ocorreu após a morte de Jesus (alguns historiadores acham razoável que a família e os amigos pudessem ter reivindicado o seu corpo), o fato é que seus seguidores passaram a relatar suas aparições. "Não se deve subestimar o poder dessas experiências em nome do racionalismo", diz Paulo Nogueira, professor da Universidade Metodista de São Paulo. "Afinal, as pessoas tinham visões, entravam em transe. É uma simplificação, por exemplo, ficar tentando encontrar razões sociológicas para explicar a experiência mística responsável pela conversão de Paulo."
Nascido na cidade de Tarso, na atual Turquia, Paulo (são Paulo, para os católicos) talvez seja o homem que, sozinho, fez mais pela expansão do cristianismo que qualquer outro dos seguidores de Jesus. O curioso é que, antes de se converter, ele era uma espécie de agente policial encarregado de perseguir os cristãos. "Sua conversão foi tão surpreendente na época como seria hoje ver um embaixador israelense se converter à causa palestina", diz Monica Selvatici, historiadora da Universidade Metodista de São Paulo. "Suas idéias terminaram afastando o cristianismo do judaísmo da época."
Ela explica que, depois da morte de Jesus, não havia uma distinção clara entre judeus e cristãos. "Os seguidores de Jesus eram apenas judeus que defendiam a tese de que ele era o Messias, ao contrário daqueles que não o reconheciam como tal", diz Mônica. Como falava grego muito bem e foi um dos cristãos que mais viajaram, ele discordava dos judeus-cristãos que defendiam a tese de que os gentios convertidos tinham que seguir rigorosamente a lei judaica. Em suas cartas (epístolas), são famosas as polêmicas travadas com Tiago (são Tiago, para os católicos), suposto irmão de Jesus, que teria sido um defensor de um cristianismo mais fiel ao judaísmo. Mas a idéia central de Paulo, resumida na frase de que "o verdadeiro cristão se justifica pela fé e não pelos trabalhos da lei", acabou prevalecendo. Os gentios podiam agora se converter sem tantos empecilhos e o cristianismo ganhou novas fronteiras. "Paulo ajudou a tirar de Jesus a imagem de um Messias para o povo hebreu, transformando-o num salvador de todos os povos", diz Mônica. "Jesus deixou de ser um fenômeno regional para ganhar um caráter universal."
Mas o que levaria um cidadão romano a trocar os seus deuses para cultuar um judeu da Galiléia? "O cristianismo trouxe uma idéia de salvação da alma que não existia na religião romana", diz Pedro Paulo Funari, professor de história e arqueologia da Unicamp. "A religião romana tinha um aspecto formal, público, pouco ligado às inquietações da vida depois da morte". Mas Funari explica que, apesar do formalismo das crenças romanas, a idéia de salvação da alma já estava difundida na população pela influência de algumas religiões orientais, como o culto a Íris e Osíris, do Egito. "Isso deve ter facilitado ainda mais a expansão do cristianismo em Roma", diz Funari.
O ápice dessa expansão se deu quando o imperador romano Constantino converteu-se ao cristianismo, no século 4. Ninguém sabe ao certo se ele foi motivado mais por dilemas espirituais do que razões políticas (afinal, ao se converter, ele pôde contar com o apoio dos cristãos e com a estrutura de uma Igreja já bem organizada.)
O certo é que, alguns séculos depois, a cruz, imagem brutal da sua crucificação, foi usada para invocar a guerra e a paz entre os povos. E Yeshua, o judeu pobre que morreu praticamente despercebido durante a Páscoa em Jerusalém, já era conhecido por boa parte do mundo como o Cristo. O mesmo Cristo cujo nascimento passou a ser celebrado todos os anos, no mês de dezembro, no dia de Natal.
O Jesus Histórico - John Dominic Crossan, Imago, 1994
Excavating Jesus - John Dominic Crossan & Jonathan L. Reed, Harper San Francisco, 2001
Jesus, uma Biografia Revolucionária - John Dominic Crossan, Imago, 1995
Jesus As a Figure in History - Mark Allan Powell, Westminster John Knox Press, 1998
Um Judeu Marginal - John P. Meier, Imago,1993 (série em 4 volumes)
Bandidos, Profetas e Messias - Movimentos Populares no Tempo de Jesus Richar A. Horsley, John S. Hanson, Paulus, 1995
Jesus, Esse Grande Desconhecido - Juan Arias, Objetiva, 2001
Cristo – Uma Crise na Vida de Deus - Jack Miles, Companhia das Letras, 2002
Os Homens da Bíblia - André Chouraqui, Companhia das Letras, 1990
História da Vida Privada – Do Império Romano ao Ano Mil - Philippe Ariès e Georges Duby (org.), Companhia das Letras, 1992
Bíblia de Jerusalém - Paulus, 2002
Ele não nasceu em Belém, teve vários irmãos e sua morte passou quase despercebida no Império Romano. A história e a arqueologia desencavam o Jesus histórico - um homem bem diferente daquele descrito nos evangelhos
Texto Rodrigo Cavalcante
Foi um dia de trabalho como outro qualquer. Depois da festa da Páscoa do ano 3790 do calendário hebraico, a maioria dos camponeses seguia sua rotina normalmente, assim como os coletores de impostos, os pescadores, os soldados romanos, os carpinteiros, os sacerdotes e as prostitutas. Em Jerusalém, contudo, algumas pessoas deviam estar comentando o tumulto do dia anterior, que resultou na morte de um judeu. Nada que não estivessem acostumados a ouvir. Naquele tempo, a cidade já era palco de conflitos político-religiosos sangrentos e quase sempre algum agitador morria por incitar a rebelião contra os romanos, que governavam a região com o apoio da elite judaica do Templo de Jerusalém. Dessa vez, o fuzuê foi causado por um judeu camponês chamado Yeshua (Jesus em hebraico), que foi aprisionado e condenado à morte por ter desafiado o poder romano e o templo em plena Páscoa. "Se você quisesse chamar a atenção de multidões para as suas idéias, essa era a data ideal", afirma Richard Horsley, professor de ciências da religião na Universidade de Massachusetts e autor do livro Bandidos, Profetas e Messias – Movimentos Populares no Tempo de Jesus. "A festa tinha um forte conteúdo político, já que comemorava a libertação dos hebreus do Egito, que agora estavam sob o domínio dos romanos."
No meio da multidão (imagine a cidade paulista de Aparecida do Norte em dia de peregrinação), pouca gente deve ter se comovido com a prisão e morte de mais um judeu agitador – a não ser um punhado de parentes e amigos pobres. Mas nem eles poderiam imaginar que a cruz em que Jesus pagou sua sentença seria, no futuro, o símbolo mais venerado do mundo. Da Basílica de São Pedro, no Vaticano, à igrejinha da Assembléia de Deus encravada no interior da floresta Amazônica, a cruz se tornou o símbolo de fé para mais de 2 bilhões de pessoas em todo o planeta. Sua morte dividiu, literalmente, a história em antes e depois dele. Mas, afinal, quem foi Jesus?
Pode parecer estranho, mas para os estudiosos há pelo menos dois Jesus. O primeiro, que dispensa apresentações, é o Cristo (o ungido, em grego), cuja história contada pelos 4 evangelistas deixa claro que ele é o enviado de Deus para salvar os homens com a sua morte. Os judeus costumavam sacrificar animais como cordeiros no templo para se purificarem. Ao morrer na cruz, Cristo torna-se o símbolo do cordeiro enviado por Deus para tirar o pecado dos homens e do mundo.
O outro Jesus, já citado no início da matéria, é Yeshua, o homem que morreu sem chamar muita atenção dos cidadãos do Império Romano. Além dos evangelhos – que não podem ser considerados fontes imparciais de sua vida, já que foram escritos por seus seguidores – há apenas uma menção direta a ele citada pelo historiador judeu Flávio Josefo, que escreve sobre sua morte no livro Antiguidades Judaicas, feito provavelmente no fim do século 1.
Para os pesquisadores, essa falta de citações seria um indício da pouca repercussão que Jesus teria tido para os cronistas da época. "Se existisse um grande jornal em Israel no tempo de Jesus, sua morte provavelmente seria noticiada no caderno de polícia, e não na primeira página", diz John Dominic Crossan, professor de estudos religiosos da Universidade de Paulo, em Chicago, EUA. Autor dos livros O Jesus Histórico – A Vida de um Camponês Judeu no Mediterrâneo e Excavating Jesus – Beneath the Stones, Behind the Texts ("Escavando Jesus – Por Baixo das Pedras, por Trás dos Textos", inédito no Brasil), ele diz que a escassez de fontes diretas sobre Jesus não significa que seja impossível recompor a vida do homem de carne e osso – e não apenas do mito – que morreu em Jerusalém. "A interpretação correta dos textos históricos e a arqueologia estão trazendo surpreendentes revelações sobre o Jesus histórico", afirma Crossan.
Uma dessas revelações pode estar contida numa pequena caixa de pedra cor de areia encontrada em Jerusalém com uma inscrição feita em língua e caligrafia de 2 mil anos atrás. Ao lê-la em aramaico, da direita para esquerda, como a maioria das línguas semitas, está escrito inicialmente "Yaákov, bar Yosef", ou seja: Tiago, filho de José. E continua, mais desgastada, "akhui di..." irmão de "Yeshua", Jesus. Isso mesmo. Segundo André Lemaire, especialista em inscrições do período bíblico da Universidade de Sorbonne, em Paris, há uma alta probabilidade de que essa pequena caixa tenha sido usada para guardar os ossos de Tiago (são Tiago, para os católicos), o mesmo do Novo Testamento, já que a possibilidade de que a associação entre esses 3 nomes seja uma referência a outras pessoas é estatisticamente baixa.
Apesar de não ter sido encontrada num sítio arqueológico (como foi comprada por um colecionador num antiquário, os riscos de fraude seriam maiores), ela poderá se tornar a primeira evidência material associada a Jesus. "Caso fique provado que a inscrição é verdadeira, a descoberta levantará uma série de novas questões", diz Crossan. "Vamos ter que nos perguntar, por exemplo, se termos como irmão e pai significam exatamente o mesmo que hoje: pai e irmão de sangue.
Apesar de o Evangelho de São Mateus, no capítulo 13, versículos 55-56, citar: "Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chamava sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas: e suas irmãs não vivem elas todas entre nós?", a Igreja sempre pregou aos fiéis que irmão e irmã, nesse caso, significavam apenas primos ou um forte vínculo de amizade e companheirismo entre todos os que faziam parte de um grupo. "Como esse é um campo cheio de fé e paixões, a busca do Jesus histórico sempre foi um desafio", diz André Chevitarese, professor de história antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos maiores especialistas sobre o tema no país. "Enquanto um religioso conservador ressalta a dimensão espiritual da figura de Jesus, um teólogo da libertação vai buscar nele sua atuação como um revolucionário político."
Mesmo que a diversidade de visões de Jesus seja proporcional ao número de igrejas, correntes e seitas que existem em seu nome, historiadores e arqueólogos estão conseguindo reconstituir como era o mundo em que ele vivia: um retrato fascinante da política, da religião, da economia, da arquitetura e dos hábitos cotidianos que devem ter moldado a vida de um homem bem diferente daquele retratado pelas imagens renascentistas que povoam a imaginação da maioria dos cristãos. A começar pela aparência. Baseados no estudo de crânios de judeus que viviam na região na época, os pesquisadores dizem que a fisionomia de Jesus deveria ser mais próxima da de um árabe moderno. "Em tempos turbulentos como o de hoje, ele provavelmente teria dificuldades de passar pela alfândega de um aeroporto europeu ou americano", diz Chevitarese.
Um presépio diferente
Imagine que neste Natal você pudesse entrar numa máquina do tempo para visitar Jesus recém-nascido. Se isso fosse possível, você teria algumas surpresas. Ao programar a engenhoca para o ano zero, provavelmente você iria se deparar com um menino de 4 anos. É que Jesus deve ter nascido no ano 4 a.C. – o calendário romano-cristão teria um erro de cerca de 4 anos. Tampouco adiantaria chegar a Belém no dia 25 de dezembro. Em primeiro lugar, porque ninguém sabe o dia e a data em que Jesus nasceu. O mês de dezembro foi fixado pela Igreja no ano 525 porque era a mesma época das festas pagãs de Roma. E o segundo problema é que provavelmente Jesus não nasceu em Belém. "Há quase um consenso entre os historiadores de que Jesus nasceu em Nazaré", diz o padre Jaldemir Vitório, pesquisador do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte.
Então por que o evangelho de Mateus diz que o nascimento foi em Belém? Vitório explica que o texto segue o gênero literário conhecido por midrash. Basicamente, o midrash é um forma de contar a história da vida de alguém usando como pano de fundo a biografia de outras personalidades históricas. No caso de Jesus, ele explica, a referência a Belém é feita para associá-lo ao rei Davi do Antigo Testamento – que, segundo a tradição, teria nascido lá. Mas as associações não parariam por aí. Assim como o nascimento em Belém, a terrível execução de recém-nascidos ordenada por Herodes e a fuga de Maria e José para o Egito também teriam sido uma "licença poética do texto", dessa vez para simbolizar que Jesus é o novo Moisés – já que essa narrativa é bem semelhante ao que se contava da vida do patriarca bíblico. "Isso não foi uma criação maquiavélica para glorificar Jesus, era apenas o estilo literário da época", diz Vitório.
Mas se essas passagens são representações e não fatos históricos, o que um viajante no tempo encontraria de semelhante às imagens estampadas nos cartões de Natal de hoje? "Jesus deve ter nascido numa casa de camponeses extremamente pobres, cercada de animais", diz Gabriele Cornelli, professor de teologia e filosofia da Universidade Metodista de São Paulo. "Cresceu numa das regiões mais pobres e turbulentas daquela época."
Um judeu pobre da Galiléia
Um vilarejo de trabalhadores rurais numa encosta de serra com, no máximo, 400 habitantes. Segundo os arqueólogos, essa era a cidade de Nazaré no tempo de Jesus. De tão pequena, a vila praticamente não é citada nos documentos da época. "As escavações arqueológicas na cidade não encontraram nenhuma construção importante que datasse do tempo de Jesus", diz o historiador John Dominic Crossan. "Em compensação, foram encontradas pequenas prensas de azeitonas para a fabricação de azeite, prensas de uvas para vinho, cisternas de água, porões para armazenar grãos e outros indícios de uma vida agrária de subsistência."
A casa em que Jesus cresceu devia ter chão de terra batida, teto de estrados de madeira cobertos com palha e muros de pedras empilhadas com barro, lama ou até uma mistura de esterco e palha para fazer o isolamento. Ao entrar na casa, talvez alguém lhe oferecesse água tirada de uma cisterna servida num dos muitos vasilhames de pedra e barro achados pelos arqueólogos na região – a água era preciosa, já que a chuva era escassa. Para comer, havia pão, azeitona, azeite e vinho e um pouco de lentilhas refogadas com alguns outros vegetais sazonais, servido às vezes no pão (que você deve conhecer como pão árabe). Com sorte, nozes, frutas, queijo e iogurte eram complementos bem-vindos, além de um peixe salgado vez ou outra. Segundo os arqueólogos, a carne era rara, reservada apenas para celebrações especiais.
Para garantir o sustento, as famílias precisavam ter vários filhos que ajudassem no duro trabalho no campo. "É pouco provável que Jesus tenha sido filho único", diz o historiador Gabriele Cornelli. "Assim como um menino de roça que vive em comunidades pobres no interior, ele deve ter crescido cercado de irmãos." Mesmo pesquisadores católicos como o padre John P. Meier, autor dos 4 volumes da série Um Judeu Marginal, sobre o Jesus histórico, dizem que é praticamente insustentável o argumento de que, no Novo Testamento, "irmão" poderia significar "primo". "A palavra grega adelphos, usada para designar irmão, provavelmente foi usada no sentido literal", diz Meier. Sua conclusão reforça ainda mais as chances de que o ossário atribuído a são Tiago, suposto irmão de Jesus, possa ser verdadeiro.
E quanto à profissão de Jesus? O historiador Gabriele Cornelli diz que, baseado nas parábolas atribuídas a ele, é muito provável que Jesus tenha sido um camponês. Mas José não era carpinteiro e seu filho não o teria seguido na profissão? O professor de ciências da religião Pedro Lima Vasconcellos, da PUC de São Paulo, diz que a palavra carpinteiro (tekton) usada no Novo Testamento pode significar também "biscateiro", no sentido de uma classe inferior que faz serviços manuais diversos. Uma das hipóteses é a de que Jesus pode ter trabalhado no campo e, eventualmente, atuado em algumas obras de construção civil. Os arqueólogos descobriram que, a apenas 6 quilômetros de Nazaré, vários edifícios em estilo greco-romano estavam sendo construídos na cidade de Séforis. "É possível que Jesus tenha trabalhado lá", diz Vasconcellos. A construção era apenas uma das várias obras que estavam sendo erguidas por Herodes Antipas, governante da Galiléia.
Além das intervenções em Séforis, os edifícios construídos nas cidades de Tiberíades e Cesaréia Marítima (o nome foi dado em homenagem ao imperador Júlio César) tornavam a região cada vez mais parecida com as cidades romanas. "O problema é que todas essas obras representavam um fardo a mais aos camponeses pobres, que já pagavam muitos impostos", diz o historiador Richard Horsley. "Não é à toa que surgiram nesse período vários movimentos populares de contestação ao poder romano, do qual Jesus era mais um representante."
Messias de um novo reino
No governo de Herodes Antipas (4 a.C. a 39 d.C.), enormes palácios foram construídos na Galiléia, muitos para abrigar a elite judaica que dominava os judeus pobres na região. O esquema de poder na Galiléia, assim como em outras regiões de Israel, funcionava num sistema de clientela: para reinar, Herodes contava com o apoio precioso dos romanos. Estes, por sua vez, exigiam que ele recolhesse impostos para Roma e se responsabilizasse pela repressão de qualquer contestação ao poder imperial. Sob essas condições, Roma permitia que os judeus cultuassem o seu Deus único, Javé, em vez de celebrarem as várias divindades que povoavam o panteão romano. Estando bom para ambas as partes, o equilíbrio de poder era mantido. "O problema é que apenas os romanos e uma elite sacerdotal judaica eram beneficiados", diz André Chevitarese. "A maioria dos judeus tinha que trabalhar cada vez mais para sustentar essas duas classes."
Ninguém sabe ao certo até que ponto Jesus começou a sua pregação motivado por esse sentimento de injustiça social. Até mesmo porque a tentativa de retratá-lo como um revolucionário político (e não um líder espiritual) parece fazer pouco sentido considerando-se a época em que ele viveu. "Essa distinção de uma consciência política separada da espiritualidade é uma invenção dos pensadores ocidentais modernos, como Maquiavel", diz Chevitarese. "Para os movimentos apocalípticos de então, o modelo de sociedade perfeita é o Reino de Deus, algo que para essas pessoas estava prestes a se concretizar."
Os estudiosos dizem que há uma dificuldade natural de quem vive nas sociedades modernas de entender a verdadeira dimensão da palavra apocalipse na época de Jesus. "Algumas pessoas hoje entendem o apocalipse como um futuro distante, o fim dos tempos que chegará somente quando todos estiverem mortos", diz Paulo Nogueira, professor de literatura do cristianismo primitivo da Universidade Metodista de São Paulo. "Na época de Jesus, os movimentos apocalípticos viam esse futuro como algo para daqui a alguns dias, quando o Reino dos Céus fosse se sobrepor ao Reino da Terra." Era preciso se preparar logo.
Para os judeus pobres, estava claro que o tal reino terrestre prestes a ruir era aquele formado por Roma, pelos governantes locais e pela elite judaica representada pelo suntuoso Templo de Jerusalém. E como as pessoas deveriam se preparar para o advento do novo reino? Um bom começo era ouvir as profecias de um dos mais conhecidos pregadores da época: João Batista. "Naquele tempo, a figura de João era mais importante do que a de Jesus, que somente se tornou uma ameaça a Roma depois da crucificação", diz o historiador John Dominic Crossan. Depois de ouvir suas profecias, as pessoas podiam se preparar para a chegada da nova era submetendo-se a um ritual de imersão na água. Esse ritual é o famoso batismo. "Ao entrar e sair da água, as pessoas sentiam-se como se estivessem deixando para trás os pecados e renascendo purificadas para o novo reino de Deus", diz Nogueira.
A maioria dos historiadores acredita que João Batista, de fato, deve ter batizado Jesus adulto. "Não deve ter sido fácil para os evangelistas explicar por que o messias foi batizado, já que, como enviado de Deus, ele é que devia batizar os outros", diz André Chevitarese. Mas ele explica que o evangelho logo "resolve" a polêmica ao narrar que, precisamente na hora do batismo, a pomba do Espírito Santo aparece sobre Jesus e João Batista diz que ele é que deveria ser batizado.
"As fontes que estão nos ajudando a compreender esses movimentos apocalípticos são os Manuscritos do Mar Morto", diz Paulo Nogueira. Descobertos em 1947, os manuscritos foram encontrados no convento de Qumran, uma espécie de condomínio de cavernas habitado pelos essênios, grupos de judeus que viviam como monges seguindo uma rígida disciplina de orações e uma dieta rigorosa. "Apesar de não revelarem nada diretamente sobre Jesus, eles mostram como os cultos apocalípticos já estavam disseminados nessa época", diz Nogueira. Há até quem defenda a hipótese de que Jesus tenha tido uma ligação direta com os essênios. Do que os crentes e céticos parecem não ter dúvida é que o batismo de João Batista foi um divisor de águas na vida de Jesus. A partir dali, ele teria se retirado para o deserto para depois dar início à trajetória de sermões e milagres que o levaria à cruz.
Milagres subversivos
Se os historiadores e arqueólogos estão conseguindo reconstituir o ambiente em que Jesus viveu, tudo muda da água para o vinho quando o assunto são os milagres. Afinal, como um pesquisador pode estudar objetivamente feitos considerados sobrenaturais? Uma moda no passado (que até hoje tem adeptos nos EUA) foi a tentativa de explicar a origem de alguns desses fenômenos como tendo causas naturais. Você provavelmente conhece algumas dessas teses: a estrela de Davi no nascimento de Jesus era na verdade o cometa Halley, Lázaro foi ressuscitado por Cristo porque estava em coma... "Explicações desse tipo conseguem às vezes ser mais absurdas do que o próprio milagre", diz André Chevitarese.
Os pesquisadores sabem que no tempo de Jesus a doença estava associada à impureza. "A grande preocupação da lei judaica, já prevista em textos como o Levítico, era demarcar o que é puro e o que não é puro", diz Manuel Fernando Queiroz dos Santos Júnior, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP. "E as doenças de pele, as mais visíveis, logo eram associadas à impureza espiritual." Especialista em hanseníase, o professor diz que o que a Bíblia chama de lepra servia para nomear, na verdade, todas as doenças de pele na época, de eczemas a micoses. "Quem lê a Bíblia sem atentar para esse detalhe tem a impressão errônea de que existia uma verdadeira epidemia da doença na época de Jesus." Por causa desse erro, os leprosos foram segregados por séculos como portadores de uma doença impura e terrível. Segundo os historiadores, essa associação perversa entre doença e impureza (ou pecado) terminava favorecendo a elite judaica do Templo de Jerusalém. "Afinal, para se curar, o doente tinha que pagar mais taxas e oferecer mais sacrifícios no templo", diz Crossan. "Isso gerava para o doente um ciclo interminável de sofrimento e dívidas." O templo era comandado por uma casta sacerdotal que detinha o monopólio de conduzir os fiéis aos rituais de purificação – que, na época, incluíam o sacrifício de animais como cordeiros (quem não tinha posses para tanto podia sacrificar uma pomba branca comprada no mercado do templo, o que garantia uns trocados aos sacerdotes).
Imagine agora o mal-estar que os sacerdotes deviam sentir ao ouvir relatos de que, com um simples toque, um judeu pobre da Galiléia andava curando doentes, declarando, com esse gesto, que a pessoa estava livre dos pecados. "Hoje é difícil de entender como um ato desses era radicalmente subversivo", diz Richard Horsley. Ele diz que Jesus não estava só. "Uma série de outros curandeiros também usavam esse ritual para desafiar o poder do templo naquela época", diz o historiador.
Como Jesus conseguia curar as pessoas? Poucos se arriscam a dar palpites. O certo é que, ao se misturar com doentes, mendigos, gentios, prostitutas, enfim, toda classe de pessoas que eram consideradas impuras, Jesus incomodou a maioria dos grupos judaicos da época. Entre esses incomodados se incluíam os fariseus, membros de uma escola religiosa que insistia na completa separação entre os judeus e os gentios (fariseu quer dizer "o que está separado"). Eram provavelmente hostis a Jesus e não deviam entender por que ele comia na mesma mesa dos "impuros". Jesus provavelmente também não agradou aos saduceus, judeus que não acreditavam na imortalidade da alma nem nos anjos, muito menos nos milagres de Jesus. "Seu estilo de ensinar e de viver desagradou muitos judeus, que o colocaram à margem do judaísmo palestino", diz John P. Meier, no livro Um Judeu Marginal.
A escolaridade de Jesus é outro ponto polêmico. Para muitos, ele era analfabeto. "Somente uma ínfima parcela da população que trabalhava para os governantes sabia ler e escrever", diz Richard Horsley. "Não acredito que ele fizesse parte dessa parcela." Então, como explicar o trecho do evangelho que o retrata lendo numa sinagoga? "A palavra ler no evangelho pode significar recitar", diz Horsley. Juan Arias, autor do livro Jesus, Esse Grande Desconhecido, discorda. "Apesar de ter vindo de uma família muito pobre, é difícil imaginar que as discussões polêmicas que ele teve com seus contemporâneos possam ter sido feitas por um homem que não sabia ler", diz Arias. Mesmo que não tenha sido analfabeto, o judeu pobre da Galiléia não deve ter chamado a atenção da elite intelectual que vivia na época. A não ser, talvez, pelos tumultos que ele deve ter causado quando resolveu pregar diretamente na cidade de Jerusalém.
De Jesus a Cristo
Imagine Nova York como o centro espiritual do mundo muçulmano. Ou mesmo a Basílica de São Pedro, no Vaticano, transformada numa mesquita dedicada ao profeta Maomé. Improvável, não? "Foi algo dessas proporções que aconteceu com a expansão do cristianismo", diz André Chevitarese. "Em cerca de 3 séculos, a crença de uns poucos seguidores se tornou a religião oficial do Império Romano, o mesmo império que havia ordenado a sua morte." Como isso ocorreu?
Para os cristãos, a resposta é bastante simples: Jesus ressuscitou. Essa seria a evidência de que o homem crucificado não era, afinal, apenas um homem, e sim Cristo, o Messias esperado havia muito tempo pelos judeus. Mas como entender a ressurreição? "Nenhum outro tipo de milagre se choca mais com a mentalidade cética da moderna cultura ocidental", diz John Meier. Para ele, ficar especulando sobre o que aconteceu com o corpo de Jesus é inútil. "A essência da crença na ressurreição é que, ao morrer, Jesus ascendeu em sua humanidade à presença de Deus", diz Meier. "Descobrir qual a ligação dessa humanidade com o seu corpo físico não é matéria dos historiadores."
Mas, se a ressurreição é uma questão de fé e não de história, os estudiosos estão pelo menos conseguindo esclarecer detalhes sobre o terrível momento que a teria antecedido: a crucificação. Tudo começou em 1968, quando foi descoberto na região de Giv’at há-Mivtar, no nordeste de Jerusalém, o único esqueleto de um crucificado conhecido pela ciência. Após a análise do corpo, concluiu-se que os braços não foram pregados, mas amarrados na cruz. Já as pernas foram colocadas em ambos os lados da base vertical de madeira, com pregos segurando os calcanhares. "Uma revelação surpreendente sobre a morte na cruz não surgiu da descoberta de esqueletos, mas da falta deles", diz Pedro Lima Vasconcellos, da PUC de São Paulo. "Afinal, se centenas e até milhares de pessoas foram crucificadas na época, por que apenas um esqueleto foi encontrado?"
O historiador John Dominic Crossan diz que há uma razão terrível para isso: "As 3 penas romanas supremas eram morrer na cruz, no fogo e entregue às feras", diz Crossan. "O que as tornava supremas não era a sua crueldade desumana ou sua desonra pública, mas o fato de que não podia restar nada para ser enterrado no final." No caso da crucificação, o corpo era exposto aos abutres e aos cães comedores de carniça. Como um ato de terrorismo de Estado, a extinção do cadáver também tinha como vantagem para as autoridades evitar que o túmulo do condenado se tornasse local de culto e resistência.
Mesmo que ninguém saiba o que ocorreu após a morte de Jesus (alguns historiadores acham razoável que a família e os amigos pudessem ter reivindicado o seu corpo), o fato é que seus seguidores passaram a relatar suas aparições. "Não se deve subestimar o poder dessas experiências em nome do racionalismo", diz Paulo Nogueira, professor da Universidade Metodista de São Paulo. "Afinal, as pessoas tinham visões, entravam em transe. É uma simplificação, por exemplo, ficar tentando encontrar razões sociológicas para explicar a experiência mística responsável pela conversão de Paulo."
Nascido na cidade de Tarso, na atual Turquia, Paulo (são Paulo, para os católicos) talvez seja o homem que, sozinho, fez mais pela expansão do cristianismo que qualquer outro dos seguidores de Jesus. O curioso é que, antes de se converter, ele era uma espécie de agente policial encarregado de perseguir os cristãos. "Sua conversão foi tão surpreendente na época como seria hoje ver um embaixador israelense se converter à causa palestina", diz Monica Selvatici, historiadora da Universidade Metodista de São Paulo. "Suas idéias terminaram afastando o cristianismo do judaísmo da época."
Ela explica que, depois da morte de Jesus, não havia uma distinção clara entre judeus e cristãos. "Os seguidores de Jesus eram apenas judeus que defendiam a tese de que ele era o Messias, ao contrário daqueles que não o reconheciam como tal", diz Mônica. Como falava grego muito bem e foi um dos cristãos que mais viajaram, ele discordava dos judeus-cristãos que defendiam a tese de que os gentios convertidos tinham que seguir rigorosamente a lei judaica. Em suas cartas (epístolas), são famosas as polêmicas travadas com Tiago (são Tiago, para os católicos), suposto irmão de Jesus, que teria sido um defensor de um cristianismo mais fiel ao judaísmo. Mas a idéia central de Paulo, resumida na frase de que "o verdadeiro cristão se justifica pela fé e não pelos trabalhos da lei", acabou prevalecendo. Os gentios podiam agora se converter sem tantos empecilhos e o cristianismo ganhou novas fronteiras. "Paulo ajudou a tirar de Jesus a imagem de um Messias para o povo hebreu, transformando-o num salvador de todos os povos", diz Mônica. "Jesus deixou de ser um fenômeno regional para ganhar um caráter universal."
Mas o que levaria um cidadão romano a trocar os seus deuses para cultuar um judeu da Galiléia? "O cristianismo trouxe uma idéia de salvação da alma que não existia na religião romana", diz Pedro Paulo Funari, professor de história e arqueologia da Unicamp. "A religião romana tinha um aspecto formal, público, pouco ligado às inquietações da vida depois da morte". Mas Funari explica que, apesar do formalismo das crenças romanas, a idéia de salvação da alma já estava difundida na população pela influência de algumas religiões orientais, como o culto a Íris e Osíris, do Egito. "Isso deve ter facilitado ainda mais a expansão do cristianismo em Roma", diz Funari.
O ápice dessa expansão se deu quando o imperador romano Constantino converteu-se ao cristianismo, no século 4. Ninguém sabe ao certo se ele foi motivado mais por dilemas espirituais do que razões políticas (afinal, ao se converter, ele pôde contar com o apoio dos cristãos e com a estrutura de uma Igreja já bem organizada.)
O certo é que, alguns séculos depois, a cruz, imagem brutal da sua crucificação, foi usada para invocar a guerra e a paz entre os povos. E Yeshua, o judeu pobre que morreu praticamente despercebido durante a Páscoa em Jerusalém, já era conhecido por boa parte do mundo como o Cristo. O mesmo Cristo cujo nascimento passou a ser celebrado todos os anos, no mês de dezembro, no dia de Natal.
O Jesus Histórico - John Dominic Crossan, Imago, 1994
Excavating Jesus - John Dominic Crossan & Jonathan L. Reed, Harper San Francisco, 2001
Jesus, uma Biografia Revolucionária - John Dominic Crossan, Imago, 1995
Jesus As a Figure in History - Mark Allan Powell, Westminster John Knox Press, 1998
Um Judeu Marginal - John P. Meier, Imago,1993 (série em 4 volumes)
Bandidos, Profetas e Messias - Movimentos Populares no Tempo de Jesus Richar A. Horsley, John S. Hanson, Paulus, 1995
Jesus, Esse Grande Desconhecido - Juan Arias, Objetiva, 2001
Cristo – Uma Crise na Vida de Deus - Jack Miles, Companhia das Letras, 2002
Os Homens da Bíblia - André Chouraqui, Companhia das Letras, 1990
História da Vida Privada – Do Império Romano ao Ano Mil - Philippe Ariès e Georges Duby (org.), Companhia das Letras, 1992
Bíblia de Jerusalém - Paulus, 2002
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