Páginas

Mostrando postagens com marcador POBRE ELE NAO ERA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POBRE ELE NAO ERA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

(COISA SÉRIA) História de Jesus -I‏

O nascimento de gêmeos ajudou muito. Naquela época, isso era visto como sinal divino. Sim, eram gêmeos. Não Jesus e Tiago, mas Jesus e Judas - que na Bíblia é citado como um dos filhos de Maria. Há várias referencias na bíblia aos irmãos de Jesus, e a própria palavra Dídimo significa gêmeo em grego. E Tomé significa gêmeo em aramaico. Nem Tomé nem Dídimo eram nomes próprios, ao contrário do que a igreja nos tentou fazer crer. O nome de Judas era Judas Tomé, o Dídimo. E não podemos nos esquecer que Iscariotes não é sobrenome, mas sim transliteração de Scariote, ou "O Sicário" - membro dos sicários, ou seja, revolucionários BEM radicaizinhos. Detalhe: Sicário quer dizer algo como punhal. Esta facção de zelotes os portavam. E os usavam. Pedro, outro Sicário, é relatado no evangelho como CORTANDO a orelha de um centurião romano. No tapa é que não foi. BTW, Pedro também não é nome, que era Simão. Pedro é uma palavra que vem de Petrus, ou seja, alcunha "de pedra". Algo como "o casca grossa", o "durão" da turma. Além de seu outro irmão famoso, Tiago, que é retratado como o líder da igreja após a morte de Jesus. E o sacerdote, nos tempos de Jesus Rei. O outro pilar dos essênios sedados em Qumram, pertinho de Jerusalém, ao lado do Mar Morto. Pois bem, temos irmãos ali. Príncipes herdeiros de Jerusalém, da linhagem sacerdotal, e da linhagem real. Um Jesus, e um outro também Filho do Pai (em árabe, algo como Barrabás, filho de Abá, Filho do Pai, ou seja, O SACERDOTE - talvez Tiago). Conspirando contra Roma. Reis com relações com o antigo governo de Israel, é claro, precisam apoiar a família real - aí sim, faz sentido uma visita. Reis ursupadores, ouvindo falar que alguém havia nascido na família real, sem saber quem era, aí sim precisam eliminar a ameaça no ninho -e só assim faria sentido a aparentemente "bárbara" idéia de matar os recém nascidos, o que era um risco desnecessário de revolta popular. Mães não gostam muito disso. E aí sim, justificaria fugas, e uma infância sem maiores relatos. Não daria para tomar o poder apenas com o nascimento. Não naquele ninho de cobras. Todas as forças precisariam ser somadas, incluindo apoio do sinédrio, religião, zelotes, revolucionários, profecias, etc, para assumir no tempo certo. O rei teve uma educação digna de tal. E isto custa MUITO dinheiro, ainda mais naquela época. Crianças do deserto nem hoje em dia tem como ter a erudição que Jesus apresentava, a ponto de derrubar estudiosos. Inteligência bruta não era o bastante. Ele possuía o artigo de maior luxo, e mais caro da época: Educação de primeira, com direito a conhecimento de línguas, e talvez viagens. Qual a única referência ao reizinho durante a infância? Um casamento. E não foi um casamento qualquer, mas sim uma grande festa, do tipo que só famílias nobres tinham. Se não fosse o casamento dele, estaria muito claro que ele e a mãe TINHAM que ser da nobreza, para poderem estar ali. Mas a bíblia deixa claro que ele era o noivo. Não vou me adentrar, mas ali, como em qualquer monarquia, são selados os acordos com os benjamitas exilados (ei, de onde eram mesmo os REIS MAGOS nômades do exílio??? ;-). A partir de então, a benjamita Maria ou Madalena será figura presente nos relatos. Detalhe: Seria uma vergonha, até mesmo nos dias de hoje, naquela cultura uma mulher andar com tantos homens assim, no deserto, e de forma tão íntima, a não ser que ela fosse casada. E se ela fosse casada com OUTRO da turma, aí sim seria uma vergonha o comportamento dela com Jesus. Estamos falando de costumes do oriente médio há DOIS MIL ANOS atrás!!! É bom lembrar que na moral pós-Paulo, passou a ser errado um chefe de estado teocrata (bispos, papas) ou sacerdotes serem casados. Mas isso foi a distorção paulina. No judaísmo, o sacerdote não só podia, como DEVIA ser casado. E na coluna real, é ÓBVIO que em qualquer monarquia, a possibilidade de descendência (o que, pasmem, envolve sexo e procriação) não sõ é "permitida", como altamente desejada. para a manutenção da linhagem real. Não vou me alongar nas provas, mas vamos ao fato: Madalena era casada com Jesus. E isso tem muito a ver com a linhagem anterior - e teria muito mais a ver com a POSTERIOR. Esta união nobre se deu nas bodas de Canaã. Ela era de família nobre, e ele também. Os benjamitas desaparecidos eram legítimos herdeiros da tribo de Jerusalém, a cidade sagrada. E Jesus (por José) tinha linhagem da tribo de Davi, os herdeiros do ESTADO. E por Maria, tinha também linhagem levítica (sacerdotal). Xeque mate. Ali, nas bodas, os benjamitas reapareciam, e a união dava ao futuro herdeiro o poder unificado DUPLO, tanto sobre a cidade quanto sobre o estado. Claro que ao fazer isso, Jesus estava descumprindo uma lei Mosaica, que proibira (por motivos no fundo políticos) aos filhos das 11 tribos de Israel a darem suas filhas (leia-se: realizarem casamentos oficiais) aos descendentes de Benjamim. Esta foi talvez a principal "transgressão" que a linhagem e Jesus fez à Lei. Se o casamento é considerado válido, isso implica em algumas coisas. Se não é, se o fato da filha ser benjamita é condenável, mesmo assim Jesus continuaria Rei - e Tiago Sacerdote. Jogando a discussão do direito do herdeiro sobre Jerusalém para o futuro. Só tem um detalhe: Na falta da tribo benjamita, quem controlava Jerusalém na prática era o sinédrio. O conselho judeu, de várias tribos e classes, onde ficavam os doutores da lei que o perseguiam. As coisas começam a se encaixar. Com este casamento sendo válido, e a linhagem de Jesus sendo inquestionável, os Benjamitas estavam de volta à linhagem, e, oficialmente, a Israel. Eles não haviam sido proibidos de serem Judeus, mas sim de terem descendentes nobres. Um suposto filho de Jesus teria ALEM DE TUDO a herança benjamita (a região de Jerusalém, desde então uma espécie de "distrito federal" do Sinédrio). Além de outros mil motivos, era melhor que este menino também não existisse. Ou seu pai. Mas o povo o apoiaria, especialmente se visse nesse herdeiro TANTO o legítimo filho de Salomão e David, QUANTO aquele que cumprisse algumas simples profecias feitas em Macabeus - e que Jesus e José de Arimatéia conheciam muito bem. Na outra hipótese, Jesus poderia sim ter se casado com Maria Madalena. Na prática, não deram uma FILHA de Israel a UM benjamita. Logo, a lei de Moises não teria sido rompida. E pra piorar, o herdeiro era por direito levita, parente de João Batista, e um essênio de QUmram. Yoshua (Jesus) ainda PODIA falar da lei de Moisés com autoridade. Se não PUDESSE, não teria aberto tanto a boca nem nos tempos de hoje - o que dirá naquele ninho de cobras politico- religioso de 2000 anos atrás. No tempo certo, com revoluções espalhadas pra todo lado (lembram que Paulo de Tarso matava gente até em DAMASCO, bem longe dali, lá na Sìria, e logo após a morte de Cristo???), era hora de "cumprir" a profecia. ( Por outro lado, a comunidade de QUmram, sede dos essênios, e sede da Igreja de Jerusalém de Tiago, era também chamada de "o deserto" e "damasco". Pode ser que Saulo estivesse tentando persegui-los em QUmram. É bom lembrar que Roma não sossegou até acabar com esta Igreja, em Jerusalém, Massada e Qumram. Em lugar de sua teologia, surgiu a "teologia" helenistica do "convertido" Saulo, agora "Paulo". Em todo caso, se era necessário destruírem QUmram, ou se havia a necessidade de tropas na Síria, em todas as duas hipóteses significava que nos tempos de Tiago e "Atos", a "igreja" de Jesus incomodava ao império muito mais do que na questão "teológica" ) Voltando...Yoshua precisava ser reconhecido. E tinha enfim tudo para ser. Se o povo o apoiasse, Roma não se interessaria JAMAIS em manter um Herodes que não estava controlando os movimentos de insurreição dos radicais, zelotes e sicários judeus. Nem calando sua voz com o lenitivo religioso. Se o povo quisesse Jesus, seria melhor. Era só ele pagar os impostos. Mas o sinédrio não queria Jesus. Os saduceus estavam do lado de Herodes. E isso também era um incomodo para Roma. Cabia a Jesus, então, buscar o apoio do povo, já que o sinedrio evidentemente não o nomearia. Para tanto, era só reproduzir o script dos profetas bíblicos, e o povo o aclamaria. O resto estava garantido pela descendência, pela Igreja / Ordem de Jerusalém e seu popular líder Tiago (leia-se: Essênios de Qumram), e pelos seus apoios entre outras camadas da sociedade (dentre eles os populares e revolucionários sicários e zelotes). Tudo foi feito meticulosamente. Jesus manda na Bíblia alguém ir buscar o burrico em tal lugar... E o burrico estava lá mesmo, é claro! E ele diz que estava lá mesmo EXATAMENTE para cumprir a profecia, ué! Quer coisa mais clara? Entram aclamados, óbvio, como mencionado no relato. Com apoio popular, não seria difícil a UNÇÃO, que caracterizava os antigos reis. E esta unção deveria se dar no Templo de Salomão, reerguido. O povo invade o templo, liderado por Jesus e zelotes. A bíblia é clara. Ao adentrar a cidade, ele é chamado de REI dos Judeus, e recebe Hosanas. Ele segue o script do burrinho, e outras coisas mais, que nada tem de sobrenatural - e o povo, ao ver, lembra das profecias, e comenta que enfim chegara a hora! Deus havia restabelecido seu pacto com os Judeus! O irmão Tiago era o Sacerdote, e, claro, ele, o outro Pilar, a outra coluna do templo, só podia ser o "rei". Era descendente de David. Eram parentes de João Batista, o profeta recente, de quem o povo sentia falta. Era benjamita. Nascera de uma "virgem" criada no templo, assim diziam. Tinha um irmão gêmeo, sinal dos céus. Falava de um novo pacto. De um reino "dos céus" (leia-se: da lei de Deus aplicada ali) "antes mesmo que todos que estavam vivos tivessem morrido" (citação bíblica). Só podia ser o prometido. E ele segue o roteiro, e garante que faz isso nessa intenção. O que vc imagina? O templo era ENORME, ocupava boa parte da cidade! Gigantesco! Vejam os mapas! Era páscoa. A cidade estava cheia de visitantes. Jerusalém era uma espécie de centro de adoração para vários povos e religiões. E este templo enorme era controlado pelos tais doutores saduceus da lei, que privilegiavam o governo romano. Além do mais, com tanta gente vinda de fora, o templo se transformava em casa de câmbio e feira livre - para, dentre outras coisas, comprarem oferendas. Animais a serem sacrificados. Artigos. Ou simples troca de dinheiro. Imagino que uma feira religiosa "ecumênica" há 2000 anos atrás em Jerusalém não fosse bem um modelo de higiene, tranqüilidade e organização.. Notem que os FARISEUS, rigorosos interpretes da Lei (José era fariseu), e conhecidos freqüentadores do templo, são associados por todos historiadores como sendo a classe comerciante de então. Ora, imaginando que não existisse shopping, cinema, lanchonetes e AlemGaLemga na época, comerciante ALIADO a religioso, naquele cenário, SIGNIFICA quase que diretamente: Mercador oficial do templo. Já os saduceus, mais ricos, estavam ligados ao governo. Mas numa TEOCRACIA, o templo é o governo! A Lei de Deus é o direito, lembra? Se eles eram a classe dominante política, eram também de algum modo os assessores de Herodes. Imaginam que um barbudo vai adentrar neste MUNDO, repleto de cambistas e sustentadores do modelo político de então, e travar com eles discussões ideológicas, baseado no fato de ser supostamente o filho de Jeová querendo mais respeito com as cousas de seu Pai? Centenas de comerciantes. Milhares de visitantes. Um templo gigantesco que era feira, sede do governo, local de peregrinação e tudo mais... Imaginam UM cara com auréola tendo um chilique na porta de uma igrejinha pequena, levando os mercadores a refletirem sobre uma melhor utilização da casa do Senhor? Me poupem! Jerusalém não era o País das Maravilhas ou a Terra do Nunca. Estamos falando de HISTÓRIA, tenha ou não vivido um "Deus" ali. Acha que dá para derrubar a barraca de CAMBIO de um Judeu, Árabe ou romano, UMAZINHA SÓ, e o mesmo, ao invés de recolher suas moedas ou enfiar a mão no imbecil que fizer isso, simplesmente dizer: - Oh, é mesmo, tens razão, ó Rabi!!! Como não me percebi que isso era a casa de Deus? Oh, me chicoteie, senhor!!! Experimenta fazer isso na 25 de Março, num sábado desses, pra vc ver. Tire o cinto da fivela, eleja um descendente de árabe ou judeu qualquer ali, 2000 anos mais civilizado, e derrube UMA BARRAQUINHA SÓ, de preferência sozinho, pra ver o que te acontece!!! Tente, então, expulsar você os mercadores árabes e derivados da 25 de Março inteira... E ainda por cima, sozinho? Sem chances, né, gente? Para o cara poder ser ungido ali, como o relato que vem a seguir indica, ele tinha, é óbvio, que retirar um pequeno "impecilho": as centenas que não iriam querer isso, e seus guardiões. Como o templo era a sede da religião, e religião ali era o estado, isso tem nome: Golpe de Estado. Pior: Se o povo quisesse uma monarquia, ele seria o legitimo Herdeiro! E não eles, doutores da Lei e Herodes (que o preferiam morto, desde pequeno) Pior ainda: Sendo irmão do sacerdote Tiago, ele comporia as duas colunas daquele templo. Não daria mais para o sinédrio fazer a função política, deixando a religião mais pura para os religiosos distantes. Pior ainda: Se seu herdeiro fosse benjamita, como impedir o filho do Rei de no futuro reivindicar suas posses? Se o Rei era a Lei, e se o Rei e seu irmão eram aclamados como os pilares do templo de Salomão! Isso significaria à classe dominante perder Jerusalém, o templo, a política, o apoio popular - e por conseguinte, o de Roma - em uma tacada só! Acham mesmo que a invasão do templo, aclamada por milhares, pode mesmo ter sido um ato "nervosinho" de Jesus contra a profanação da Igreja? Mas como, se nem havia ainda este conceito romano de Igreja?